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OPERAÇÃO MIRAGEM

PF deflagra operação contra Banco Digimais ligado a Edir Macedo e bloqueia R$ 670 milhões; VEJA VÍDEO

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“Há indícios de irregularidades na gestão da instituição”, diz Polícia Federal ao justificar ação que atingiu cúpula do banco

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), em São Paulo, a Operação Miragem, que tem como alvo a cúpula do Banco Digimais, instituição financeira ligada ao empresário e líder religioso Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 670,3 milhões em bens e valores dos investigados.

A ação foi desencadeada após relatórios do Banco Central apontarem indícios de irregularidades na gestão da instituição financeira.

Batizada de Operação Miragem, a ofensiva mobilizou mais de 50 agentes federais para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, além da autorização para acesso a dados bancários e fiscais dos alvos.

Segundo a PF, administradores do banco são suspeitos de adotar mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a real, com possível alteração de dados contábeis e geração artificial de receitas.

As investigações indicam que a prática teria inflado o valor de ativos e ocultado problemas capazes de comprometer a saúde financeira da instituição. As movimentações sob suspeita envolvem cifras que chegam a centenas de milhões de reais.

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A Polícia Federal apura ainda possível desvio de recursos em benefício de empresas ligadas ao controle do banco, além de suposta manipulação de informações enviadas aos sistemas de fiscalização do Banco Central.

Os investigados poderão responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta, prestação de informações falsas em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas pela legislação.

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Agronegócio

Vazio sanitário já esta em vigor e impõe controle rigoroso contra ferrugem asiática

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O vazio sanitário da soja, período em que a presença de plantas vivas da oleaginosa é proibida em todo o território nacional, já esta em vigor. A medida é o principal instrumento de controle da ferrugem asiática, fungo de alta letalidade que, se não combatido, pode dizimar lavouras inteiras. Com o início do protocolo em diversos estados, o setor agropecuário mobiliza-se para eliminar plantas voluntárias, as chamadas “tigueras”, que servem como ponte verde para a sobrevivência do patógeno entre as safras.

O cronograma nacional respeita as peculiaridades climáticas de cada região, garantindo que o ciclo do fungo seja interrompido de forma coordenada.

Estado Início do Vazio Término do Vazio
Paraná 10 de junho 10 de setembro
Mato Grosso 15 de junho 15 de setembro
Mato Grosso do Sul 15 de junho 15 de setembro
Bahia (Região I) 26 de junho 7 de outubro
Goiás 1º de julho 30 de setembro
Minas Gerais 1º de julho 30 de setembro

No ciclo 2025/26, o Brasil consolidou números expressivos, com a área plantada nacional atingindo aproximadamente 48 milhões de hectares. Esse volume de produção exige um manejo fitossanitário cada vez mais rigoroso. Especialistas ressaltam que, sem a interrupção do cultivo, a pressão de inóculo do fungo na safra seguinte torna-se exponencialmente maior, elevando o custo de produção devido ao aumento necessário no número de aplicações de fungicidas, que podem chegar a seis ou sete vezes em uma única temporada.

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A recomendação técnica é clara: qualquer planta de soja emergente deve ser eliminada em até 30 dias após a germinação ou antes de atingir o estádio V4. O descumprimento das normas acarreta penalidades administrativas, mas o maior prejuízo é o risco à produtividade da safra 2026/27, que no Oeste baiano tem o plantio autorizado apenas a partir de 8 de outubro.

A conformidade com o vazio sanitário não é apenas uma obrigação legal, mas um seguro contra a quebra de produtividade. Com o mercado internacional atento à qualidade do grão brasileiro, o controle rigoroso de doenças é um ativo competitivo que mantém o país como o maior fornecedor global de soja. O desafio para os próximos meses é garantir que o monitoramento seja feito em 100% da área, impedindo que “pontes verdes” comprometam o potencial produtivo da maior safra do planeta.

Fonte: Pensar Agro

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