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Cuiabá soma quinta queda consecutiva no custo da cesta básica

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Após atingir o patamar de R$ 813,22 na terceira semana de junho e, com isso, alcançar o maior valor da série histórica apurado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o custo da cesta básica segue em queda pela quinta semana consecutiva, registrando na quarta semana de julho o preço médio de R$ 754,11.

A queda de 1,76% sobre a semana anterior é reflexo da diminuição de preço em nove dos 13 alimentos que compõem a cesta, com destaque para os produtos do hortifruti.

Na comparação anual, mesmo registrando quedas consecutivas em seu preço, o valor atual da cesta básica permanece acima do verificado no mesmo período do ano passado, em 0,53%, quando somava R$ 750,14.

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Para o superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, o valor próximo do registrado no comparativo anual é positivo e pode ajudar a aquecer o consumo das famílias na capital, o que também pode refletir em outros municípios do estado.

“Com o mantimento se aproximando do menor patamar do ano, que foi de R$ 750,22 registrado em abril, e próximo do observado na mesma semana de 2023, as perspectivas de melhora no consumo de alimentos são cada vez mais positivas para as famílias da capital, o que pode refletir, inclusive, em outras regiões do estado”, explicou.

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O tomate, mais uma vez, foi o item que mais registrou recuo em seu preço, de 10,57%, passando a custar R$ 5,30/kg. Segundo análise do IPF-MT, a tendência de queda pode ter relação com as altas temperaturas no período em que se tem acelerado o ciclo produtivo da fruta e sua maturação, aumentando, assim a quantidade ofertada e sua qualidade. O fruto também permanece com preço 31,35% menor no comparativo anual, uma vez que era cotado a R$ 7,72/kg na média na quarta semana de julho 2023.

Diferente do observado na semana passada, a batata demonstrou redução em seu preço médio nesta semana, de 6,85%, custando R$ 9,91/kg. Também conforme análise do instituto, tal condição pode ter relação com o aumento da produtividade nas regiões produtoras, atrelado à intensificação da colheita na safra de inverno, o que gerou uma diminuição nas cotações do tubérculo.

Já com relação à comparação anual, o produto se destaca por estar há quatro semana seguidas acima dos 50%, sendo o valor atual 81,31% maior que o averiguado na mesma semana do ano anterior, que foi de R$ 5,47.

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O preço médio da banana também recuou após três semanas consecutivas de aumento. A queda de 2,26% pode estar relacionada ao incremento da oferta da fruta, junto à demanda reduzida no período, contribuindo para a diminuição nos preços, encontrada nos mercados da capital a um custo de R$ 9,66/kg. Em relação à quarta semana de julho de 2023, o valor atual está 6,79% maior que os R$ 9,05/kg averiguados há um ano.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, explica a contribuição dos hortifrutis na diminuição do preço da cesta básica em Cuiabá. “A volatilidade desses produtos têm sido o fator de maior impacto nas variações da cesta básica em Cuiabá, com destaque para o tomate, que, pela quinta semana consecutiva, demonstra queda significativa. A variação acumulada da cesta chega a -7,27%, um recuo nominal de quase R$ 60,00”.

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Agronegócio

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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