ELEIÇÕES 2024
Em convenção, Federação PSOL-Rede oficializa apoio à pré-candidatura de Lúdio Cabral a prefeito de Cuiabá
Em convenção partidária, a Federação PSOL-Rede confirmou na noite de quinta-feira (1º) o apoio à pré-candidatura de Lúdio Cabral (PT) a prefeito de Cuiabá e Rafaela Fávaro (PSD) a vice-prefeita. A decisão dos convencionais dos partidos foi unânime. A Federação PSOL-Rede oficializou também a chapa de pré-candidatos a vereador.
“É uma honra para nós! É uma responsabilidade gigante estarmos juntos nessas eleições, porque é um sonho que a gente alimenta há bastante tempo de unir as forças com o PSOL e a Rede Sustentabilidade na disputa pela prefeitura de Cuiabá”, disse Lúdio.
O presidente do PSOL e da Federação PSOL-Rede em Mato Grosso, José Roberto, defendeu a pré-candidatura de Lúdio e Rafaela. “Eles representam uma proposta viável para enfrentar essa mesmice e trazer uma administração mais popular e que atenda o interesse da maioria. Então, partir do momento em que homologar a candidatura nós vamos ficar direto no corpo a corpo”, afirmou.
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Já o presidente da Rede, Eron Cabral, lembra que a aliança surgiu de um diálogo entre os partidos iniciado há dois anos e que se consolidou com junto com a pré-candidatura de Lúdio. “O Lúdio tem um nome com boa aceitação na população de Cuiabá. É um nome em que a gente acredita. Então eu não tenho dúvidas que esse momento da nossa convenção, em decidir fazer essa aliança, é um momento histórico. Nós estamos juntos!”, declarou.
Archimedes Pereira Lima Neto, presidente municipal da Rede, destacou a unanimidade da decisão. “Todas as forças progressistas da nossa cidade estão consolidadas e caminhando na mesma direção. Lúdio vai representar a mudança que a nossa cidade precisa”, afirmou.
A Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PV e PC do B, oficializa a candidatura de Lúdio Cabral a prefeito de Cuiabá, com Rafaela Fávaro (PSD) como vice na chapa, no próximo sábado (3), no Ginásio da Lixeira.
Política MT
“A chapa estadual ficou mais forte”, diz Botelho após MDB desistir de disputa federal
Parlamentar também comentou a saída de candidatos da disputa estadual e defendeu a manutenção da aliança entre MDB e PL
O deputado estadual Eduardo Botelho (UB) afirmou que o MDB decidiu não lançar uma chapa para deputado federal nas eleições de 2026 após avaliar que os recursos disponíveis para a disputa seriam insuficientes para estruturar uma candidatura competitiva em Brasília.
Segundo o Parlamentar, a dificuldade também está relacionada ao interesse de políticos que preferem permanecer na disputa estadual. Ele destacou que, atualmente, nenhum deputado estadual do partido com potencial eleitoral decidiu deixar a Assembleia para concorrer à Câmara Federal.
“É uma chapa difícil de se montar, porque a maioria dos políticos quer ficar aqui dentro mesmo. Antigamente os deputados estaduais sempre tinham vários que se candidatavam para federal. Agora não tem”, explicou.
De acordo com o Botelho, diante desse cenário, o MDB optou por concentrar esforços na formação da chapa estadual.
“Entenderam que era melhor desativar essa chapa e concentrar na chapa estadual para fazer quatro ou cinco deputados”, afirmou.
Questionado se a decisão poderia prejudicar os candidatos que já estavam na disputa estadual, Botelho avaliou que ocorreu o contrário.
“Ajuda porque a chapa estadual ficou mais forte, ampliou a possibilidade em vez de fazer quatro, talvez chegar até cinco”, declarou.
Botelho também comentou a saída da Coronel Vane e de Damiani da chapa estadual. Segundo ele, o partido tentou manter os dois candidatos.
“Nós queríamos que eles ficassem. Nós tentamos de todo jeito”, afirmou.
Sobre Damiani, o deputado disse que existe a possibilidade de uma mudança de decisão e que o partido ainda avalia os procedimentos necessários para que ele volte à disputa.
Questionado sobre possíveis conflitos na composição da chapa estadual, Botelho negou que exista uma crise entre os candidatos, embora tenha reconhecido a existência de reclamações.
“Estremecida nenhuma. Agora reclamação tem, né? Onde que não tem reclamação?”, disse.
Sobre a aliança entre MDB e PL, o deputado rejeitou a avaliação de que a união poderia representar o chamado “beijo da morte”.
“Não, não. Muito pelo contrário”, respondeu.
Eduardo ainda afirmou que divergências dentro de partidos e alianças fazem parte do processo político e que nem sempre existe unanimidade entre os integrantes.
Segundo o deputado, candidatos que integram a aliança precisam seguir as decisões definidas nas convenções partidárias. Já prefeitos e vereadores que não disputam eleição podem adotar posicionamentos diferentes.
“Nós vamos ficar na aliança, principalmente quem é candidato, obrigatoriamente ele tem que seguir a aliança. Agora quem não é candidato, prefeito, vereador, ele pode até tomar uma posição divergente”, afirmou.
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