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Política MT

Michelle Bolsonaro toma posse no PL Mulher: “Vocês são joia preciosa”

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tomou posse, nesta terça-feira (21/3), como presidente do PL Mulher.

O evento organizado pelo diretório do Partido Liberal reuniu deputadas e senadoras da sigla, em Brasília. Michelle estava em viagem aos Estados Unidos, onde encontrou com o marido Jair Bolsonaro (PL), que está no exterior desde antes do fim de seu mandato.

A ocasião foi marcada pela tomada de posse da ex-primeira-dama em um projeto, que segundo a legenda, pretende “dar visibilidade às mulheres que comandam ações sociais relevantes em cada um dos estados do Brasil”.

Durante o discurso, Michelle desceu do palco e conversou com a pastora Adelai Quefar. Ela citou uma passagem bíblica enquanto abraçava a religiosa: “Em provérbios 31:10 diz que mulher virtuosa é mais preciosa do que pedras preciosas. Hoje, a única joia aqui presente são vocês, mulheres”, disse Michelle, que na sequência elogiou diretamente a pastora. Você me inspira, você é uma joia preciosa”, afirmou.

A citação das joias, no entanto, ocorre em meio às investigações por um suposto presente para a primeira-dama avaliado em R$ 16,5 milhões e apreendido pela Receita Federal. Em 2021, o governo Bolsonaro tentou trazer ao Brasil, ilegalmente, diversas joias, que seriam presentes do governo da Arábia Saudita para a então primeira-dama, que visitou o país árabe em outubro daquele ano.

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O evento também é visto como “lançamento” de Michelle ao cenário político com apoio do PL. O objetivo, segundo aliados, é que ela se torne, assim como seu marido, uma “força política” para ajudar no crescimento do partido.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, discursou e ressaltou o grande números de mulheres eleitas pelo partido. Também discursaram no evento os deputados Soraya Santos, Altineu Côrtes, o governador de Santa Catarina Jorginho Mello e o senador Magno Malta. Ainda estiveram presentes no evento os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL- DF) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Em fala, Michelle Bolsonaro exaltou as mulheres na política e o direito ao voto, garantido em 1932: “O PL é o partido que, com sua diversidade, estimula as mulheres a alçar grandes voos”. Ela ainda citou que viajará o Brasil “para saber as necessidades de cada município de cada comunidade”.

A ex-primeira-dama também disse que vai “percorrer o Brasil” para saber as necessidades de municípios. “Irei percorrer todo o Brasil para saber às necessidades de cada município é cada comunidade” prometeu.

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O ex-presidente participou do evento por videoconferência e se emocionou, afirmando que gostaria de estar no Brasil ao lado da esposa e da família. Bolsonaro, que faz 68 anos nesta terça, foi aplaudido e ganhou um “parabéns a você”, puxado por Michelle.

No PL Mulher, o papel de Michelle será atrair o público feminino, mirando o desempenho do partido nas eleições de 2024. O presidente do partido Valdemar Costa Neto pretende triplicar o número de prefeitos, saltando de 343 para pelo menos mil.

O projeto lançado nesta terça por Michelle também pretende “reunir histórias de desafios e superação por todo o país, mostrando o trabalho de mulheres que atuam para melhorar a vida de outras pessoas”. Segundo o partido, será criada uma rede de mulheres “que fazem acontecer, são corajosas, ocupam seus espaços e que, se quiserem, ocupem também espaços dentro da vida partidária”.

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CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro

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Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.

A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.

O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.

Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.

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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.

A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.

Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.

Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.

Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.

Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.

A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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