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CASO RENATO NERY

Quatro policiais da Rotam voltam para a prisão por suposta morte de advogado

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Ordem de prisão imediata derruba monitoramento por tornozeleira; perícia descobriu que arma usada por militares executou jurista em Cuiabá

A pedido do Superior Tribunal de Justiça, a 14ª Vara Criminal de Cuiabá mandou prender preventivamente quatro policiais militares da Rotam que respondiam em liberdade por homicídio. Os mandados de prisão imediata contra Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso já foram expedidos para cumprimento das polícias Civil e Militar.

Os agentes cumpriam apenas medidas leves, como uso de tornozeleira eletrônica, trabalho interno no quartel e entrega de armas. A ministra Maria Marluce Caldas, do STJ, cancelou o benefício por entender que os investigados são perigosos e representam uma ameaça real para a segurança de testemunhas e de pessoas que sobreviveram aos ataques do grupo.

O processo começou após o Ministério Público denunciar os militares pela morte de Walteir Lima Cabral, em julho de 2024. Na época, os policiais tentaram forjar um falso confronto armado para esconder o assassinato e ocultar uma pistola Glock G17.

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A situação travou de vez após um exame de balística da Politec revelar que essa mesma pistola foi a arma que matou o advogado Renato Gomes Nery, baleado na porta do escritório uma semana antes. Com a nova ordem judicial, os quatro policiais perdem o direito às funções administrativas e retornam direto para o regime fechado.

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Justiça

“Medidas cautelares são absolutamente inviáveis”, afirma juiz ao negar liberdade a acusado de matar empresária

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Defesa alegou excesso de prazo e pediu a revogação da prisão preventiva, mas magistrado apontou gravidade do crime, risco de fuga e permanência dos indícios que sustentam a acusação de feminicídio

A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva do advogado Cleber Figueiredo Lagreca, acusado de assassinar a empresária Elaine Stelatto Marques e tentar simular um afogamento para encobrir o crime ocorrido no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães.

A decisão foi proferida pelo juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior, que negou o pedido da defesa para revogar a prisão ou substituí-la por medidas cautelares. Os advogados alegaram excesso de prazo na custódia e sustentaram que os fundamentos da prisão teriam sido enfraquecidos após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) afastar a acusação de estupro e a qualificadora de motivo torpe.

Ao analisar o pedido, o magistrado destacou que os autos principais do processo estão atualmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em razão de recurso especial interposto pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Ainda assim, decidiu se manifestar sobre o mérito para deixar claro que não há fatos novos capazes de justificar a soltura do réu.

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Segundo a decisão, permanecem presentes os requisitos que fundamentaram a prisão preventiva. O juiz ressaltou a gravidade concreta dos fatos, os fortes indícios da prática do crime e a tentativa de fuga do acusado após tomar conhecimento da ordem de prisão.

A sentença de pronúncia que levou o caso ao Tribunal do Júri também foi citada pelo magistrado. Na decisão, foram considerados o modo de execução do crime, o histórico de violência doméstica atribuído ao acusado e o risco de que ele não seja localizado para responder aos atos processuais.

O juiz também rejeitou a alegação de excesso de prazo, afirmando que o processo avançou regularmente pelas fases de investigação, instrução, audiências e recursos, sem demora injustificada por parte do Judiciário. Conforme a decisão, parte da duração do processo decorreu de medidas apresentadas pela própria defesa.

Mesmo após a exclusão do crime de estupro e da qualificadora de motivo torpe pelo TJMT, Cleber continua respondendo por homicídio qualificado por feminicídio, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual.

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Crime no Lago do Manso

Elaine Stelatto Marques foi morta em 19 de outubro de 2023 durante um passeio de lancha no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães.

Na época, Cleber afirmou que a empresária havia caído na água após amarrar uma corda à cintura para nadar com a embarcação em movimento, morrendo afogada.

Entretanto, perícias, exames técnicos e a reprodução simulada dos fatos contrariaram a versão apresentada pelo acusado e apontaram para a ocorrência de homicídio.

Após a decretação da prisão, Cleber permaneceu foragido por quase um ano. Ele foi localizado e preso em 28 de setembro de 2024, em um hotel no bairro Alvorada, em Cuiabá.

O processo aguarda a análise de recursos nas instâncias superiores antes da realização do julgamento pelo Tribunal do Júri.

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