Tribunal de Justiça de MT
Verde Novo planta árvores no centro de Cuiabá em parceria com escola de filosofia
Novas árvores vão gerar frutos, sombras e outros benefícios urbanos na Avenida Coronel Escolástico, no bairro Bandeirantes, região central de Cuiabá. Isso porque no sábado (18 de março) o projeto Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, plantou diversas árvores em parceria com a escola de filosofia Nova Acrópole.
“Achei muito legal. O xis da questão nessas ações não é só fazermos, mas saber como fazer e como dar continuidade. Achei muito bom, até porque o Judiciário não pode se desconectar da cidadania e está usando sua equipe técnica para fazer boas ações para a cidade. Serve de referência para outros poderes”, considera.
O voluntariado é um dos aspectos trabalhados com os alunos da Nova Acrópole, voltado para si mesmo e para a coletividade. Conforme pontua a secretária de relações institucionais Caroline Brito, “dentro da proposta da Nova Acrópole, nossa ideia é viver uma filosofia à maneira clássica, que significa viver as ideias principais de virtude, de desenvolvimento humano e o voluntariado é uma dessas ferramentas. O voluntariado é uma ação por vontade, algo que você não é obrigado a fazer, mas você faz porque entende que é isso bom para você e para todo mundo. Se todos forem abrindo a cabeça para esse tipo de serviço voluntário, vai fazer bem a si e a toda a comunidade”.Fonte: Tribunal de Justiça de MT
Tribunal de Justiça de MT
Aprimoramento das audiências de custódia pauta terceiro módulo do curso Pena Justa
No terceiro módulo do curso ‘Pena Justa no Ciclo Penal’, ministrado nessa segunda-feira (19 de maio), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), o tema principal da capacitação foram as audiências de custódia. Atuaram como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, o assessor Marcos Eduardo Moreira Siqueri, e a socióloga Jamile Carvalho, assistente Técnica Nacional do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, e referência técnica para o tema da proteção social nas audiências de custódia.
O juiz Marcos Faleiros da Silva explicou que o módulo teve como foco o aprimoramento das práticas já consolidadas nas audiências de custódia, com espaço para troca de experiências entre os participantes. Segundo ele, a proposta foi discutir a forma como o instituto vem sendo aplicado, bem como temas relacionados ao juiz de garantias, com o objetivo de melhorar a prestação jurisdicional.
O magistrado ressaltou ainda que, por se tratar de um tema já incorporado ao ordenamento jurídico, as discussões atuais se concentram em aspectos complementares e nas inovações recentes, especialmente a partir do programa Pena Justa. Ao abordar o programa, enfatizou a importância do fortalecimento do controle na porta de entrada do sistema prisional. “Nós traremos as atuais modificações e ideias com relação à custódia, sobretudo com a implantação do Pena Justa, com a perspectiva de ter um controle maior da porta de entrada da cadeia, dentro das funções de garantias do Poder Judiciário, e a aplicação da melhor forma dos tratados internacionais no direito interno.”
Já o formador Marcos Eduardo Moreira Siqueri destacou que, embora o público participante já seja formado por magistrados e servidores com amplo conhecimento jurídico, a capacitação teve como foco reforçar os eixos do programa Pena Justa. A iniciativa, destaca Siqueri, busca qualificar ainda mais a atuação desses profissionais para promover melhorias no sistema prisional e aprimorar a qualidade dos dados produzidos. “Essas informações são fundamentais para a formulação de políticas criminais mais eficazes, voltadas ao atendimento dos direitos e garantias fundamentais das pessoas encaminhadas ao sistema prisional e a programas de assistência social.”
Siqueri assinalou que a capacitação representa um avanço importante na humanização das audiências de custódia e na efetivação das políticas públicas previstas pelo programa Pena Justa. Conforme explicou, a iniciativa alia as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao enfrentamento do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional. Ele destacou ainda que o curso prepara magistrados, servidores, equipes psicossociais e instituições parceiras para atuarem de forma integrada no atendimento à pessoa custodiada, garantindo acolhimento e encaminhamentos adequados já no primeiro contato com o Judiciário. Siqueri também enfatizou o fortalecimento da atuação interinstitucional entre Tribunal de Justiça, Poder Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública, permitindo uma resposta mais eficiente e humanizada.
No período vespertino, a socióloga Jamile Carvalho, doutoranda em Ciências Sociais, apresentou o Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (Apec), idealizado pelo CNJ e acompanhado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo explicou, trata-se de um serviço penal que deve estar integrado à gestão de Políticas de Alternativas Penais, voltado à promoção da proteção social e para o fortalecimento das audiências de custódia.
Além de atender o próprio custodiado, é um serviço que também se presta ao acolhimento de suas famílias, prestando informações a essas pessoas. O modelo ainda funciona como suporte técnico à magistratura, contribuindo para subsidiar decisões no momento das audiências.
De acordo com a formadora, o serviço é executado por equipe multidisciplinar e prevê atendimento social no contexto das audiências de custódia. Entre os objetivos estão a garantia de proteção integral, a prestação de cuidados emergenciais, a apresentação de informações sobre o contexto de vida e saúde da pessoa custodiada e a ampliação do acesso à informação por parte de seus familiares.
Assista aqui à formação completa, com mais detalhes sobre o serviço Apec. https://www.youtube.com/live/kzSBEzk2gbE
Cronograma
O primeiro módulo foi ofertado nos dias 29 e 30 de abril, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30, e teve como formadora a juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, do Tribunal de Justiça do Paraná.
Na ocasião, ela explicou que o programa Pena Justa é uma resposta estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o estado das prisões brasileiras. Segundo a magistrada, o curso visa qualificar a atuação de magistrados e magistradas para reverter esse estado identificado pelo STF no sistema carcerário brasileiro.
Clique neste link para ler matéria completa sobre a primeira aula.
Já o segundo módulo foi ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, por meio da plataforma Moodle (4 horas-aula de carga horária), com foco na prevenção à tortura e saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
-
Várzea Grande4 dias agoVárzea Grande, 159 anos: uma história que me honra servir
-
Polícia4 dias ago“Polícia Civil cumpre 18 ordens judiciais e mira facção criminosa envolvida em homicídios e ‘tribunal do crime’ em Matupá”
-
Polícia6 dias agoPolícia Civil prende em flagrante vizinho por feminicídio de jovem em Tangará da Serra
-
Cuiabá6 dias ago“Evento sem autorização foi encerrado para garantir segurança e cumprimento da lei”, afirma Abilio após ação na Praça Popular
-
Política MT7 dias ago“Não há provas de irregularidade”, afirma relatora ao aprovar contas de Botelho e cancelar devolução de R$ 1,73 milhão
-
Polícia6 dias agoFaccionado foragido da Justiça e com 22 passagens criminais é preso pela Força Tática
-
Tribunal de Justiça de MT6 dias ago“Mutirão vai realizar mais de 500 audiências para regularização da rede de esgoto”, informa Judiciário de MT
-
Polícia7 dias agoPolícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de exaltar facção criminosa nas redes sociais