Várzea Grande
Várzea Grande e Cuiabá articulam mesa técnica no TCE para fortalecer atendimento à população vulnerável
As Prefeituras de Várzea Grande e Cuiabá se reuniram nesta segunda-feira (22) com o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) para discutir pautas relacionadas à assistência social. Entre os temas debatidos estavam recursos financeiros, atendimento à população idosa, apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade social, dados do Cadastro Único (CadÚnico) e o fortalecimento das políticas públicas do setor.
Segundo a Prefeitura de Várzea Grande, cerca de 78 mil famílias estão inscritas no CadÚnico, totalizando aproximadamente 166 mil pessoas cadastradas. O número representa pouco mais de 50% da população do município. Deste total, cerca de 22 mil famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Família.
Conforme a prefeita Flávia Moretti, mais de 80% dos custos da assistência social são custeados com recursos próprios do município.
“A instituição dessa mesa técnica é de extrema importância porque, hoje, em Várzea Grande, mais de 80% dos custos da assistência social são mantidos com recursos próprios. Precisamos dialogar em um tripé formado por município, Estado e Governo Federal, com o apoio do Tribunal de Contas, para encontrar soluções e planejar os serviços oferecidos à população”, destacou a prefeita.
A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, informou que o município conta atualmente com quatro Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), um Centro POP e um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Segundo ela, a pasta dispõe de aproximadamente R$ 2 milhões mensais para atender a demanda do setor.
“A situação de vulnerabilidade social é muito grande em nosso município. Nosso orçamento ainda é insuficiente para atender uma demanda tão expressiva em Várzea Grande”, afirmou.
O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas) do TCE-MT, conselheiro Guilherme Maluf, responsável por propor a criação da mesa técnica, ressaltou a gravidade do cenário enfrentado pelas duas maiores cidades de Mato Grosso.
Segundo ele, Cuiabá e Várzea Grande somam cerca de 440 mil famílias cadastradas no CadÚnico.
“Queremos realizar um estudo aprofundado sobre a população vulnerável, especialmente idosos, pessoas em situação de rua e crianças que necessitam de acolhimento. Em um segundo momento, construiremos propostas voltadas à implementação de políticas públicas mais eficientes e de qualidade”, explicou.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão de Cuiabá, Hélida Vilela de Oliveira, informou que a Capital possui 119 mil famílias inscritas no CadÚnico. Para ela, a criação da mesa técnica permitirá o desenvolvimento de ações conjuntas e mais eficazes no enfrentamento das desigualdades sociais.
“Vamos unir esforços entre Cuiabá, Várzea Grande e o Tribunal de Contas para implantar medidas capazes de retirar essas pessoas da situação de vulnerabilidade. Apresentamos um diagnóstico da realidade e buscamos alternativas para desenvolver ações integradas e eficientes”, concluiu.
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Várzea Grande
Saúde de Várzea Grande recebe nova carga de insumos e reforça estoque da rede municipal
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande recebeu, nesta terça-feira (6), mais uma carga de insumos destinada ao abastecimento da rede municipal. Desta vez, uma carreta levou ao Centro de Armazenamento e Distribuição de Insumos e Medicamentos (CADIM) materiais essenciais e de uso frequente no dia a dia das unidades de saúde.
Entre os produtos recebidos estão 60 mil unidades de soro de 100 ml, 15 mil frascos com 50 tiras cada para testes de glicemia — totalizando 750 mil tiras —, 500 aparelhos para aferição de glicemia, 60 mil eletrodos, 75 mil equipos e duas mil caixas de luvas de procedimento tamanho G.
A nova remessa integra o trabalho de recomposição e manutenção dos estoques da Secretaria Municipal de Saúde. O material atenderá toda a rede, desde as unidades da Atenção Básica até os serviços de urgência e emergência, incluindo as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) — Ipase e Cristo Rei — e o Hospital e Pronto-Socorro Municipal.
O CADIM é responsável por receber, armazenar, controlar e distribuir medicamentos e insumos utilizados pelos diferentes serviços que compõem a rede municipal de Saúde de Várzea Grande.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Michael Alves, o abastecimento do CADIM é resultado de um trabalho contínuo de planejamento e organização para atender às necessidades das unidades e, principalmente, dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Várzea Grande.
“Esse carregamento faz parte de um trabalho intenso de planejamento e organização para que todas as nossas unidades estejam abastecidas e, consequentemente, os usuários do SUS em Várzea Grande sejam devidamente assistidos, com os medicamentos e insumos necessários aos tratamentos e aos processos de cuidado. E esse é apenas o começo. Ainda temos muitos medicamentos e insumos para chegar ao CADIM”, destacou o secretário.
DISTRIBUIÇÃO COMEÇA NESTA SEMANA
Antes de chegarem às unidades, todos os produtos recebidos passam pelo processo de conferência, registro e catalogação no sistema do CADIM. Depois dessa etapa, os materiais são separados e organizados para a logística de distribuição, considerando as necessidades e o consumo de cada serviço.
A previsão é que os insumos desta nova remessa comecem a deixar o CADIM ainda nesta semana para abastecer as unidades da rede municipal.
Além dos materiais recebidos nesta terça-feira, novas remessas de medicamentos e insumos já chegaram, e outras estão previstas para chegar à central, dando continuidade ao processo de recomposição e manutenção dos estoques da Saúde municipal.
TRABALHO AGILIZADO
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande fez recentemente a aquisição de uma nova empilhadeira para atender às demandas do CADIM. O equipamento substitui uma empilhadeira que era alugada pelo Município desde 2019 e que, além de apresentar problemas frequentes, já estava defasada.
O aluguel custava cerca de R$ 9 mil por mês, o que representava uma despesa de aproximadamente R$ 108 mil por ano. Com a aquisição do novo equipamento, a Secretaria deixa de ter esse custo mensal e passa a contar com um patrimônio próprio, garantindo mais segurança e agilidade nas atividades de armazenamento e movimentação dos materiais.
Na manhã desta terça-feira, por exemplo, o veículo, 100% elétrico e com apenas 20 horas de uso, foi essencial para a descarga rápida e eficiente dos materiais, que estavam acondicionados em caixas de grandes volumes.
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