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ORLA DO PORTO

Cadastramento para Shopping Orla reúne secretarias e instituições na Praça da República

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Começou na segunda-feira (26), na Praça da República, o cadastramento oficial de comerciantes ambulantes que atuam na região central de Cuiabá. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, em parceria com a Secretaria de Ordem Pública (Sorp) e diversas instituições.

A meta é realocar os trabalhadores da Rua 13 de Junho e do entorno do Centro Histórico para o Shopping Orla, que atualmente conta com cerca de 70 boxes disponíveis.

Segundo o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Fernando Medeiros, os boxes estão passando por revisão estrutural e serão destinados conforme análise socioeconômica individual de cada ambulante cadastrado.

“Após o cadastro, faremos o levantamento de cada situação: o que comercializa, se já possui estrutura de negócio ou não. A partir disso, organizaremos o espaço. Também estamos oferecendo oportunidades para aqueles que ainda não têm um negócio próprio, com acesso ao mercado de trabalho formal, por meio do Sine”, explicou o secretário.

O espaço no Shopping Orla integra um projeto maior de revitalização da região do bairro Porto, que inclui ainda a Vila Cuiabana e a Orla do Porto, com atividades culturais e passagem de ônibus com tarifa gratuita aos domingos, atraindo turistas e cuiabanos. “Estamos falando de uma política pública estruturada, com ações voltadas ao desenvolvimento daquela área”, completou Medeiros.

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Paralelamente ao cadastramento, estão sendo oferecidos serviços essenciais em parceria com outras instituições, como a Pastoral do Imigrante, que apoia trabalhadores estrangeiros com documentação e formalização de negócios; o Sebrae, com abertura de MEIs e orientação empresarial; e o Sine, com intermediação de vagas de emprego. “O Sebrae está atuando de forma paralela à nossa ação. Não foi algo que organizamos diretamente, pois se trata de uma iniciativa nacional, mas coincidiu com nosso cronograma e tem somado bastante aos serviços oferecidos aqui”, comentou Fernando Medeiros.

A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência também participa da ação, oferecendo atendimento com orientações sobre o Bolsa Família e demais programas sociais.

A partir desta terça-feira (27), a Secretaria da Mulher também passará a integrar a força-tarefa, com atendimento e orientações específicas voltadas às mulheres empreendedoras.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, reforçou que o cadastramento continua até o dia 30 de maio, das 8h30 às 17h, para os trabalhadores interessados na realocação. Ela destacou que, a partir do dia 5 de junho, os ambulantes cadastrados iniciarão o processo de transição para ocupar os boxes no novo espaço. “É uma ação que envolve inclusão, dignidade e oportunidade. Estamos fazendo de tudo para apoiar essa transição”, afirmou.

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Também foi entregue a Notificação Pública nº 003/25, informando o prazo de 10 dias para retirada voluntária das estruturas móveis e desocupação imediata das áreas públicas ocupadas irregularmente. Após o vencimento do prazo, a fiscalização será intensificada.

Ambulantes em Ordem

A etapa de cadastramento integra o Programa Ambulantes em Ordem, coordenado pela Sorp, que visa cumprir as normas urbanísticas e reorganizar o comércio informal nos espaços públicos. A iniciativa atende à recomendação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), com base em solicitações de comerciantes formais.

A ocupação inadequada das calçadas é também uma das principais reclamações da população, especialmente de pessoas com deficiência, que são diretamente impactadas pela presença desordenada de barracas nas vias públicas.

#PraCegoVer

A foto mostra a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e o secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Fernando Medeiros, durante ação para notificação dos comerciantes ambulantes da região central.

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Agronegócio

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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