AGRONEGÓCIO
Colheita de café arábica começa com estimativa de 3,3 milhões de sacas
Tradicionalmente conhecido pelo café conilon — do qual lidera a produção no Brasil —, o Espírito Santo vem ampliando sua participação no cultivo do arábica, especialmente nas regiões de altitude das montanhas capixabas, como Venda Nova do Imigrante, Castelo, Afonso Cláudio e Domingos Martins. O clima mais ameno e o relevo acidentado favorecem a produção de grãos com qualidade superior, voltados para o mercado de cafés especiais.
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A área plantada com arábica no estado é de aproximadamente 121,6 mil hectares, segundo a Conab, com produtividade média estimada em 27,1 sacas por hectare. Embora o rendimento ainda esteja abaixo de outras regiões produtoras — como o Sul de Minas —, os avanços tecnológicos e o manejo mais eficiente vêm reduzindo essa diferença. O destaque, neste ano, é o uso de novas cultivares mais produtivas e estáveis, desenvolvidas pela pesquisa pública.
Esse esforço visa mitigar os efeitos da bienalidade — alternância natural entre safras altas e baixas no arábica —, que dificulta o planejamento e a estabilidade da renda do produtor. Também avança, ainda que timidamente, o uso da irrigação como estratégia para regularizar a produção e enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.
O Espírito Santo responde hoje por uma cafeicultura de base familiar em mais de 26 mil propriedades, com forte presença de pequenos e médios produtores. A renda gerada pela atividade movimenta economias locais e influencia diretamente indicadores sociais em dezenas de municípios do interior.
A diferença entre o arábica e o conilon é também econômica. Enquanto o conilon, mais resistente, é voltado para a indústria de solúvel e blends comerciais, o arábica capixaba mira o mercado de maior valor agregado. O Estado tem ampliado a presença em concursos de qualidade e exportações de cafés especiais, especialmente via cooperativas e microlotes certificados.
Com o preço do arábica em alta no mercado internacional — sustentado por demanda consistente e limitações climáticas em outras regiões produtoras —, a colheita de 2025 começa sob expectativa positiva. Resta saber como o produtor capixaba irá equilibrar qualidade, custo de produção e estabilidade frente às oscilações do clima e do mercado.
Agronegócio
Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro
A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.
Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia
O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.
A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.
Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.
Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.
Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.
Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.
Fonte: Pensar Agro
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