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DECISÃO JUDICIAL

Jornalista é condenado a pagar 4 mil reais por divulgação de Fake News

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O jornalista Eli Padilha Leal foi condenado a pagar R$ 4.000,00 por danos morais ao prefeito de Primavera do Leste e presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Léo Bortolin.

A decisão judicial foi proferida após a publicação de uma notícia falsa, veiculada no jornal ELNews e em suas redes sociais, alegando que o prefeito teria o quarto maior salário entre os prefeitos das capitais do Brasil.

O Caso

A reportagem, publicada em 19 de outubro de 2023, afirmava incorretamente que Léo Bortolin recebia quase R$ 60 mil por mês, somando os salários da Prefeitura de Primavera do Leste e da AMM.

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No entanto, a informação foi desmentida por diversas fontes e documentos oficiais, incluindo o Estatuto da AMM, que especifica que seus dirigentes não são remunerados, exceto o cargo de Diretor Presidente ocupado por ex-prefeitos. Além disso, a Lei Federal 14.341/22, que regulamenta as Associações de Representação de Municípios, foi ignorada na apuração da reportagem.

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Decisão Judicial

O juiz Eviner Valério do Juizado Especial Cível e Criminal de Primavera do Leste, Eviner Valério, destacou que a liberdade de imprensa e o acesso à informação são direitos fundamentais, garantidos pela Constituição Federal. No entanto, esses direitos não são absolutos e devem respeitar a honra, a imagem e a intimidade das pessoas envolvidas. A magistrada afirmou que a publicação ultrapassou os limites da liberdade de expressão, configurando um ato ilícito e gerando danos morais ao requerente.

Em sua decisão, o magistrado ressaltou que o jornalista Eli Padilha Leal, que possui registro profissional de Radialista sob o número 0000107/MS, falhou ao desconsiderar a legislação vigente e os estatutos da AMM, resultando na divulgação de desinformação. A sentença também determinou que todas as publicações contendo as falsas informações sejam removidas das redes sociais e do site de notícias, proibindo a republicação de qualquer conteúdo que possa denegrir a imagem de Léo Bortolin.

Repercussão

A condenação é mais um capítulo em uma série de litígios enfrentados pelo jornalista, destacando a importância da apuração rigorosa e da ética no jornalismo.

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O caso serve como um alerta sobre os riscos e responsabilidades associados à divulgação de informações não verificadas. A decisão judicial reafirma que a liberdade de imprensa deve ser exercida com responsabilidade, respeitando os direitos fundamentais de todos os cidadãos.

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Justiça

Professor de Direito da UFMT é preso por descumprir medidas cautelares e ameaçar testemunhas

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Saulo Tarso Rodrigues é investigado por coação no curso do processo e violação de sigilo judicial em caso envolvendo uma acadêmica da universidade

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, nesta segunda-feira (10), o professor do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Saulo Tarso Rodrigues, investigado por coação no curso do processo e violação de sigilo judicial em uma investigação que apura episódios de ameaça e assédio contra uma acadêmica da instituição.

A prisão foi determinada pela magistrada Henriqueta Ferreira Lima após o professor descumprir sucessivamente medidas cautelares impostas pela Justiça.

Conforme a decisão, Saulo teria utilizado terceiros para tentar entrar em contato com a vítima, além de repassar informações sigilosas do processo em um grupo acadêmico com centenas de integrantes. Ele também teria abordado diretamente testemunhas relacionadas ao caso.

A decisão aponta ainda que conteúdos considerados difamatórios contra a acadêmica teriam sido divulgados. Para a magistrada, a permanência do investigado em liberdade representava risco à ordem pública e poderia comprometer o andamento das investigações.

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O professor já estava afastado preventivamente das atividades acadêmicas no campus da UFMT, em Cuiabá, por determinação da Reitoria. A universidade instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta atribuída ao docente.

Em manifestações anteriores sobre as acusações, Saulo negou ter enviado mensagens de conteúdo não institucional e afirmou que a situação teve origem em representações feitas por sua esposa contra a estudante.

CONDENAÇÃO POR PERSEGUIÇÃO

O professor também possui uma condenação anterior na Justiça de Mato Grosso por stalking, crime de perseguição. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), ele enviou de forma insistente e sem autorização e-mails para uma ex-companheira em 2022.

A defesa questionou a validade do processo, das citações e das provas digitais utilizadas na ação. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), no entanto, manteve a condenação.

Agora, Saulo Tarso Rodrigues permanece preso preventivamente enquanto a nova investigação prossegue.

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