DEFESA DO EX-PRESIDENTE
Ranalli descarta fuga de Bolsonaro e critica decisão do STF de criar “Cortina de Fumaça”
O vereador Rafael Ranalli (PL), negou que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha tentado fugir da prisão domiciliar ao manipular a tornozeleira eletrônica. Para o parlamentar, a possibilidade de fuga é “inviável”, e a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria o objetivo de criar uma “cortina de fumaça”.
Segundo Ranalli, Bolsonaro não teria condições físicas de planejar ou executar qualquer tentativa de fuga, já que sua residência está sob constante vigilância policial. “É improvável, é impossível um senhor de 71 anos querer fugir. Ele passou por oito cirurgias, precisa de atendimento médico frequente e vive sob escolta. É absurda essa decisão. Eu acredito em uma grande cortina de fumaça”, afirmou.
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O vereador também disse que o ex-presidente estaria sendo alvo de perseguição pelo STF e que as acusações se baseariam em “ilações” e em uma “possível trama golpista”, passível de revisão. Ele ainda criticou o fato de a decisão mencionar a vigília de apoiadores em frente à casa de Bolsonaro, classificada pelo ministro como manifestação ilegal. “É uma guerra contra a direita. É a briga do bem contra o mal. Rezar virou manifestação ilegal nesse país”, declarou.
Ranalli fez referência ainda a outras situações que, segundo ele, demonstrariam politização no Judiciário, como a atuação de familiares de Moraes em escritórios de advocacia e o episódio em que Bolsonaro permaneceu na Embaixada da Hungria — fato que, segundo o vereador, não justificaria qualquer presunção de fuga. “Eu não acredito que um ministro acorde às três da manhã para tomar esse tipo de decisão. Isso já estava pronto. Ele aguardou o dia 22 para fazer essa provocação contra a população de direita”, completou.
Apesar da defesa enfática do vereador, a movimentação ocorre em meio à revelação de que a Polícia Federal já monitorava possíveis sinais de fuga antes mesmo da violação da tornozeleira. Dois dias antes do episódio, os filhos de Bolsonaro viajaram a El Salvador, país governado por Nayib Bukele, aliado da direita, e o senador Flávio Bolsonaro participou de reuniões com representantes da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Segundo a PF, tais movimentações levantaram suspeitas sobre uma possível articulação para deixar o país.
Ranalli também minimizou a manipulação da tornozeleira, afirmando que Bolsonaro não tentou rompê-la. “Ele tentou fuçar no case da tornozeleira, no plástico. Me desculpa o exemplo, mas é como quando você está com uma ‘feridinha’ e fica raspando. Ele está sob muita pressão, não está em condições normais de saúde mental”, disse.
Para o vereador, o episódio tem sido usado para reforçar acusações políticas e não representa tentativa real de fuga. “O caso do Bolsonaro é muito maior que a tornozeleira. Não dá para simplificar assim. É um ex-presidente preso enquanto outro foi solto mesmo após casos de corrupção. Bolsonaro não foi condenado; não houve trânsito em julgado”, concluiu o Bolsonarista.
Mundo
Lula anuncia IR zero e afirma: “Medida acaba com privilégios da elite e garante direitos à maioria no Brasil”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em pronunciamento à nação na noite deste domingo (30), que a nova política do Imposto de Renda — que isenta contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil e reduz a alíquota para quem ganha até R$ 7.350 — representa o fim de um “privilégio de uma pequena elite financeira” e o início de “conquistas para a maioria do povo brasileiro”.
A mudança, aprovada pelo Congresso Nacional, entra em vigor em janeiro de 2026. Segundo o presidente, a medida permitirá uma economia anual equivalente a um “14º salário” para quem se enquadra na nova faixa de isenção.
Lula destacou que a recomposição da tabela não irá comprometer investimentos em áreas essenciais, como saúde e educação, porque será financiada pela cobrança de um imposto de 10% sobre contribuintes com renda anual superior a R$ 1 milhão — grupo que, segundo ele, “hoje paga pouco ou quase nada”. “Com zero de Imposto de Renda, uma pessoa com salário de R$ 4,8 mil pode economizar R$ 4 mil por ano. É quase um 14º salário. E o mais importante: isso não virá de cortes, mas da taxação dos super-ricos”, afirmou.
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Durante o pronunciamento, Lula afirmou que a nova lei representa um passo importante no enfrentamento da desigualdade e na correção de distorções que, segundo ele, beneficiaram a elite econômica ao longo da história do país.
Ele ressaltou que trabalhadores e classe média chegam a pagar até 27,5% de Imposto de Renda, enquanto quem vive da renda de aplicações e patrimônios paga, em média, cerca de 2,5%. “É inaceitável que uma professora, um policial ou uma enfermeira pague dez vezes mais imposto do que alguém que possui mansões, jatinhos, carros importados e investimentos no exterior”, disse o presidente.
Lula afirmou que mais de 140 mil contribuintes de alta renda passarão a pagar mais imposto, beneficiando milhões de trabalhadores que deverão deixar de pagar o tributo ou pagarão menos.
Impacto econômico previsto
De acordo com cálculos da Receita Federal, a entrada em vigor da nova tabela deve injetar R$ 28 bilhões na economia em 2026, impulsionando o consumo e fortalecendo setores como comércio, serviços e indústria.
Lula afirmou que o recurso adicional “vai direto para o bolso das famílias”, podendo ser usado para quitar dívidas, reforçar despesas do dia a dia ou realizar compras.
Avanços econômicos e sociais
O presidente também aproveitou o pronunciamento para destacar ações de seu governo, como a saída do Brasil do Mapa da Fome, a recuperação do salário mínimo acima da inflação, o fortalecimento do Bolsa Família, a criação do Pé-de-Meia e o aumento de investimentos na educação, agricultura familiar e programas sociais como o Luz do Povo e o Gás do Povo.
Mesmo com os avanços, Lula reconheceu que o país ainda figura entre os mais desiguais do mundo, com 1% da população concentrando 63% da riqueza nacional, enquanto metade dos brasileiros detém apenas 2%.
Compromisso com novas mudanças
Lula encerrou o pronunciamento afirmando que a mudança no Imposto de Renda é “apenas o primeiro passo” e que o governo seguirá trabalhando para ampliar a justiça fiscal e reduzir privilégios. “Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos para defender os direitos e oportunidades de muitos. O nosso governo está do lado do povo brasileiro, construindo um país mais próspero, mais forte e mais justo”, concluiu.
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