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OPERAÇÃO NOS EUA

Operação nos EUA localiza 163 crianças desaparecidas em Ohio

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Vítimas entre 6 e 17 anos estavam expostas a situações de tráfico sexual, abusos, negligência e outros riscos

O Serviço de Delegados dos Estados Unidos localizou 79 crianças desaparecidas ou consideradas em situação de risco durante a Operação Meridian, realizada ao longo de agosto em diferentes regiões de Ohio. A ação foi anunciada nesta terça-feira (8) e é considerada a maior operação do tipo já realizada no estado.

As vítimas têm entre 6 e 17 anos e estavam desaparecidas em circunstâncias que incluíam suspeitas de tráfico sexual, violência física e emocional, negligência e fugas de casa. Para encontrar os menores, investigadores atuaram em diversas jurisdições e seguiram pistas que levaram também aos estados da Geórgia e Michigan.

Entre os casos está o de duas irmãs, de 13 e 16 anos, que estavam desaparecidas desde julho de 2024 e abril de 2026. As adolescentes foram encontradas em Columbus. A mais nova estava escondida em um espaço sob o piso de um quarto, dentro de um armário. A mãe das meninas acabou presa por um mandado relacionado à violação de liberdade condicional. A outra adolescente foi localizada posteriormente em um restaurante.

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Em Toledo, uma menina de 16 anos foi encontrada depois de desaparecer em 18 de agosto. Ela já havia sido identificada anteriormente como vítima de tráfico humano. Os investigadores localizaram um homem que estava com a adolescente, que recebeu atendimento médico e foi encaminhada a um hospital para avaliação. As autoridades apuram possíveis crimes relacionados ao caso.

Após os resgates, as equipes acionaram serviços de proteção à infância e à família para garantir atendimento médico, psicológico e social. O acompanhamento inclui medidas de longo prazo, como suporte psicológico, reunificação familiar e assistência especializada.

O delegado Pete Elliott afirmou que cada criança localizada representa “uma vida retirada do perigo”. A operação também contou com a participação de Amanda Berry, sobrevivente de anos de cativeiro em Cleveland, que conversou com os investigadores antes do início dos trabalhos.

Dezenas de órgãos policiais e de investigação de Ohio participaram da ação, além do FBI, da HSI e do Escritório do Inspetor-Geral do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos.

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Segundo o Serviço de Delegados dos Estados Unidos, a Operação Meridian foi encerrada após a localização dos 79 casos de crianças desaparecidas ou em situação de risco.

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Adolescente mata os avós e mais seis pessoas durante ataque a tiros em escola

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Jovem invadiu a escola armado após assassinar os familiares; outras 23 pessoas ficaram feridas

Um adolescente matou os próprios avós e deixou outras seis pessoas mortas durante um ataque a tiros em uma escola nesta sexta-feira (7). Ao todo, o massacre terminou com oito vítimas fatais e pelo menos 23 feridos. Segundo a polícia tailandesa, o jovem utilizou uma pistola que pertencia ao avô e, após cometer o duplo homicídio, seguiu até a escola onde estudava e abriu fogo contra alunos e professores.

Entre as vítimas na escola estão três estudantes e três professores. O adolescente, identificado pelas autoridades como um aluno de 14 ou 15 anos, também morreu. A polícia ainda investiga se ele foi morto durante a intervenção das forças de segurança ou se tirou a própria vida.

As investigações apontam que pelo menos 23 pessoas ficaram feridas. O vice-ministro do Interior informou que 15 estudantes sofreram ferimentos durante a fuga, em meio ao pânico provocado pelos disparos.

Colegas descreveram o adolescente como um jovem de comportamento perturbado. Um estudante de 17 anos afirmou que ele tinha fascínio pelo FBI e por armas de fogo. Outros alunos relataram que o suspeito sofria bullying com frequência.

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O mesmo estudante contou que escapou por pouco da morte. Segundo ele, ao ver o colega apontar a arma em sua direção, teve a impressão de estar diante de alguém treinado para agir daquela forma.

O ataque provocou cenas de desespero na escola. Pais e familiares correram para o local assim que souberam dos disparos, enquanto alunos e funcionários deixavam o prédio chorando e em estado de choque.

Uma estudante relatou que ouviu uma sequência de tiros vindos do andar superior da escola. Ela disse que o barulho era tão intenso que era possível escutar as cápsulas de munição caindo no chão e afirmou que, naquele momento, acreditou que não realizaria seus planos para o futuro.

A jovem também declarou que não conhecia o atirador e se mostrou surpresa com a facilidade de um adolescente conseguir acesso a uma arma de fogo.

Imagens divulgadas pela imprensa local mostram o suspeito usando uniforme escolar e uma bolsa preta atravessada no ombro. Fotografias feitas após o ataque registraram cápsulas de munição espalhadas pelos corredores da escola.

Um mototaxista que trabalha em frente ao colégio há cerca de 20 anos contou que viu centenas de estudantes correndo desesperados para fora da unidade, muitos deles sem sequer terem tempo de calçar os sapatos. Ele afirmou ter ficado profundamente abalado ao ver o corpo de um aluno morto.

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O primeiro-ministro da Tailândia classificou o massacre como “um incidente terrível” e afirmou que a tragédia jamais deveria ter acontecido. O chefe de governo também destacou que o país possui regras rígidas para a posse de armas de fogo e informou que acompanharia de perto a situação, prestando apoio às famílias das vítimas.

Apesar da legislação considerada restritiva, a Tailândia possui cerca de 10 milhões de armas de fogo em circulação, o equivalente a aproximadamente uma arma para cada sete habitantes. Nos últimos anos, o país voltou a registrar ataques semelhantes.

Em fevereiro deste ano, um adolescente matou o diretor de uma escola e feriu dois estudantes antes de ser preso. Em 2022, um ex-policial invadiu uma creche e assassinou 36 pessoas, entre elas 24 crianças, em um dos massacres mais graves da história do país.

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