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Antes dos trilhos, a decisão nasceu no Parlamento

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A inauguração do primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, realizada em Dom Aquino, representa um dos maiores avanços da infraestrutura logística de Mato Grosso nas últimas décadas. Mais do que a entrega de uma obra, celebramos a concretização de uma visão de futuro construída com planejamento, coragem política e compromisso com o desenvolvimento do nosso Estado.

O trecho inaugurado possui cerca de 162 quilômetros, ligando Rondonópolis ao terminal multimodal de Dom Aquino. É a primeira etapa de um projeto que, quando concluído, terá aproximadamente 740 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

Os números demonstram a dimensão do empreendimento. A primeira fase recebeu investimentos da ordem de R$ 5 bilhões. O terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, fortalecendo a competitividade da produção mato-grossense e impulsionando a economia estadual.

Mas existe um capítulo dessa história que merece ser lembrado. Antes de a ferrovia sair do papel, foi necessário construir as bases legais que permitiram sua implantação. E esse trabalho começou dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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Em 2021, quando tive a honra de presidir o Parlamento estadual, apresentei e liderei a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autorizou o Estado a construir e explorar a malha ferroviária, diretamente ou por meio de concessões. A proposta, de minha autoria, contou com o apoio dos deputados estaduais e abriu caminho para que Mato Grosso pudesse desenvolver um modelo próprio de expansão ferroviária.

Naquele momento, compreendíamos que era preciso criar condições para que o Estado assumisse o protagonismo do seu desenvolvimento. A alteração constitucional garantiu segurança jurídica e forneceu os instrumentos necessários para transformar em realidade um sonho antigo dos mato-grossenses, ver a ferrovia avançar pelo interior, conectando a produção aos principais corredores logísticos do país.

Sempre defendi que infraestrutura vai muito além do transporte. Trata-se de uma política de desenvolvimento econômico e social. Uma ferrovia moderna reduz custos logísticos, amplia a competitividade, atrai investimentos, gera empregos e cria oportunidades para milhares de famílias.

Mato Grosso é líder na produção de alimentos e possui papel estratégico na economia nacional. Para continuar crescendo de forma sustentável, precisa investir em logística eficiente. A ferrovia representa exatamente essa visão de futuro.

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Tenho orgulho de saber que a Assembleia Legislativa participou ativamente desse processo histórico. A iniciativa que tornou possível a construção da ferrovia nasceu no Parlamento estadual, resultado do diálogo institucional e da compreensão de que o desenvolvimento exige planejamento de longo prazo.

Hoje, ao vermos esse primeiro trecho entrar em operação, temos a certeza de que tomamos a decisão correta. Porque os trilhos que impulsionam o desenvolvimento de Mato Grosso começaram a ser construídos dentro da Assembleia Legislativa.

*Eduardo Botelho é deputado estadual pelo MDB

Fonte: ALMT – MT

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Caminhoneira morre carbonizada após explosão entre carretas na Rodovia dos Imigrantes; VEJA VÍDEO

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Colisão envolvendo três veículos de carga provocou incêndio de grandes proporções; vítima era mãe de três filhos e conduzia caminhão-tanque com combustível

A motorista Cristiane Fernandes Salvi, de 44 anos, afirmou nas primeiras informações do atendimento da ocorrência que conduzia um caminhão-tanque quando ocorreu a colisão que resultou em sua morte, na manhã desta segunda-feira (22), no quilômetro 511 da Rodovia dos Imigrantes (BR-070), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Cristiane transportava combustível quando se envolveu em um acidente com outras duas carretas. Com o impacto, houve uma explosão imediata e o veículo foi tomado pelas chamas. A vítima ficou presa às ferragens e morreu ainda no local.

Natural de dezembro de 1981, Cristiane era mãe de três filhos, dois maiores de idade e um adolescente de 13 anos.

A força do incêndio destruiu completamente o caminhão-tanque e provocou uma densa coluna de fumaça escura, que pôde ser vista de diversos pontos da região metropolitana.

Equipes da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pelo trecho, e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso foram acionadas para o combate ao fogo e controle de riscos. O tráfego precisou ser totalmente interditado nos dois sentidos da rodovia durante o atendimento da ocorrência.

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Os condutores das outras duas carretas saíram ilesos e passaram por avaliação médica no local, recusando encaminhamento hospitalar.

A Polícia Rodoviária Federal e a Perícia Oficial e Identificação Técnica foram acionadas para isolamento da área, realização da perícia e início da investigação que deve esclarecer as causas da colisão.

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