Polícia
Polícia Civil prende funcionária que usou confiança para desviar pagamentos de clientes de empresa
A Polícia Civil prendeu, nessa segunda-feira (25.5), uma mulher, de 25 anos, suspeita de furtar a empresa em que trabalhava, em Primavera do Leste, desviando pagamentos de clientes.
Os gestores da empresa acionaram a polícia após perceberem irregularidades nos recebimentos dos clientes, que, mesmo em débito, seguiam com o fornecimento de internet normalmente.
A suspeita, que era responsável pelo caixa, foi questionada sobre as divergências e se estava cobrando os clientes e, a princípio, afirmou que estava tudo correto e alegou que o fornecimento havia sido liberado com a promessa de pagamento.
No entanto, a gerente entrou em contato com um cliente para verificar o motivo de estar com quatro faturas em atraso e ele informou que havia efetuado os pagamentos, porém, todos os comprovantes estavam em nome da suspeita.
Diante disso, a gerente verificou outros pagamentos e identificou que a suspeita estava recebendo dos clientes em sua conta pessoal e também na de seu marido, inclusive havia realizado um recebimento nesta segunda-feira (25).
Após ouvir a responsável pela empresa, a equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste foi até a casa da suspeita e a prendeu em flagrante.
Em depoimento, a suspeita confessou o crime, afirmou que começou os desvios em novembro de 2025 e disse não saber dizer quanto já havia furtado da empresa empregadora.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Morte de arquiteta após parto expõe suspeita de corrupção, propina e irregularidades em hospital público de MT
Investigação da Polícia Civil aponta suspeita de propina, fraudes em contratos e desvio de recursos na gestão do Hospital Municipal de Campo Novo do Parecis; operação cumpre 20 ordens judiciais em MT e SP
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (26), a Operação Silêncio Comprado para investigar um suposto esquema de corrupção, pagamento de propina e irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.
A investigação foi desencadeada após a morte da arquiteta e urbanista Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos, ocorrida após complicações no parto realizado na unidade hospitalar. O caso, que gerou grande repercussão no Estado, passou a ser apurado sob suspeita de falhas na prestação de serviços e possível má gestão de recursos públicos.
Segundo a Polícia Civil, foram cumpridas 20 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens, quebra de sigilos telefônico e telemático, além de medidas cautelares diversas da prisão. As ações ocorrem em municípios de Mato Grosso e também em cidades do estado de São Paulo.
Após o óbito da paciente, familiares passaram a questionar a estrutura do hospital, a qualidade do atendimento e possíveis irregularidades na administração da unidade. Paralelamente, o caso motivou a abertura de uma CPI para apurar a gestão hospitalar.
De acordo com as investigações, há indícios de pagamentos indevidos, emissão de notas fiscais falsas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos e possíveis desvios de verbas públicas.
A apuração também investiga uma possível tentativa de interferência nos trabalhos da CPI por meio de oferecimento de vantagens indevidas.
A Polícia Civil ressaltou que o objetivo da operação é aprofundar a coleta de provas, identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão das irregularidades dentro da gestão hospitalar.
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