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SERVIDORES

“Tem que ser cumprido”: Câmara aprova cinco PCCSs em Várzea Grande

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Projetos foram votados sem emendas após vereadores respeitarem acordo firmado entre servidores e Prefeitura

A Câmara Municipal de Várzea Grande aprovou, por unanimidade, com 23 votos favoráveis, cinco projetos de lei enviados pelo Poder Executivo para reestruturar os Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCSs) dos servidores municipais. A votação ocorreu na sessão ordinária desta terça-feira (06), acompanhada por servidores e representantes sindicais que lotaram o plenário.

Antes da votação, os vereadores analisaram os pareceres das comissões permanentes. A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) havia trabalhado durante o fim de semana na avaliação dos textos e na elaboração de emendas modificativas.

O relator da comissão, vereador Raul Curvo, informou durante a sessão que havia proposto alterações para proteger direitos dos trabalhadores, principalmente nos projetos relacionados aos serviços de apoio, como os garis, e às categorias da Saúde, incluindo médicos e odontólogos.

Depois de ser informado de que as categorias já haviam chegado a um acordo com o Executivo, porém, Raul decidiu retirar as emendas e defender a aprovação dos textos na forma original.

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“Eu respeito muito palavra e acordo. Se vocês têm uma palavra, a prefeita tem outra palavra e chegaram a um denominador comum, então tem que ser cumprido. As emendas serão retiradas”, afirmou.

O presidente da CCJ, vereador Alessandro Moreira, acompanhou a decisão e também retirou as emendas. Segundo ele, a intenção era garantir que o conteúdo aprovado correspondesse ao que havia sido discutido entre servidores e Prefeitura.

A vereadora Gisa Barros, por outro lado, chamou a atenção para um trecho dos projetos que, segundo ela, poderia gerar perda de direitos por meio de regulamentação posterior. Ela defendeu que os servidores conhecessem o conteúdo antes da votação.

“É um trecho entre vírgulas que lá na frente o Poder Executivo pode fazer um ato por decreto que tira direito de vocês”, afirmou.

Durante a Tribuna Popular, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Carlino Neto, explicou que a própria categoria pediu a retirada das emendas para evitar que a tramitação dos PCCSs fosse prolongada.

Segundo ele, embora o efeito financeiro dos reajustes só ocorra em janeiro do próximo ano, os servidores queriam garantir a aprovação ainda naquela sessão.

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“Os servidores não aguentam mais aguardar essa aprovação, mesmo que o efeito financeiro ocorrerá em janeiro do ano que vem”, declarou.

O vereador Bruno Rios também defendeu que os textos fossem votados sem alterações, afirmando que os projetos haviam sido discutidos entre servidores, Executivo e Câmara.

Após a retirada das emendas pela CCJ, os cinco projetos foram submetidos ao plenário em sua redação integral e aprovados por unanimidade.

As matérias seguem agora para sanção da prefeita de Várzea Grande.

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Ministério Público MT

Ministério Público busca aumento das penas do caso Zampieri

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) interpôs recurso de apelação contra a sentença proferida no Tribunal do Júri que condenou os três acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri. O recurso foi protocolado na segunda-feira (5) pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida da Capital. No documento, o Ministério Público requer a revisão da sentença pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A apelação foi apresentada com fundamento no artigo 593, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal, em face da sentença condenatória proferida após a decisão do Conselho de Sentença. Com isso, o Ministério Público pretende que o Tribunal de Justiça reavalie as penas impostas aos condenados, por entender que elas podem ser aumentadas, mantendo-se a condenação decidida pelos jurados.O julgamento foi realizado ao longo de três dias no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá, envolvendo um processo com mais de 55 mil páginas. Durante a instrução em plenário foram ouvidas testemunhas, incluindo delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal responsáveis pelas investigações, além dos interrogatórios dos réus e dos debates entre acusação e defesa.Na sentença, Antônio Gomes da Silva, apontado como executor dos disparos, foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de auxiliar a execução do plano criminoso, recebeu pena de 25 anos de reclusão. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Somadas, as penas ultrapassam 68 anos de prisão.Conforme a denúncia do MPMT, o homicídio foi cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e utilização de arma de fogo de uso restrito. Durante os debates em plenário, a acusação apresentou provas relacionadas à dinâmica do crime, à atuação dos acusados e ao fluxo financeiro ligado à execução do homicídio.O advogado Roberto Zampieri foi morto em dezembro de 2023, em Cuiabá. Segundo a investigação, o crime foi planejado e executado mediante contratação, sendo os três condenados apontados como responsáveis pela execução e intermediação da ação criminosa.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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