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TRÂNSITO FATAL

Ministério Público pede condenação de médica acusada de atropelar e matar verdureiro em Cuiabá

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MP aponta que Letícia Bortolini dirigia embriagada, em alta velocidade e fugiu sem prestar socorro à vítima

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu a condenação da médica Letícia Bortolini pela morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia, atropelado em abril de 2018, em Cuiabá.

Segundo o promotor Kledson Dionysio de Oliveira, a acusada dirigia embriagada e a mais de 100 km/h em uma avenida onde o limite permitido era de 60 km/h.

De acordo com o Ministério Público, Francisco Lúcio Maia atravessava a avenida empurrando um carrinho de verduras quando foi atingido pelo veículo da médica. A vítima sofreu traumatismo craniano, múltiplas lesões e morreu ainda no local.

O processo tramita na 10ª Vara Criminal de Cuiabá e atualmente trata o caso como homicídio culposo no trânsito, após decisões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e do Superior Tribunal de Justiça afastarem a acusação inicial de homicídio com dolo eventual.

Nas alegações finais, o Ministério Público destacou que a denúncia também incluía omissão de socorro, fuga do local do acidente e embriaguez ao volante. Em 2022, a médica chegou a ser encaminhada para júri popular, mas a decisão acabou revertida posteriormente.

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Segundo o órgão, os crimes de omissão de socorro e fuga do local prescreveram ao longo da tramitação do processo.

O MP também contestou a tese apresentada pela defesa de que a vítima teria culpa exclusiva pelo acidente por atravessar fora da faixa de pedestres.

Conforme a acusação, depoimentos de testemunhas apontam que Letícia dirigia em alta velocidade, não tentou frear antes da colisão e deixou o local sem prestar socorro.

Um policial militar ouvido no processo afirmou que a médica apresentava sinais de embriaguez, como olhos vermelhos, fala desconexa e dificuldade de equilíbrio, além de ter recusado o teste do bafômetro.

A filha da vítima relatou que encontrou o pai morto e ensanguentado após o atropelamento. Ela também afirmou ter visto publicações da médica em uma festa “open bar” horas antes do acidente.

Laudos periciais anexados ao processo apontaram ausência de marcas de frenagem na pista e concluíram que o atropelamento poderia ter sido evitado caso a motorista estivesse em velocidade compatível com a via.

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Tribunal de Justiça de MT

Aprimoramento das audiências de custódia pauta terceiro módulo do curso Pena Justa

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No terceiro módulo do curso ‘Pena Justa no Ciclo Penal’, ministrado nessa segunda-feira (19 de maio), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), o tema principal da capacitação foram as audiências de custódia. Atuaram como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, o assessor Marcos Eduardo Moreira Siqueri, e a socióloga Jamile Carvalho, assistente Técnica Nacional do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, e referência técnica para o tema da proteção social nas audiências de custódia.

O juiz Marcos Faleiros da Silva explicou que o módulo teve como foco o aprimoramento das práticas já consolidadas nas audiências de custódia, com espaço para troca de experiências entre os participantes. Segundo ele, a proposta foi discutir a forma como o instituto vem sendo aplicado, bem como temas relacionados ao juiz de garantias, com o objetivo de melhorar a prestação jurisdicional.

O magistrado ressaltou ainda que, por se tratar de um tema já incorporado ao ordenamento jurídico, as discussões atuais se concentram em aspectos complementares e nas inovações recentes, especialmente a partir do programa Pena Justa. Ao abordar o programa, enfatizou a importância do fortalecimento do controle na porta de entrada do sistema prisional. “Nós traremos as atuais modificações e ideias com relação à custódia, sobretudo com a implantação do Pena Justa, com a perspectiva de ter um controle maior da porta de entrada da cadeia, dentro das funções de garantias do Poder Judiciário, e a aplicação da melhor forma dos tratados internacionais no direito interno.”

Já o formador Marcos Eduardo Moreira Siqueri destacou que, embora o público participante já seja formado por magistrados e servidores com amplo conhecimento jurídico, a capacitação teve como foco reforçar os eixos do programa Pena Justa. A iniciativa, destaca Siqueri, busca qualificar ainda mais a atuação desses profissionais para promover melhorias no sistema prisional e aprimorar a qualidade dos dados produzidos. “Essas informações são fundamentais para a formulação de políticas criminais mais eficazes, voltadas ao atendimento dos direitos e garantias fundamentais das pessoas encaminhadas ao sistema prisional e a programas de assistência social.”

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Siqueri assinalou que a capacitação representa um avanço importante na humanização das audiências de custódia e na efetivação das políticas públicas previstas pelo programa Pena Justa. Conforme explicou, a iniciativa alia as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao enfrentamento do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional. Ele destacou ainda que o curso prepara magistrados, servidores, equipes psicossociais e instituições parceiras para atuarem de forma integrada no atendimento à pessoa custodiada, garantindo acolhimento e encaminhamentos adequados já no primeiro contato com o Judiciário. Siqueri também enfatizou o fortalecimento da atuação interinstitucional entre Tribunal de Justiça, Poder Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública, permitindo uma resposta mais eficiente e humanizada.

No período vespertino, a socióloga Jamile Carvalho, doutoranda em Ciências Sociais, apresentou o Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (Apec), idealizado pelo CNJ e acompanhado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo explicou, trata-se de um serviço penal que deve estar integrado à gestão de Políticas de Alternativas Penais, voltado à promoção da proteção social e para o fortalecimento das audiências de custódia.

Além de atender o próprio custodiado, é um serviço que também se presta ao acolhimento de suas famílias, prestando informações a essas pessoas. O modelo ainda funciona como suporte técnico à magistratura, contribuindo para subsidiar decisões no momento das audiências.

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De acordo com a formadora, o serviço é executado por equipe multidisciplinar e prevê atendimento social no contexto das audiências de custódia. Entre os objetivos estão a garantia de proteção integral, a prestação de cuidados emergenciais, a apresentação de informações sobre o contexto de vida e saúde da pessoa custodiada e a ampliação do acesso à informação por parte de seus familiares.

Assista aqui à formação completa, com mais detalhes sobre o serviço Apec. https://www.youtube.com/live/kzSBEzk2gbE

Cronograma

O primeiro módulo foi ofertado nos dias 29 e 30 de abril, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30, e teve como formadora a juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, do Tribunal de Justiça do Paraná.

Na ocasião, ela explicou que o programa Pena Justa é uma resposta estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o estado das prisões brasileiras. Segundo a magistrada, o curso visa qualificar a atuação de magistrados e magistradas para reverter esse estado identificado pelo STF no sistema carcerário brasileiro.

Clique neste link para ler matéria completa sobre a primeira aula.

Já o segundo módulo foi ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, por meio da plataforma Moodle (4 horas-aula de carga horária), com foco na prevenção à tortura e saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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