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BASTIDORES DA SUCESSÃO

Deputado diz que União manterá candidatura própria, mas admite aliança com Republicanos

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Julio afirma que convenção foi antecipada para fortalecer o projeto eleitoral do partido e defende liberdade para integrantes apoiarem Otaviano Pivetta

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) confirmou que a direção estadual do partido, em consenso com o ex-governador Mauro Mendes, presidente da sigla em Mato Grosso, antecipou a convenção estadual de 4 de agosto para o dia 30 de julho, das 15h às 18h. Segundo ele, a decisão busca fortalecer a estratégia eleitoral da legenda para as eleições de 2026.

De acordo com o Parlamentar, manter uma candidatura própria ao Governo do Estado é fundamental para ampliar a competitividade do União Brasil e garantir uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa.

“Nós necessitamos da candidatura própria do governador para continuarmos tendo pelo menos três ou quatro deputados nesta Casa. Caso contrário, nossa bancada poderá ser reduzida a dois deputados”, afirmou.

Julio ainda demonstrou confiança na consolidação da pré-candidatura do senador Jayme Campos (União) ao Palácio Paiaguás, mas minimizou os efeitos de uma possível divisão interna entre os apoiadores de Jayme e o grupo que defende o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

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Segundo ele, já existe um entendimento entre os partidos da federação para que eventuais dissidentes tenham liberdade de apoiar Pivetta, sem sofrer qualquer tipo de sanção.

“Caso o União Brasil defenda a candidatura própria, não haverá nenhuma ação contra quem optar por outro caminho. Já existe um pré-entendimento para liberar esse grupo que queira apoiar o candidato do Republicanos”, explicou.

O deputado também afirmou que Mauro Mendes terá autonomia para declarar apoio a Pivetta, repetindo o modelo adotado na eleição suplementar ao Senado, em 2020, quando integrantes do partido foram liberados para apoiar Carlos Fávaro.

Apesar da defesa da candidatura própria, Júlio não descartou uma futura composição entre União Brasil e Republicanos. Para o deputado, o diálogo permanece aberto por se tratar de partidos que integram o mesmo grupo político responsável pela administração do Estado nos últimos anos.

“Em política tudo é possível e a política é a arte do entendimento. Não temos nada pessoalmente contra o Otaviano Pivetta. Pelo contrário, temos uma relação de respeito. Vamos defender nosso projeto no primeiro turno e, no segundo, será muito mais fácil compor com o Otaviano, que já faz parte do mesmo grupo, do que com o PL”, concluiu.

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Política MT

Presidente da ALMT garante prioridade para votação de intervenção no DAE de Várzea Grande

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Presidente da Assembleia afirma que decreto será analisado assim que chegar ao Legislativo e defende continuidade das sessões durante o período eleitoral

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou na terça-feira (8) que o decreto de intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG) terá tramitação prioritária assim que for encaminhado ao Parlamento. A medida foi proposta diante da crise no abastecimento de água e da situação financeira da autarquia.

Segundo Russi, mesmo com as restrições impostas pelo calendário eleitoral, a Assembleia manterá o funcionamento normal das sessões para garantir a apreciação de matérias consideradas urgentes, entre elas o decreto de intervenção.

“Tem uma série de restrições eleitorais que impedem a votação de alguns projetos, mas vamos realizar as sessões normalmente. Estamos aguardando a chegada do decreto de intervenção no DAE para colocá-lo em votação”, afirmou.

A proposta de intervenção foi defendida pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antonio Joaquim, relator do processo que apontou graves irregularidades na gestão da autarquia. No início deste mês, ele acionou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e comunicou o Governo do Estado, recomendando a retirada da autonomia da Prefeitura de Várzea Grande sobre o serviço de saneamento básico.

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A representação do TCE tem como base o Acórdão nº 617/2025, que rejeitou as contas do DAE em razão do colapso administrativo e financeiro da autarquia. O relatório aponta uma dívida de R$ 172,2 milhões com a Energisa, a omissão de R$ 143,9 milhões em precatórios no balanço oficial e R$ 158,8 milhões em contas de água e esgoto vencidas que deixaram de ser inscritas na dívida ativa, comprometendo a arrecadação e os investimentos na ampliação e manutenção da rede de abastecimento em Várzea Grande.

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