Sorriso - MT
Escola Jardim Bela Vista fortalece valores e identidade em atividades com alunos
Na educação infantil, cada detalhe importa. É no sorriso tímido, na curiosidade ao fazer perguntas e nas descobertas do dia a dia que as crianças começam a entender o mundo ao seu redor. E é justamente nesse espaço de cuidado e aprendizado que temas tão importantes ganham vida na Escola Jardim Bela Vista.
Os alunos participaram de atividades especiais que abordaram o Dia do Livro (18 de abril), o Dia da Água (22 de março) e o Dia do Trabalhador (1º de maio), vivenciando cada tema de forma leve, significativa e próxima da realidade deles.
Ao trabalhar o Dia do Trabalhador, por exemplo, a escola vai muito além de explicar o que é uma profissão. As crianças são convidadas a observar, conversar e reconhecer o valor de cada pessoa que faz parte da sua rotina. Aos poucos, elas entendem que todo trabalho é importante — desde quem cuida da limpeza até quem ensina, constrói ou planta. É um aprendizado que carrega um olhar mais respeitoso com o outro.
Em outro momento, o Dia da Água ganhou vida por meio de desenhos coloridos, rodas de conversa e a curiosidade espontânea das crianças. Entre perguntas e descobertas, os pequenos foram percebendo, aos poucos, o quanto a água é essencial para a vida. Mais do que aprender sobre o ciclo da água, eles começaram a entender, de forma prática, que pequenas atitudes fazem a diferença — como fechar a torneira, evitar desperdícios e cuidar do planeta no dia a dia.
O olhar também se voltou para dentro, com atividades que trabalharam a identidade e o autoconhecimento. Nesse processo, cada criança é incentivada a se enxergar, reconhecer suas características, suas emoções e sua história. “É um momento de construção de autoestima, mas também de aprendizado sobre o outro — entender que cada pessoa é única e as diferenças tornam o mundo mais bonito e acolhedor”, destacou a professora Maria Aparecida.
Já o Dia do Livro tornou um ambiente cheio de imaginação. Histórias ganharam voz, personagens viraram amigos e a leitura se transformou em um momento de encantamento. Sentados em roda, ouvindo atentamente ou folheando páginas com curiosidade, as crianças criaram suas primeiras conexões com o universo da leitura.
“Quando a gente trabalha esses temas com as crianças, estamos ajudando a construir valores que elas vão levar para a vida toda. É nesse começo que elas aprendem a respeitar, a cuidar, a se reconhecer e também a olhar o outro com mais empatia. Mais do que ensinar letras, números ou conceitos, a educação infantil é sobre formar seres humanos — acolher, incentivar, despertar e caminhar junto. A educação infantil é a base de tudo”, enfatizou a secretária municipal de Educação, Adriana Reichert.
Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT
Sorriso - MT
Educadores passam por formação prática em Justiça Restaurativa
A busca por ambientes mais harmoniosos dentro das escolas tem ganhado cada vez mais espaço, e iniciativas como a formação em Justiça Restaurativa mostram que o caminho passa, antes de tudo, pelo diálogo. Nesse contexto, educadores da rede municipal de ensino participam, durante três dias, do Programa de Formação em Justiça Restaurativa, que chegou ao Módulo III – Formação Prática, preparando facilitadores de círculos de construção de paz.
Nas escolas, essa prática tem se mostrado cada vez mais necessária. A metodologia, que já vem demonstrando eficiência em diversos cenários, inclusive no ambiente familiar, busca dar voz aos participantes, promover igualdade nas falas e resgatar a cultura do diálogo e da pacificação social. A proposta é formar novas gerações capazes de lidar com conflitos de forma mais humana e responsável.
A professora Aline Demarqui é uma dessas vozes que encontrou, nessa abordagem, uma nova forma de enxergar os conflitos, em meio aos desafios diários vividos no âmbito escolar.
“Eu já tinha ouvido falar por colegas, mas nunca tinha participado. Quando vivi isso na prática, me apaixonei”, conta. Segundo ela, o grande diferencial está na forma como os conflitos são conduzidos. “A gente entende que nem sempre existe um certo e um errado. Existem histórias, sentimentos e pontos de vista que precisam ser ouvidos, e é muito gratificante ver quando as pessoas conseguem se entender e continuar convivendo bem”, ressalta Aline.
A ação é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), além do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Sorriso. Essas iniciativas são fomentadas pela Resolução nº 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva a aplicação dessas práticas em parceria com tribunais, comunidades e redes locais de proteção de direitos.
No município, a iniciativa também está alinhada à Lei Municipal nº 3.366, de 26 de abril de 2023, que instituiu o Programa Municipal de Práticas de Construção de Paz nas Escolas, fortalecendo ainda mais a presença dessa cultura dentro das unidades de ensino. Os círculos de construção de paz, nesse aspecto, surgem como uma ferramenta essencial da Justiça Restaurativa.
Rauny Lima, assessor de relações institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), é quem está conduzindo a formação e acompanhando os participantes nesse processo de aprendizado e prática. Ele pontua que, ao longo dos encontros, os educadores aprendem e vivenciam, na prática, situações muito próximas da realidade que enfrentam todos os dias.
“Nesse processo, passam a compreender e conduzir os chamados círculos de construção de paz, espaços cuidadosamente organizados para promover escuta, diálogo e reconstrução das relações. Mais do que uma capacitação, a formação se transforma em uma experiência capaz de ampliar o olhar de quem vive o cotidiano escolar, despertando novas formas de lidar com conflitos e fortalecendo vínculos dentro e fora da sala de aula”, frisa Rauny.
Situações como desentendimentos, conflitos recorrentes e dificuldades nas relações também fazem parte da realidade escolar e exigem novas formas de abordagem. Muitos alunos chegam carregando questões de fora e, muitas vezes, não sabem como lidar com tudo isso — o que acaba se refletindo dentro da sala de aula. Para a coordenadora do Programa Círculo de Paz, Ana Reni, aprender a mediar esses momentos por meio do diálogo é essencial e faz toda a diferença na construção de um ambiente mais equilibrado e acolhedor.
“A gente percebe que é possível resolver sem briga, sem afastamento, sem criar mais dor. Em tempos em que os conflitos parecem cada vez mais intensos, experiências como essa mostram que o diálogo ainda é uma das ferramentas mais eficazes para transformar realidades — começando, muitas vezes, dentro da própria sala de aula”, reitera.
Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT
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