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DISPUTA PELO SENADO

Medeiros tenta barrar candidatura de suplente de Fávaro e pede impugnação da chapa

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Ação apresentada ao TRE-MT questiona permanência de Carmen Machado na presidência da FESSP/MT e aponta possível descumprimento do prazo de desincompatibilização eleitoral.

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso recebeu uma Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura apresentada pela Coligação “No Coração da Gente” e pelo deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) contra Carmen Machado (PV), segunda suplente do senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD). A ação também pede o indeferimento de toda a chapa de Fávaro.

Segundo a ação, Carmen Machado ainda exerceria a presidência da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP/MT) e não teria deixado a função dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral.

Os autores sustentam que Carmen foi eleita para comandar a entidade no mandato de 2024 a 2029 e que continuou sendo identificada publicamente como presidente da Federação ao longo de 2026. A ação cita participações em reuniões, mobilizações e atividades institucionais da entidade.

Entre os documentos apresentados como prova estão uma publicação da FESSP/MT, de 17 de junho, com declaração de Carmen na condição de presidente; o registro de uma reunião na sede da Federação, em 10 de julho; uma publicação no perfil oficial da entidade, em 27 de julho, identificando-a como presidente; e publicações de agosto relacionadas a mobilizações e atividades institucionais.

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De acordo com a legislação eleitoral citada na ação, dirigentes de determinadas entidades de classe precisam se afastar das funções com pelo menos seis meses de antecedência da eleição. Como o primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026, os autores sustentam que Carmen deveria ter deixado a presidência até 4 de abril.

A impugnação também questiona a participação de Carmen em atividades e declarações públicas atribuídas à presidência da FESSP/MT após o período em que, segundo os autores, ela já deveria estar afastada da função.

Além de pedir o indeferimento do registro de Carmen Machado, Medeiros e a coligação requerem que a medida alcance toda a chapa de Carlos Fávaro, que tem como primeiro suplente Alexandre Schenkel (PSD).

A ação também solicita que sejam requisitados documentos e informações à FESSP/MT, ao Governo de Mato Grosso, à União, ao Ministério do Trabalho e à Caixa Econômica Federal. O objetivo, segundo os autores, é verificar receitas da entidade e eventuais pagamentos realizados a servidores licenciados para exercer funções sindicais.

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A questão agora será analisada pela Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os argumentos apresentados, a documentação anexada e eventual manifestação dos envolvidos antes de decidir sobre o registro das candidaturas.

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Política MT

CPI da Saúde faz 261 perguntas, mas empresários optam pelo silêncio

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (19), a oitiva de quatro empresários convocados para prestar esclarecimentos sobre fatos relacionados à investigação DE possíveis irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) no período de 2019 a 2025. Ao longo da reunião, foram feitas 261 perguntas aos depoentes, que optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Prestaram depoimento Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à empresa MedTrauma, além do médico Bruno Castro. Apenas Ivoglo participou presencialmente da reunião, realizada na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat. Os demais acompanharam a sessão de forma virtual, todos acompanhados de seus respectivos advogados.

Os questionamentos apresentados pelos integrantes da CPI abordaram diferentes aspectos dos fatos investigados, entre eles contratos e pagamentos na área da saúde, registros de frequência de profissionais, prestação de serviços médicos, processos de indenização e apontamentos de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

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Durante a oitiva, também foram apresentadas perguntas relacionadas a possíveis inconsistências em documentos e folhas de frequência, ausência de registros de profissionais, cobrança por plantões sem comprovação de execução e pagamentos realizados por meio de processos indenizatórios.

O procurador da ALMT Francisco de Brito explicou que os convocados tiveram assegurados o acesso aos autos, o acompanhamento por advogados e o direito constitucional de permanecer em silêncio. Segundo ele, o exercício desse direito não impede o prosseguimento dos trabalhos da CPI, que dispõe de outros instrumentos para produção de provas, como requisição de documentos, pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal e solicitação de informações e auditorias a órgãos de controle.

Nova etapa – A próxima reunião da CPI da Saúde está marcada para quarta-feira (26), às 14h, quando deverão ser ouvidos o ex-secretário de estado de Saúde Gilberto Figueiredo e a ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes.

Conforme informado durante a reunião, a comissão iniciou as oitivas com técnicos da Controladoria Geral do Estado (CGE), passou por representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, posteriormente, ouviu empresários relacionados aos fatos investigados.

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A expectativa é que, após a próxima rodada de depoimentos, a comissão avance para a elaboração de um relatório parcial sobre os elementos já analisados, sem prejuízo da inclusão de novos documentos e informações que possam contribuir para a investigação.

Fonte: ALMT – MT

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