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Tribunal de Justiça de MT

TJMT consolida estrutura pioneira e programas que fazem diferença no meio ambiente

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Imagem com fundo verde escuro e o texto central “Semana da Pauta Verde”, com ícone de folha sobre documento. Na base, o logotipo do CNJ – Conselho Nacional de Justiça. A arte remete à temática socioambiental. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) se consolidou como referência nacional em Justiça Ambiental ao alcançar a melhor colocação entre os estados da Amazônia Legal no Índice de Democracia Ambiental (IDA), conforme a Nota Técnica produzida pela Transparência Internacional – Brasil e pelo Instituto Centro de Vida (ICV).

O levantamento, que avaliou dados entre novembro de 2024 e maio de 2025, analisou quatro dimensões: efetividade de políticas e práticas voltadas à participação social, acesso à informação, à justiça e a proteção de defensores ambientais.

O estudo analisa o desempenho da União e dos nove estados da Amazônia Legal, destacando o papel do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensorias Públicas e Polícias Judiciárias.

O Poder Judiciário de Mato Grosso atingiu 48,3 pontos, superando Pará (44,6) e Maranhão (39,8). Os melhores desempenhos do estado foram em acesso à informação (61,5 pontos) e acesso à justiça (60 pontos) – neste último, o melhor resultado entre os Estados avaliados.

Atuação efetiva e ações concretas do TJMT

Projada – Colniza: prioridade no combate ao desmatamento

Entre as iniciativas que justificam esse destaque está a atuação da Vara Única de Colniza, município situado a 1.039 km de Cuiabá. A comarca alcançou alto desempenho no Programa Judicial de Acompanhamento do Desmatamento na Amazônia (Projada), criado para monitorar e acelerar o julgamento de processos em áreas críticas.

De junho de 2024 a agosto de 2025, foram julgadas 208 das 371 ações listadas, o que corresponde a 56,07% dos processos ambientais e fundiários relacionados ao bioma amazônico em Mato Grosso. Entre janeiro e agosto de 2025, 80 ações foram concluídas, incluindo casos emblemáticos de desmatamento e queimadas ilegais, como os decorrentes do “Dia do Fogo” de 2022.

Em uma das sentenças mais relevantes, os responsáveis por incêndios que destruíram 4 mil hectares de floresta foram condenados a reflorestar áreas degradadas e indenizar a coletividade por danos materiais e morais.

Segundo o desembargador Rodrigo Roberto Curvo, membro do Fórum Ambiental do Poder Judiciário (Fonamb), a atuação em Colniza exemplifica o impacto territorial da Justiça na preservação ambiental:

“A comarca de Colniza, apontada pelo CNJ como um dos principais polos de desmatamento da Amazônia, é exemplo do impacto da atuação judicial. O mutirão de executivos fiscais em Cuiabá, somado ao desempenho de Colniza, evidencia o protagonismo do TJMT no cumprimento da Meta 6 do CNJ, que prioriza as causas ambientais”, destacou.

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Atualmente, 15 comarcas brasileiras participam do Projada, e Mato Grosso é referência nacional na efetividade dos julgamentos.

Estrutura diferenciada no Judiciário

O TJMT foi o primeiro do país a instalar uma Vara de Meio Ambiente e está entre os poucos tribunais que possuem uma Vara Agrária/Fundiária, além de um conjunto de estruturas especializadas que o colocam em posição de destaque.

Entre essas iniciativas está o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania em matéria ambiental (Cejusc-Ambiental), pioneiro no Brasil, criado em 2013 pela Portaria n.º 307/2013-Pres, a partir de proposta do então juiz da Vara Ambiental de Cuiabá e atual desembargador Rodrigo Curvo.

O Cejusc Ambiental foi o primeiro do País dedicado exclusivamente à mediação de conflitos ambientais e integra o banco de Boas Práticas do Poder Judiciário, reconhecido pelo CNJ. Atua em situações como desmatamento ilegal, queimadas, descarte irregular de resíduos, ocupações irregulares, poluição e exploração de recursos naturais, além de questões relacionadas a esgoto e regularização de calçadas.

Atualmente, o TJMT mantém 49 Cejuscs espalhados pelo estado, integrados ao Nupemec, possibilitando mutirões virtuais e atendimentos remotos.

Vema e Juvam

A Vara Especializada de Meio Ambiente (Vema) atende Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger, com competência para ações cíveis, criminais, coletivas e execuções fiscais em matéria ambiental.

O Juizado Volante Ambiental (Juvam), por sua vez, trata de conflitos de menor complexidade – como poluição sonora, maus-tratos a animais, transporte irregular de madeira e descarte inadequado de resíduos – além de administrar recursos destinados a projetos socioambientais.

O grande diferencial do Juvam é seu canal direto para denúncias, que mobiliza imediatamente conciliador, fiscais municipais e policiais militares de proteção ambiental, com atuação nas três esferas de responsabilidade previstas na Constituição (cível, administrativa e criminal).

Sustentabilidade

A imagem é o logotipo do Núcleo de Sustentabilidadedo PJMT, com a palavra "Núcleo" em verde escuro, "Sustentabilidade" em verde claro, e um desenho de folha acima da letra "U".O TJMT também investe em práticas administrativas sustentáveis. Criou o Núcleo de Sustentabilidade, responsável por iniciativas como a CompensaJud (compensação de gases de efeito estufa) e a implementação do Plano Logístico Sustentável nas Comarcas (PLS-Comarcas).

