Várzea Grande
Projeto esportivo atende crianças de 7 a 10 anos, incentiva hábitos saudáveis e já impacta mais de 5 mil alunos no município
A tarde desta quinta-feira (7) foi marcada por energia, alegria e integração na EMEB Abílio da Silva Moraes, em Várzea Grande, com a realização do Festival Kids Athletics. A iniciativa transformou o ambiente escolar em um grande espaço de vivência esportiva, reunindo alunos em atividades que unem brincadeira, aprendizado e incentivo a hábitos saudáveis desde a infância.
O evento faz parte de uma mobilização nacional em celebração ao Kids Athletics e leva atividades adaptadas para crianças de 7 a 10 anos, com foco no desenvolvimento motor, na socialização e no estímulo à prática esportiva. Durante o festival, os alunos participaram de circuitos, desafios e dinâmicas esportivas, além de receberem medalhas e lanche ao final das atividades.
À frente da ação está o professor Gilson Casemiro de Lima, coordenador do programa VG Mais Esportes, da Superintendência de Esportes, vinculada à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Ele destaca que o projeto, com mais de duas décadas de atuação em Várzea Grande, vai além da prática esportiva.
“Nosso trabalho é formar cidadãos. Buscamos oferecer oportunidades por meio do atletismo, afastando as crianças de situações de risco. É um projeto que já revelou talentos, inclusive com jovens que hoje estão no exterior, como nos Estados Unidos”, afirmou.
Desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Várzea Grande, o projeto atende diretamente nas escolas, facilitando o acesso ao esporte e ampliando o alcance das ações.
“As escolas podem nos procurar. Estamos com inscrições abertas. A proposta é iniciar com crianças de 7 a 10 anos e dar continuidade com treinamentos mais avançados a partir dos 12 anos”, explicou o coordenador.
Pais e responsáveis interessados podem entrar em contato diretamente com o professor Gilson pelo telefone (65) 99800-7676.
O superintendente de Esportes reforçou que iniciativas como o Festival Kids Athletics fazem parte de um trabalho contínuo da gestão municipal para fortalecer o esporte educacional.
“Atualmente, atendemos mais de cinco mil crianças em diferentes modalidades, como futebol, vôlei e natação, com foco no bem-estar e no desenvolvimento integral dos alunos”, destacou.
Ele também lembrou que o acesso aos projetos não se limita às escolas. “Os pais podem procurar a Superintendência de Esportes, no Fiotão, onde realizamos avaliação física, cadastro e encaminhamento. Já temos centenas de jovens sendo preparados, inclusive com potencial para competir fora do município”, afirmou.
Mesmo com desafios estruturais, como a ausência de uma pista oficial de atletismo em Várzea Grande — uma demanda antiga da área — o projeto segue ativo, com treinos realizados em Cuiabá. Ainda assim, os resultados são expressivos: a equipe acumula títulos nacionais e participa de competições em todo o país.
Para o professor, o principal resultado é o impacto imediato na vida das crianças. “Ver eles brincando, se divertindo e praticando algo saudável é gratificante. O esporte é um caminho de transformação. Quem sabe, no futuro, não teremos grandes atletas saindo daqui?”, concluiu.
O Festival Kids Athletics reafirma o papel da escola como espaço de transformação social, onde o esporte se consolida como ferramenta de inclusão, disciplina e construção de oportunidades para o futuro.
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Várzea Grande
Palestra leva alerta sobre riscos do cigarro eletrônico a estudantes
A equipe da Unidade de Saúde do bairro Água Limpa realizou, na sexta-feira (18), uma palestra sobre tabagismo para estudantes do 9º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Elmaz Gattas. A atividade reuniu jovens de 13 a 18 anos em um momento de conversa, interação e dinâmicas sobre os riscos do cigarro convencional e, principalmente, do cigarro eletrônico.
Durante o encontro, os profissionais falaram sobre os cuidados com a saúde, sintomas e consequências do uso dos dispositivos eletrônicos, além do risco de o cigarro eletrônico se tornar uma porta de entrada para o consumo de outras substâncias.
A conversa também abriu espaço para que os próprios estudantes compartilhassem suas experiências. Muitos relataram já ter experimentado o cigarro eletrônico por curiosidade, influência de amigos ou até mesmo pelos sabores oferecidos pelos dispositivos.
A estudante Marina, de 13 anos, contou que já recebeu ofertas de amigos, mas prefere não experimentar.
“Meus amigos sempre oferecem, mas eu não aceito. Eu vejo que não faz bem e prefiro não usar. Eles respeitam minha decisão e eu também falo para eles não experimentarem”, relatou.
Já a estudante Miriam, de 14 anos, contou que chegou a experimentar o cigarro eletrônico, mas teve uma experiência negativa. Após o uso, apresentou tontura e uma tosse persistente que durou cerca de duas semanas. O quadro fez com que ela precisasse procurar atendimento médico para avaliação e uso de medicamentos. Depois da experiência, ela não voltou a utilizar o dispositivo.
A responsável técnica pela atividade destacou a importância de levar esse tipo de informação diretamente aos adolescentes. A palestra foi realizada nos períodos da manhã e da tarde, e a equipe ficou surpresa com a quantidade de estudantes que já tiveram algum contato com o cigarro, especialmente com os dispositivos eletrônicos.
“É muito importante conversar com eles de forma aberta, sem julgamento, porque muitos já tiveram contato ou receberam ofertas. Ficamos impressionados com a quantidade de jovens que já tiveram alguma experiência. Esse diálogo é uma oportunidade para orientar e mostrar as consequências antes que o uso se torne um hábito”, destacou.
Durante a atividade, um dos inspetores da escola apresentou à equipe uma sacola com diversos dispositivos eletrônicos, conhecidos popularmente como “pods” ou “vapes”, que haviam sido apreendidos dentro da unidade escolar.
Por se tratar de uma escola militar, a unidade também desenvolve ações próprias de orientação e conscientização com os estudantes. A atividade realizada pela equipe de saúde reforça esse trabalho, aproximando os profissionais da saúde do ambiente escolar e criando espaço para que os adolescentes possam tirar dúvidas e falar abertamente sobre o tema.
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