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ALAN PORTO

Impacto transformador da educação

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O crescimento de Mato Grosso no ranking nacional de alfabetização é motivo de comemoração e orgulho para todos os mato-grossenses. Passar do 20º para o 11º lugar no Índice de Crianças Alfabetizadas na Idade Certa é um feito significativo e demonstra o compromisso do Estado com a educação de qualidade.

A rede pública de ensino de Mato Grosso avançou 9 pontos entre 2021 e 2023. Também apresentou o 3º melhor desempenho entre os demais 25 estados e o Distrito Federal.

Sem dúvida, o resultado divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC) gerou um impacto transformador que reflete não apenas os esforços da rede estadual, mas também as redes municipais de educação por meio do Regime de Colaboração.

Também comprova a eficiência do Plano EducAção 10 Anos, que estabeleceu metas ambiciosas e tem sido um norteador importante para as ações em prol da alfabetização e do resultado que obtivemos.

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O apoio direto do governador Mauro Mendes foi fundamental para alcançarmos esses resultados tão expressivos. A construção de novas escolas, a reforma das existentes, a disponibilização de material didático moderno e tecnológico, o intercâmbio de experiências entre estudantes e professores e tantas outras iniciativas têm impulsionado o nosso avanço.

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O programa Alfabetiza MT, lançado em 2021 como resposta aos desafios impostos pela pandemia, mostrou-se eficaz na identificação e superação das dificuldades dos estudantes. A atuação personalizada dos professores, aliada ao fornecimento de material didático complementar, contribuiu para o sucesso do programa e para a melhoria dos índices de alfabetização.

Além disso, as ações de comunicação, engajamento e fortalecimento da gestão escolar promovidas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) têm sido fundamentais para o engajamento de todos os atores envolvidos no processo educativo.

As metas estabelecidas pela Seduc para os próximos anos demonstram esse comprometimento. Alcançar 59% em 2024 e seguir avançando até atingir 80% em 2030 é um desafio, mas também uma demonstração da determinação para garantir a todos o direito à educação de qualidade.

Portanto, precisamos celebrar as conquistas alcançadas até aqui com apoio dos servidores da Seduc e, especialmente, dos professores alfabetizadores.

Também ao Grupo GEMTE e a todos os prefeitos e secretários municipais de educação, por meio da Associação Mato-grossense dos Munícios (AMM) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime).

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Vamos manter o foco e o empenho para que a rede estadual e as redes municipais continuem avançando e se destacando no cenário nacional da alfabetização.

Não resta dúvida de que a educação é o caminho para um futuro melhor e mais promissor para todos, e investir nela é investir no desenvolvimento e na transformação da sociedade como um todo.

Parabéns a todos os envolvidos nesse importante trabalho!

Alan Porto é secretário de Estado de Educação de Mato Grosso

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Direita de Resultado ou Disputa de Poder?

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A declaração do prefeito Abílio Brunini, ao afirmar que “a direita é uma direita de resultados”, em resposta ao vice-governador Otaviano Pivetta, não é apenas um posicionamento político pontual. Ela revela um movimento mais amplo de reorganização dentro da direita em Mato Grosso.

O debate, à primeira vista, pode parecer apenas semântico. No entanto, ao observar o cenário político com mais atenção, percebe-se que há uma disputa estratégica em curso.

De um lado, surge a tentativa de consolidar uma “direita de resultados”, com foco em gestão, eficiência e pragmatismo. Trata-se de um reposicionamento que busca dialogar com setores empresariais e com um eleitorado menos ideológico e mais voltado à entrega de resultados concretos.

De outro, há resistência a essa classificação. Parte da direita rejeita novos rótulos, defendendo que a busca por resultados sempre foi inerente ao campo conservador. Para esse grupo, a fragmentação pode enfraquecer a base política e gerar divisão interna.

Nesse contexto, o surgimento de uma “centro-direita” mais moderada não ocorre por acaso. É um movimento calculado para ampliar o alcance eleitoral e ocupar espaços estratégicos no cenário político.

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O risco, no entanto, é evidente: ao tentar suavizar o discurso, pode-se perder identidade — um elemento fundamental para a manutenção de apoio entre eleitores mais alinhados ideologicamente.

Em Mato Grosso, esse debate ganha contornos ainda mais relevantes. O eleitorado local, majoritariamente conservador, também se mostra altamente pragmático. Mais do que discurso, cobra resultados.

Dessa forma, a disputa em curso não se resume a uma divergência ideológica. Trata-se de uma disputa por espaço, influência e protagonismo político.

No fim, prevalecerá não quem melhor define o conceito de direita, mas quem conseguir equilibrar identidade, capacidade de gestão e entrega de resultados concretos.

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