PREÇOS NAS ALTURAS
“Há fortes indícios de cartel”, diz Procon ao denunciar postos por alinhamento de preços em MT
Órgão acionou Cade, Polícia Civil e Ministério Público após identificar aumentos sem justificativa e possível combinação de valores entre concorrentes
O Procon de Mato Grosso identificou indícios de cartel e possíveis práticas abusivas na comercialização de combustíveis em postos da Baixada Cuiabana. Diante das suspeitas, o órgão encaminhou denúncias ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), à Polícia Civil e a outros órgãos de fiscalização para aprofundar as investigações.
As irregularidades foram constatadas após a abertura de 45 procedimentos fiscalizatórios realizados na região metropolitana de Cuiabá. Segundo o Procon-MT, a análise preliminar apontou que diversos estabelecimentos reajustaram os preços da gasolina, etanol e diesel sem apresentar justificativas econômicas compatíveis com os aumentos aplicados nas bombas.
De acordo com o órgão, a situação levantou suspeitas de alinhamento de preços entre concorrentes, prática proibida pela legislação de defesa da concorrência por prejudicar diretamente os consumidores.
A fiscalização foi intensificada em 2026 após as oscilações no mercado internacional de petróleo provocadas pelos conflitos envolvendo o Irã. O objetivo era evitar que a instabilidade externa fosse utilizada como justificativa para reajustes antecipados ou considerados abusivos no mercado local.
A operação mobilizou simultaneamente 51 Procons municipais em diferentes regiões do Estado, ampliando o monitoramento dos preços praticados pelos estabelecimentos.
Segundo o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, a ação faz parte de uma estratégia para garantir maior transparência no setor e proteger os consumidores de práticas irregulares.
Além dos postos, a investigação também passou a alcançar distribuidoras de combustíveis que atuam em Mato Grosso. As empresas foram notificadas e deverão apresentar planilhas detalhadas com informações sobre custos operacionais, formação de preços e reajustes realizados no período analisado.
O objetivo é identificar em qual etapa da cadeia de comercialização ocorreram os aumentos considerados suspeitos.
Após consolidar os levantamentos técnicos, o Procon-MT encaminhou relatórios para diversos órgãos de controle e fiscalização, entre eles o Cade, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Ministério Público Estadual (MPE), a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os responsáveis poderão responder por infrações administrativas, civis e criminais relacionadas à formação de cartel e práticas lesivas à livre concorrência e aos direitos dos consumidores.
Política MT
Max propõe plebiscito e audiência pública para solucionar disputa territorial entre MT e Pará
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), apresentou nesta quarta-feira (10) três propostas para buscar uma solução consensual para a disputa territorial entre os estados de Mato Grosso e Pará, durante audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF).
A área em discussão abrange aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e é alvo de um impasse histórico entre os dois estados. Durante sua manifestação, Max Russi defendeu que o debate ultrapasse a questão dos limites territoriais e priorize as necessidades da população que vive na região.
Entre as propostas apresentadas pelo parlamentar está a realização de um plebiscito, permitindo que os moradores da área disputada possam se manifestar sobre qual unidade federativa desejam integrar administrativamente.
“Seria importante um plebiscito ouvindo aquelas pessoas, dando voz àquelas pessoas”, afirmou o presidente da ALMT durante a audiência.
Além do plebiscito, Max sugeriu que o STF promova uma audiência pública na própria região, possibilitando que representantes da Corte ou pessoas designadas pelo Supremo possam ouvir diretamente a população local sobre os impactos da disputa e as dificuldades enfrentadas no dia a dia.
O deputado também propôs a criação de um mecanismo de segurança jurídica para os prefeitos dos municípios de Mato Grosso envolvidos, garantindo que gestores possam prestar serviços públicos à população sem receio de questionamentos por órgãos de controle, como Ministério Público e tribunais de contas.
Acesso – Durante seu pronunciamento, Max destacou as dificuldades enfrentadas pelos moradores da região para acessar serviços essenciais. Segundo ele, muitos cidadãos precisam percorrer longas distâncias para obter atendimento médico, educação e outros serviços públicos.
O parlamentar argumentou que, em alguns casos, moradores precisam viajar mais de mil quilômetros para buscar assistência, enquanto municípios mato-grossenses estariam muito mais próximos e preparados para oferecer atendimento.
O parlamentar também ressaltou que cerca de 20 mil atendimentos a cidadãos paraenses já foram realizados em municípios de Mato Grosso por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), demonstrando a integração existente entre as populações da região.
Fonte: ALMT – MT
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