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TRABALHO ESCRAVO

Mais de 600 trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em Mato Grosso

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Ministério Público do Trabalho (MPT-MT) aponta exploração em fazendas, obras e cadeia da madeira; indenizações e reparações foram garantidas às vítimas

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) divulgou que, em 2025, 627 trabalhadores e trabalhadoras foram resgatados de situações análogas à escravidão no estado. As operações ocorreram em municípios como Nova Maringá, Nova Bandeirantes e Porto Alegre do Norte, com a participação de auditoria-fiscal, Polícia Federal e Defensoria Pública da União, garantindo direitos trabalhistas imediatos, indenizações e acompanhamento das vítimas.

Entre os casos mais graves está o resgate de 586 trabalhadores na obra de uma usina de etanol em Porto Alegre do Norte, onde foram encontradas condições degradantes de alojamento, alimentação inadequada, falta de EPIs e exposição a riscos de saúde e segurança.

Em Nova Bandeirantes, quatro trabalhadores e uma cozinheira foram encontrados sem acesso à água potável, alojados em condições precárias e sem equipamentos de proteção. O proprietário firmou Termo de Ajuste de Conduta (TAC), quitou salários e rescisões, e pagou R$ 36 mil em indenizações individuais e R$ 20 mil por dano moral coletivo.

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Em Nova Maringá, 20 trabalhadores, incluindo um adolescente de 17 anos, foram resgatados de atividades de corte e empilhamento de madeira. Eles enfrentavam alojamentos insalubres, restrição de liberdade, ausência de registro em carteira e não recebimento de salários. As reparações somaram R$ 418 mil em verbas trabalhistas e R$ 1,2 milhão em indenizações coletivas e individuais.

No país, 1.986 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em 2025 por meio de 196 forças-tarefa integradas pelo MPT, evidenciando a persistência da exploração mesmo diante da atuação das autoridades.

O coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, procurador Luciano Aragão Santos, alerta que a escravidão contemporânea não está restrita a áreas isoladas: “Ela abastece cadeias produtivas de grandes corporações e chega às prateleiras dos supermercados, às roupas que vestimos e ao cafezinho que tomamos”, disse.

As ações do MPT-MT incluem reparação imediata às vítimas, Termos de Ajuste de Conduta, indenizações e projetos de qualificação profissional, como o Projeto Ação Integrada (PAI), visando prevenir reincidência e oferecer novas oportunidades aos trabalhadores resgatados.

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Brasil

Produtora de “Dark Horse” afirma: “Estou apavorada” após ser alvo de operação da PF

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Karina Gama nega envolvimento na captação de recursos e diz que foi pressionada a fazer delação premiada

Karina Gama, dona da produtora Go Up Entertainment e um dos alvos da Operação Make Up, afirmou que está se sentindo ameaçada e pressionada para fazer uma delação premiada. A operação da Polícia Federal investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares relacionados ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em conversa com a imprensa, realizada um dia antes do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a produtora relatou que pessoas teriam ido até sua residência durante a noite se identificando como oficiais de Justiça, mas sem apresentar documentos. Segundo ela, fornecedores e familiares também teriam sido procurados.

“Estou apavorada”, afirmou Karina.

A empresária disse que está colaborando com as investigações e que entregou imediatamente os documentos solicitados pela Polícia Federal. “Quando a PF me pediu documentos, eu forneci imediatamente”, declarou.

Karina também afirmou ter sido procurada por um pastor evangélico de Brasília que, segundo ela, teria oferecido ajuda e sugerido um acordo de delação premiada. A produtora, porém, nega ter qualquer informação sobre os financiadores do longa.

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“Eu nunca captei dinheiro para o filme, eu nunca lidei com financiadores. Eu não sei nada sobre isso. Eu prestei um serviço, de produzir o ‘Dark Horse’, e fui remunerada”, afirmou.

A investigação sobre o longa também envolve recursos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo as apurações, US$ 12,3 milhões foram enviados para financiar a produção após pedidos feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os recursos teriam passado pelo fundo Havengate, administrado por Paulo Calixto.

Karina confirmou ter recebido recursos do fundo para produzir o filme, mas afirmou que desconhecia a identidade dos financiadores. “Eu recebi recursos do fundo para produzir o filme, mas nunca soube quem eram seus financiadores”, disse.

Sobre os R$ 2 milhões em emendas destinados pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) ao Instituto Conhecer Brasil, Karina afirmou que o dinheiro que ainda não foi utilizado permanece em caixa. Segundo ela, os recursos foram destinados a um projeto de letramento financeiro para jovens empreendedores e começaram a ser utilizados neste ano.

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