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PREVENÇÃO

Comissão Especial de Observatório Socioeconômico discute ações para enfrentamento a incêndios no Pantanal

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Membros da Comissão Especial de Observatório Socioeconômico e da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais, ambas da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutiram ações para enfrentamento a incêndios no Pantanal durante reunião no Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros Militar, em Cuiabá, na tarde desta sexta-feira (28).

Na ocasião, foram apresentadas medidas já tomadas e também em andamento pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM) para combater e prevenir a queima da vegetação pelo fogo.

A situação atual no Pantanal mato-grossense também foi debatida. Conforme exposto, no momento, há mobilização de militares e civis para combater dois incêndios florestais ativos na região pantaneira e estruturas estão sendo montadas para dar suporte às pessoas presentes no local e possibilitar envio de suprimentos e equipamentos.

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“Desde o começo do ano, há ações de prevenção, preparação e fiscalização. Muitas atividades de conscientização, educação ambiental, capacitação de brigadistas, cerca de R$ 40 milhões foram aplicadas em multas, queimas prescritas foram feitas em todo o estado e isso inclui o Pantanal. O trabalho continua, mas neste momento se inicia a fase de resposta. O Corpo de Bombeiros descentraliza equipes, diversos instrumentos de resposta para aumentar a presença do Estado no terreno, principalmente para fazer a ação de prevenção ativa, que é a conscientização próxima da comunidade. E ao menor sinal de fumaça, é feita a intervenção para evitar que um pequeno incêndio se torne grande ”, resumiu o comandante do CBM-MT, coronel BM Flavio Gledson Vieira Bezerra.

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O deputado Lúdio Cabral (PT) avaliou que o governo do estado está mais bem preparado para enfrentar as situações de incêndio no Pantanal

O deputado Lúdio Cabral (PT) avaliou que o governo do estado está mais bem preparado para enfrentar as situações de incêndio no Pantanal

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O deputado Lúdio Cabral (PT), membro do Observatório Socioeconômico da ALMT, avaliou que o governo do estado está mais bem preparado para enfrentar as situações de incêndio no Pantanal. “A integração entre o Estado e os órgãos federais está bem sintonizada.  Exército, Marinha, Aeronáutica, Ibama, ICMBio têm atuado juntos. Agora, qual é a nossa preocupação? Os indicadores apontam para um cenário em 2024 pior do que foi em 2020. Ainda não estamos no período mais crítico, que serão os meses de agosto e setembro. Então, nós temos que, daqui até lá, estarmos bem preparados para enfrentarmos uma eventual situação mais catastrófica do que foi em 2020 e evitar que ela aconteça”, considerou.

O parlamentar defende que o Executivo estadual faça a contratação de mais brigadistas para o Pantanal. Segundo apresentado pelo Corpo de Bombeiros, estão contratados 15 brigadistas para atuar no Pantanal e há outros 540 já qualificados para isso. Cabral também se mostrou preocupado com as dificuldades de comunicação presentes na região e sugeriu a contratação de internet por satélite de forma emergencial.

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Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais e do Observatório Socioeconômico, o deputado Carlos Avallone (PSDB) reconheceu os esforços já empenhados para enfrentar os incêndios e adiantou algumas das próximas ações. “Nunca estivemos tão preparados e nunca a situação climática foi tão ruim. Então temos de ficar atentos. Na terça-feira (2) eu estou indo junto com membros da Sinfra [Secretaria Estadual de Infraestrutura] e mais algumas pessoas para a Transpantaneira. Nós vamos mostrar que, apesar de todo o equipamento que já está lá, nós precisamos de bem mais equipamentos daqui para frente. Nós vamos lá determinar onde vão ficar esses equipamentos, que pontos vão ficar, para que eles possam combater. A mesma coisa está acontecendo com o município de Barão de Melgaço e  também com Cáceres”, afirmou Avallone.

Comissão Especial de Observatório Socioeconômico – O grupo foi criado em maio deste ano com prazo de 90 dias  de atuação acompanhar os impactos econômicos e sociais e propor medidas viáveis para o enfrentamento da seca deste ano na região do bioma do Pantanal, bem como propor medidas alternativas para minimizar os riscos de fogo e os efeitos da estiagem. Também são membros os deputados Elizeu Nascimento (PL), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos (PSD).

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Política MT

Moretti afirma que não disputará Governo e critica falta de diálogo do PL

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Prefeita de Várzea Grande diz que não pretende deixar o PL, mas reclama de falta de espaço nas decisões partidárias e sinaliza distância da campanha de Wellington Fagundes

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não será candidata ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026 e evitou comentar decisões relacionadas à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás.

Durante entrevista, Flávia deixou claro que não pretende interferir nas escolhas envolvendo a disputa majoritária e disse que prefere aguardar a definição das chapas e a homologação das candidaturas antes de se posicionar sobre o cenário eleitoral.

“Eu não sou candidata a governo, é o Wellington. Quem tem que achar é o partido e o candidato”, declarou.

A prefeita também revelou insatisfação com a condução política do PL em Mato Grosso. Segundo ela, faltou diálogo com sua administração e com sua liderança política em Várzea Grande.

“Faltou diálogo do PL, faltou respeito à Flávia Moretti. E isso me deixou muito decepcionada com o PL Mato Grosso”, afirmou.

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Apesar do descontentamento, Flávia disse que não cogita, neste momento, deixar o partido. A prefeita, no entanto, reclamou de estar sendo deixada de fora de decisões que considera importantes para o grupo político.

“Eu não pretendo sair do PL. Não pretendo. Mas estou decepcionada com a falta de diálogo comigo”, declarou.

A prefeita também questionou o espaço que sua atuação política em Várzea Grande ocupa dentro das estratégias estaduais da legenda. Ela afirmou que vem construindo sua base política no município ao lado de vereadores aliados e integrantes de sua equipe de governo.

O distanciamento ficou ainda mais evidente quando Flávia foi questionada sobre a possibilidade de participar de atos de campanha ao lado de Wellington Fagundes caso ele avance em uma composição política que desagrade à prefeita.

A resposta foi direta: “Com quem está andando com Wellington, eu não subo no palanque”.

Flávia evitou, porém, antecipar qualquer consequência eleitoral para Wellington e disse que essa avaliação caberá aos próprios integrantes do PL.

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O posicionamento ocorre em meio às articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026. O cenário político em Mato Grosso ainda passa por negociações entre partidos e grupos que devem definir alianças e candidaturas ao longo do período eleitoral.

A declaração da prefeita também reforça o distanciamento que vem sendo observado entre ela e setores do PL estadual. Apesar das críticas, Flávia mantém a filiação à legenda e afirma que não pretende deixar o partido neste momento.

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