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ELEIÇÕES 2026

Corrida ao Planalto reúne nomes da esquerda, direita e partidos independentes

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Disputa pela Presidência da República começa a ganhar forma com pré-candidatos e lideranças nacionais de diferentes espectros políticos; programas de governo ainda serão oficializados durante a campanha

A disputa pela Presidência da República em 2026 começa a se consolidar com a movimentação de lideranças políticas e representantes de diferentes partidos. Enquanto algumas legendas já definiram seus pré-candidatos, outras ainda discutem internamente quem representará a sigla nas eleições de outubro.

Entre os principais nomes está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. Durante seus mandatos, o petista implantou programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e promoveu a expansão de universidades e institutos federais. Para um novo mandato, Lula tem defendido a continuidade de políticas sociais, investimentos em infraestrutura, fortalecimento da indústria nacional, geração de empregos e ampliação da transição energética.

Pela oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece como o principal nome apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as bandeiras defendidas por sua pré-campanha estão a redução da carga tributária, o endurecimento do combate ao crime, a ampliação da liberdade econômica, a privatização de empresas estatais e a revisão de políticas adotadas pelo atual governo.

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também disputa espaço na corrida presidencial. Em sua gestão, priorizou investimentos em segurança pública, equilíbrio fiscal e saúde. Como pré-candidato, defende maior autonomia dos estados, incentivo ao agronegócio, responsabilidade fiscal e combate ao crime organizado.

Outro nome é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), conhecido por políticas voltadas ao controle dos gastos públicos, redução da máquina administrativa e incentivo à iniciativa privada. Para a eleição presidencial, Zema defende reformas econômicas, diminuição da burocracia, privatizações e estímulo aos investimentos privados.

Também integram o cenário eleitoral lideranças de partidos menores, como Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC), Cabo Daciolo (Mobiliza), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB). Cada um representa propostas alinhadas às diretrizes de suas respectivas legendas, que deverão ser detalhadas oficialmente durante a campanha eleitoral.

Com o calendário eleitoral em andamento, a expectativa é de que os partidos oficializem seus candidatos nas convenções e apresentem os programas de governo que nortearão a disputa pelo Palácio do Planalto.

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Brasil

“Pedido de vista” de Dino interrompe análise sobre possível investigação de Moraes no STF

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Placar estava empatado em 4 a 4 sobre a reunião dos procedimentos; Corte ainda não decidiu se haverá investigação contra o ministro

O Supremo Tribunal Federal (STF) terminou a sessão de terça-feira (15) sem decidir se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A análise foi interrompida depois que Flávio Dino pediu vista do processo, solicitando mais tempo para examinar os autos.

Antes de discutir diretamente a possibilidade de investigação, os ministros concentraram o julgamento em uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O ponto central era definir se os procedimentos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça deveriam tramitar juntos ou separadamente.

A discussão terminou empatada em 4 a 4. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela tramitação separada. Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os casos fossem analisados conjuntamente.

Com o pedido de vista de Dino, a votação foi suspensa e não houve conclusão sobre a organização dos procedimentos.

Na prática, o STF não autorizou a abertura de uma investigação contra Moraes, mas também não arquivou o caso nem decidiu que uma apuração é juridicamente inviável. A questão deverá voltar ao plenário em outra sessão.

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O caso está relacionado a documentos e mensagens atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que provocaram questionamentos sobre possíveis relações com integrantes do Judiciário. O material passou a ser analisado nos procedimentos que chegaram ao Supremo.

A sessão também foi marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos processos. Com a interrupção provocada pelo pedido de vista, o STF encerrou o julgamento sem uma decisão definitiva sobre a eventual investigação de Moraes.

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