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Max Russi analisa ‘tarifaço’ americano contra lei estadual e garante que obrigação é defender MT

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Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (3), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), comentou as recentes pressões internacionais envolvendo uma legislação de Mato Grosso. A lei estadual aprovada pela ALMT, que impede a concessão de incentivos fiscais ou terrenos públicos para empresas que aderirem à Moratória da Soja, foi citada em uma investigação da “Seção 301” nos Estados Unidos, que sugeriu um novo ‘tarifaço’ de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos americanos.

Longe de se mostrar intimidado com a reação estrangeira, o parlamentar celebrou o alcance e o impacto da medida adotada pelo Poder Legislativo mato-grossense.

“Essa discussão com os Estados Unidos, eu confesso que fiquei feliz por ter uma lei da Assembleia em referência mundial. Uma lei nossa aqui, aprovada por esse Parlamento, que deu fim à moratória da soja, incomodando o presidente dos Estados Unidos. Eles dizem que a gente não quer preservar, que tem que taxar. Mas a Assembleia Legislativa vai defender sempre Mato Grosso e o seu povo. Essa é a nossa obrigação”, afirmou Max Russi.

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Moratória – A Moratória da Soja vinha sendo criticada por lideranças políticas e do setor produtivo por travar a produção no estado, se sobrepondo às leis nacionais mesmo quando os agricultores cumpriam rigorosamente o Código Florestal brasileiro. A tese defendida pela Assembleia ganhou força jurídica e resultou em uma vitória no Supremo Tribunal Federal (STF).

Max Russi pontuou que os governantes estrangeiros estão cumprindo o papel de proteger seus próprios mercados, mas reforçou que Mato Grosso não aceitará intervenções externas que prejudiquem sua economia.

“O presidente dos Estados Unidos está certo em defender o país e os negócios dele. Mas nós precisamos defender Mato Grosso contra os EUA, contra a União Europeia ou contra qualquer país do mundo que queira intervir na nossa economia e prejudicar o agro, a indústria ou o comércio. Essa moratória inibia a nossa produção”, avaliou o deputado.

Por fim, Russi adiantou que o corpo jurídico do Parlamento já se prepara para novos embates em defesa dos interesses do estado na esfera federal. “Agora estamos entrando nessa outra pauta contra o Pará. É uma disputa difícil, assim como foi a da moratória, mas nós acreditamos na nossa Procuradoria, acreditamos no nosso direito e vamos fazer essa defesa com muita tranquilidade em Brasília”, concluiu.

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Fonte: ALMT – MT

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Presidente da ALMT critica abandono de área disputada e promete levar batalha territorial com o Pará até o STF; VEJA VÍDEO

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Russi diz que Estado continuará defendendo no STF uma área de cerca de 22 mil km² localizada na divisa entre os dois estados

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o Parlamento mato-grossense seguirá defendendo a incorporação de uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados atualmente disputada entre Mato Grosso e o Pará.

A declaração foi dada em meio à ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) para definir os limites territoriais entre os dois estados. Segundo Russi, independentemente da participação do Governo de Mato Grosso, a Assembleia continuará atuando na defesa da área reivindicada.

“Independente da participação do Governo ou não, a Assembleia vai até as últimas possibilidades. Nós temos dia 10 uma reunião em Brasília e a nossa Procuradoria tem sido muito eficiente”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, a reivindicação de Mato Grosso está baseada em uma demarcação realizada em 1922 pelo Marechal Cândido Rondon. A região em disputa envolve áreas dos municípios paraenses de Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.

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Max Russi argumenta que a população da região mantém forte vínculo com Mato Grosso e depende dos serviços oferecidos pelo estado, especialmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.

“Não é uma luta fácil. É uma luta justa. Nós estamos defendendo o que de direito é de Mato Grosso, demarcado lá em 1922. Nós estamos defendendo aquela população que procura saúde, educação e não recebe estradas”, declarou.

O deputado também afirmou que a discussão não deve se limitar à questão territorial, mas considerar a realidade dos moradores da região.

“Nós temos condições de avançar nessa pauta. Nós queremos que a população ali seja ouvida porque, ao final de tudo, o que importa não é um palmo a mais ou a menos de terra. O que importa são as pessoas”, disse.

A área reivindicada por Mato Grosso possui extensão semelhante ao território do estado de Sergipe e tem sido alvo de divergências entre os governos estaduais.

Ao comentar a posição da governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), que declarou não admitir a perda de nenhuma parcela do território paraense, Russi afirmou que o governo vizinho prioriza a arrecadação, mas não realiza os investimentos necessários na região em disputa.

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“A governadora está pensando na terra e na arrecadação. Eles não cuidam daquela parte do Pará. Pegam receitas e recursos e investem em outras regiões do estado”, criticou.

A Assembleia Legislativa acompanha o processo judicial e participará de uma reunião em Brasília no próximo dia 10 para discutir os próximos passos da disputa territorial que será analisada pelo STF.

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