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Mendes chama Wellington de “cara de pau” após críticas sobre obras na MT-170; VEJA O VÍDEO
Ex-governador afirmou que senador teve influência no DNIT durante anos e não conseguiu resolver situação da antiga BR-174, que ficou marcada por atoleiros e abandono
O ex-governador Mauro Mendes (União) rebateu duramente as críticas do senador Wellington Fagundes (PL) sobre a decisão do Governo de Mato Grosso de reassumir a MT-170, antiga BR-174, no noroeste do Estado.
Durante declaração nesta terça-feira (26), Mendes afirmou que Wellington teve influência sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) por anos e não conseguiu tirar do papel as obras da rodovia.
“Vocês vão ver um exemplo de um político cara de pau e que não tem respeito nenhum com a população do nosso Estado”, disparou o ex-governador ao comentar as declarações do senador.
A reação ocorreu após Wellington afirmar que foi “um erro” o Estado reassumir a estrada que liga municípios como Juína, Castanheira, Juruena, Aripuanã e Colniza.
Mauro lembrou que a rodovia era estadual e foi federalizada em 2008, passando para responsabilidade da União. Segundo ele, durante os 14 anos em que ficou sob comando do DNIT, a estrada permaneceu em situação precária.
“Foi abandono total. A população sofria com atoleiros e viagens que demoravam até 10 horas ou mais. O Governo Federal não conseguiu fazer absolutamente nada”, afirmou.
O ex-governador ainda declarou que Wellington tinha forte influência política dentro do DNIT. “Ele mandou no DNIT durante muitos anos. Nomeava representantes aqui em Mato Grosso. E por que nada mudou?”, questionou.
Mauro também citou que o Estado já concluiu mais de 200 quilômetros de pavimentação após reassumir o trecho e comparou a situação com as obras da BR-163. Segundo ele, o Governo de Mato Grosso conseguiu avançar em obras que ficaram travadas durante anos sob responsabilidade federal.
O ex-governador ainda rebateu críticas de Wellington sobre a proposta do Estado assumir obras da BR-158, na região do Araguaia. “Irresponsabilidade é criticar aquilo que é bom para a população”, declarou Mendes.
Veja o vídeo
Política MT
“A pesca esportiva já deu certo. Agora é hora de fazer a pesca profissional dar certo”, diz Wilson Santos
Os efeitos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero, têm provocado diferentes impactos em Mato Grosso ao longo dos quase três anos de vigência da norma. De um lado, o fortalecimento da pesca esportiva e amadora contribuiu para o aumento estimado entre 30% e 40% dos estoques pesqueiros, além de impulsionar o turismo e movimentar a economia de diversos municípios. De outro, milhares de pescadores profissionais enfrentam dificuldades financeiras em razão das restrições impostas pela legislação.
O tema foi amplamente debatido durante audiência pública realizada na última sexta-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com a participação de pescadores, especialistas, autoridades políticas, empresários, representantes do turismo e membros da sociedade civil organizada. Para o deputado estadual Wilson Santos (PSD), é preciso reconhecer os avanços alcançados pela pesca esportiva, mas também construir mecanismos que garantam oportunidades e dignidade às famílias que dependem da pesca profissional para sobreviver.
O encontro resultou em importantes encaminhamentos anunciados pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), entre eles a reabertura do programa Repesca para novos cadastramentos de pescadores e a criação de um grupo de trabalho composto por deputados estaduais e representantes das secretarias de Estado, que terá prazo de até 15 dias para apresentar propostas de aperfeiçoamento da legislação.
Durante a audiência, Wilson Santos destacou que a Lei do Transporte Zero completará três anos de vigência no próximo dia 20 de julho e que este é o momento adequado para avaliar seus resultados. “Para muitos, ela passou rapidamente. Para outros, ela arrasta um drama de miserabilidade, de sofrimento, de dor e até de óbitos de alguns pescadores no estado de Mato Grosso. Conforme o lado que você esteja, ela provocou dores ou provocou alegrias. Quero aqui dizer que o estado mato-grossense quase nunca construiu políticas públicas para beneficiar o pescador profissional”, afirmou.
Ao resgatar sua trajetória de quatro décadas na vida pública, o parlamentar disse não se recordar de políticas governamentais voltadas especificamente para a proteção dos trabalhadores da pesca. “Que lei protege o pescador profissional? Qual política pública foi criada para beneficiar esses trabalhadores que enfrentam chuva, frio, sol, rios e tantos riscos para sustentar suas famílias? Eles sempre passaram como se fossem invisíveis aos olhos das autoridades”, questionou Wilson, que também preside o Observatório da Pesca da Assembleia Legislativa.
O deputado ressaltou que sua defesa dos pescadores profissionais não representa oposição à pesca esportiva. Segundo ele, os dois segmentos podem coexistir e contribuir para o desenvolvimento econômico do estado. “A pesca esportiva pode crescer até 100% e não há problema nenhum. O pescador profissional não é inimigo do pescador esportivo. Nesses últimos dois anos, os pescadores profissionais permaneceram respeitando a legislação e assistindo ao crescimento da pesca esportiva sem qualquer conflito. Não houve registro de enfrentamentos ou agressões. O que eles querem é apenas o direito de trabalhar”, pontuou.
Wilson Santos também destacou o impacto econômico causado pela proibição da atividade para milhares de trabalhadores. “Eles chegavam a ganhar cerca de R$ 10 mil por mês, com o direito legal de capturar até 125 quilos de pescado por semana. De uma hora para outra perderam essa renda. Não se proibiu médicos, engenheiros, jornalistas ou militares de exercerem suas profissões. Mas surgiu uma lei que impede um trabalhador de exercer sua atividade por cinco anos. Isso é lamentável”, criticou.
O parlamentar acredita que o grupo de trabalho criado após a audiência pública poderá construir alternativas equilibradas, capazes de conciliar a preservação ambiental, o crescimento da pesca esportiva e a recuperação da renda das comunidades ribeirinhas. “A pesca esportiva já encontrou o seu caminho e alcançou resultados importantes para Mato Grosso. Agora precisamos fazer a pesca profissional dar certo também. O desafio é encontrar um equilíbrio que preserve nossos rios, fortaleça o turismo e garanta dignidade às famílias que vivem da pesca há gerações. É isso que esperamos construir nos próximos dias”, concluiu o deputado.
Fonte: ALMT – MT
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