A modernização inclui o uso do módulo “Aceite Eletrônico” no sistema GMP, que reduz a necessidade de impressões. As medidas já resultam em menor emissão de carbono e previsão de corte de até 70% no consumo de papel até 2026.

O TJMT também coordena a Rede de Sustentabilidade dos ramos do Judiciário de Mato Grosso, em parceria com TRE-MT, TRT23 e Justiça Federal, bem como o Comitê Gestor Regional de Sustentabilidade do Centro-Oeste. Essas ações estão alinhadas à Agenda 2030 da ONU e às resoluções 400/2021 e 433/2021 do CNJ.

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Graças a esse esforço, o Tribunal subiu seis posições no Índice de Desempenho da Sustentabilidade (IDS/CNJ), alcançando, em 2024, o 13º lugar nacional.

Justiça Itinerante e presença em regiões remotas

Outro diferencial valorizado pelo IDA foi a atuação do TJMT em áreas de difícil acesso. Programas como o Ribeirinho Cidadão e o Araguaia Cidadão levaram serviços jurídicos e públicos a comunidades ribeirinhas e indígenas, somando mais de 35 mil atendimentos em 2024.

Essas ações garantem cidadania a populações historicamente excluídas, reforçando o compromisso da Justiça com a inclusão social.

Educação ambiental e participação cidadã

Foto aérea do viaduto da Rodoviária de Cuiabá, com quatro alças em círculos e no meio a vegetação frondosa após plantio do Verde NovoO Programa Verde Novo, criado em 2017 pelo desembargador Rodrigo Curvo, promove educação ambiental em escolas e espaços públicos, com distribuição de mudas e atividades educativas.

Desde sua criação, o programa já utilizou mais de 219 mil mudas em plantio e distribuição, principalmente em Cuiabá e Várzea Grande, promovendo o reflorestamento urbano.

O canal ZapMudas (65 3648-6879) facilita o acesso da população às mudas, incentivando a participação popular e o voluntariado.

Compromisso com o futuro

Da estrutura pioneira à educação ambiental, passando por mutirões, práticas de sustentabilidade e presença em áreas remotas, o TJMT demonstra que a pauta ambiental é tratada de forma abrangente e integrada.

Ao liderar o ranking de democracia ambiental e executar projetos de impacto direto na sociedade, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso reafirma sua posição como protagonista na defesa do meio ambiente e reforça, nesta Semana da Pauta Verde, que a Justiça é instrumento fundamental de transformação socioambiental.

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Ministro Barroso participa de videocast e destaca papel do Judiciário em agenda ambiental

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Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

STJ lança curso nacional sobre equidade racial na Justiça

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Começam no próximo dia 05/05 as inscrições para o “Curso Nacional sobre os Enunciados de Equidade Racial: Aplicação Prática”, uma iniciativa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que busca ampliar, em todo o país, a formação sobre equidade racial no sistema de Justiça. Gratuito, online e autoinstrucional, o curso tem carga horária de 12 horas e oferece certificado de conclusão.
O objetivo é mostrar, de forma prática, como aplicar no dia a dia do Direito os chamados enunciados de equidade racial — orientações construídas por especialistas que ajudam a interpretar a lei, considerando as desigualdades raciais ainda presentes na sociedade brasileira. Os enunciados funcionam como referências para decisões mais justas, contribuindo para evitar discriminações e aprimorar a análise de casos concretos.
O curso apresenta os 49 enunciados elaborados pelo Conselho da Justiça Federal (CJF), organizados em módulos temáticos. O conteúdo foi desenvolvido a partir dos debates da I Jornada da Justiça Federal pela Equidade Racial e agora ganha versão online para alcançar um público mais amplo.
A formação, realizada pelo Centro de Formação e Gestão Judiciária (CEFOR) do STJ, é voltada a profissionais do sistema de Justiça, estudantes e todas as pessoas interessadas no tema. Com formato flexível, pode ser realizada no ritmo de cada participante.
Inicialmente, a versão de 12 horas foi disponibilizada prioritariamente para magistrados, com alta procura teve e lista de espera. A primeira turma está em fase de conclusão e já é considerada um sucesso, abrindo caminho para a ampliação do acesso ao público geral.
A iniciativa tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e dialoga com o Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial e com o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial do Conselho Nacional de Justiça, reforçando o compromisso institucional com a promoção da igualdade e o enfrentamento do racismo.
Versão resumida
Além da formação completa, o STJ também disponibilizou uma versão resumida do curso, com duração de uma hora, acessível no canal do tribunal no YouTube. A iniciativa amplia o alcance do conteúdo e já contabiliza 1150 acessos e pode ser vista no link https://www.youtube.com/watch?v=WUBXk_-SuWA
O curso será traduzido para o espanhol e compartilhado no âmbito da Rede Ibero-americana de Escolas Judiciais, fortalecendo a cooperação internacional e ampliando o debate sobre equidade racial no sistema de Justiça para outros países.
As inscrições estarão disponíveis no link: https://ead.stj.jus.br/course/view.php?id=613
Assessoria de Comunicação STJ

Autor: Assessoria

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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