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Procon Sinop fortalece integração e compartilha boas práticas com o Procon Sorriso

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O Procon Sinop recebeu, na manhã desta terça-feira (14), a equipe do Procon de Sorriso para uma agenda de integração e compartilhamento de boas práticas. Além da troca de experiências entre os órgãos, o Procon Sinop apresentou algumas das ações que desenvolve no âmbito da defesa e orientação do consumidor, as quais vêm despertando o interesse de outros municípios da região.

Durante a reunião, as equipes compartilharam materiais técnicos, publicações orientativas e alinharam procedimentos adotados no atendimento à população, fortalecendo a atuação conjunta dos Procons municipais e contribuindo para a padronização e o aperfeiçoamento dos serviços prestados aos consumidores.

Entre as ações que mais chamaram a atenção da equipe de Sorriso está a campanha “Tchau Sufoco”, iniciativa criada pelo Procon Sinop voltada à educação financeira e à mediação entre consumidores e fornecedores para a negociação de dívidas, promovendo acordos que beneficiam ambas as partes e fortalecendo a economia local.

Para o diretor do Procon Sinop, Vilson Barozzi, encontros como esse fortalecem a atuação dos órgãos de defesa do consumidor e proporcionam o intercâmbio de experiências exitosas. “É uma grata satisfação receber o Procon de Sorriso aqui em Sinop. É nesses momentos que a gente cresce e surgem ideias magníficas. Os Procons têm essa missão de pensar na coletividade, conciliando consumidores e fornecedores para fortalecer o comércio e promover uma relação mais harmoniosa. Essa é a justiça mais célere, mais próxima da sociedade”, destacou.

O diretor-executivo do Procon Sorriso, Michel Ferreira, ressaltou que o órgão sinopense se tornou uma referência para os municípios do Médio Norte e Norte de Mato Grosso e afirmou que a intenção é levar uma das principais iniciativas desenvolvidas em Sinop para Sorriso. “O Procon Sinop é uma referência para todos nós. Viemos especialmente para conhecer a campanha ‘Tchau Sufoco’, que tem feito tanto sucesso com consumidores e empresários. Esperamos, muito em breve, replicar esse projeto em Sorriso, beneficiando tanto o setor empresarial, que poderá vender mais seus produtos, quanto o consumidor, que recupera seu poder de compra. É uma via de mão dupla em que todos saem ganhando”, afirmou.

Campanha Tchau Sufoco

Barozzi explica que a Campanha Tchau Sufoco vai além da renegociação de dívidas, atuando também na conscientização da população sobre educação financeira. “É uma campanha orientativa, que incentiva as pessoas a terem uma melhor administração das próprias finanças. Ao mesmo tempo, promove a aproximação entre fornecedor e consumidor para a construção de acordos e conciliações. O objetivo é ajudar quem está inadimplente a reorganizar sua vida financeira e voltar ao mercado de consumo de forma equilibrada”, ressaltou.

Os resultados da iniciativa demonstram a efetividade do trabalho. Somente em 2025, a campanha possibilitou a resolução de aproximadamente 18,4 mil casos de inadimplência em Sinop.

“O Procon também tem esse papel de educar e resgatar essas pessoas que enfrentam restrições financeiras. Quando conseguimos promover esses acordos, fortalecemos o comércio local, porque esses consumidores voltam a consumir de forma responsável. É uma campanha que une toda a cidade em um mesmo objetivo: construir um comércio mais equilibrado e harmonioso para consumidores e fornecedores”, concluiu o diretor.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Justiça

Caseiro diz que recebeu R$ 100 mil para matar Renato Nery e afirma que aceitou crime por dívida

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Réu confesso afirmou que foi procurado pelo policial militar Heron Teixeira e que não teve contato com os supostos mandantes apontados pela investigação

O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva afirmou nesta quarta-feira (15), durante julgamento no Tribunal do Júri, que recebeu cerca de R$ 100 mil para executar o advogado Renato Gomes Nery e que aceitou participar do crime porque estava endividado e sofria pressão de agiotas.

Em depoimento no Fórum de Cuiabá, Alex, que confessou ter matado o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), afirmou aos jurados que soube da proposta por meio do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira. Segundo ele, Heron teria informado que havia pessoas interessadas em contratar alguém para matar um advogado.

“Eu sou réu confesso, não teria por que mentir isso. Eu estava endividado, sofrendo pressão de agiota e da minha família. Eu estava num churrasco com o Heron e ele me falou que estavam querendo contratar alguém para matar um advogado. Aí eu pesquisei o nome do advogado e, dois dias depois, fui lá e atirei nele”, declarou.

Alex afirmou ainda que desistiu de uma primeira tentativa porque teria se arrependido, mas retornou ao local no dia seguinte e executou Renato Nery.

Segundo o réu, após o assassinato, ele informou Heron sobre o crime e recebeu posteriormente o pagamento pelo serviço.

“Eu fui lá e matei o advogado. Depois falei para ele que matei o advogado. Aí ele falou que ia cobrar o pessoal, só que eu não sabia quem eram”, afirmou.

A declaração apresentada por Alex diverge parcialmente da versão sustentada pela investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Conforme a acusação, o assassinato foi planejado por uma rede de envolvidos. Os empresários Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi são apontados como mandantes do crime e teriam contratado policiais militares para organizar a execução, recrutar o executor, fornecer a arma e intermediar os pagamentos.

O delegado Bruno Abreu, titular da DHPP, afirmou antes do julgamento que a investigação reuniu provas que indicariam a participação de todos os envolvidos e apontou que os supostos mandantes teriam pago R$ 200 mil aos intermediários.

Renato Gomes Nery foi assassinado em 5 de julho de 2024, quando chegava ao escritório de advocacia localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Ele foi atingido por disparos, chegou a ser socorrido, mas morreu horas depois.

Segundo o Ministério Público, a execução teria sido motivada por uma disputa judicial envolvendo uma área rural de mais de 12 mil hectares em Novo São Joaquim, avaliada em mais de R$ 30 milhões.

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