PROJETO DE LEI Nº 1220/2024
Proposta de Botelho institui Dia da Bíblia em MT
Mato Grosso deve instituir o Dia da Bíblia a ser comemorado, anualmente, no segundo domingo de dezembro. O Projeto de Lei 1220/2024, foi apresentado na sessão ordinária, desta quarta-feira (19), pelo deputado Eduardo Botelho, que é evangélico e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT. Após aprovação, a nova lei passará a constar no calendário oficial de eventos do Estado.
“Levando em consideração o atual momento em que se encontra, não só o nosso país, como o mundo, a Bíblia tem suma importância para nos guiar para um futuro melhor. Por isso, defendemos como fundamental este projeto”, avalia o deputado.
Na justificativa do projeto, Botelho destaca a história que registra a criação do Dia da Bíblia, em 1549, na Grã-Bretanha, pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI, para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia.
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No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e Estados Unidos os primeiros missionários cristãos evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública ocorreu com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo. A data foi reconhecida pela Lei Federal 10.335/2001, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia no Brasil.
“Ter um dia no calendário oficial do Estado de Mato Grosso para exaltar a Palavra de Deus, assim como no Brasil e no mundo, é a concretização de uma grande obra”, destaca Nilse Berlatto, presidente do diretório da SBB em Mato Grosso.
Distribuição da Bíblia Sagrada
Sobre a importância da proposta, Nilse traz à memória a história de Mary Jones, que viveu no século XIX, no país de Gales. Aos nove anos de idade sonhava em adquirir um exemplar da Bíblia Sagrada, para isso trabalhou durante seis anos para juntar a quantia suficiente e caminhou por 40 km para adquirir um exemplar.
Esforço que não passou desapercebido, relata Nilse. Vendo sua atitude, alguns cristãos se reuniram e criaram, em 1804, a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira. Com a grandiosidade do projeto, em 1946, foram criadas as Sociedades Bíblicas Unidas, entre elas, a Sociedade Bíblica do Brasil, com a missão de promover a maior distribuição de Bíblias, numa linguagem e preço acessível.
“Hoje, verificar que um parlamentar se preocupa em criar um projeto de lei exaltando a Palavra de Deus, é acalentador. É testemunhar o que de melhor temos nesta terra. É dar honra a quem tem honra. É inculcar nas mentes e nos corações dos cristãos que a Bíblia precisa ser lembrada e exaltada em todo tempo”, afirma Nilse Berlatto.
Agronegócio
Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar
A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.
Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.
A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.
Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.
Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.
Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.
A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.
O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.
Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.
A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.
Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.
A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.
A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.
Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.
Fonte: Pensar Agro
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