Política MT
Medeiros pede prisão e quebra de sigilo telefônico do ex-ministro do GSI de Lula
Junto com alguns parlamentares de oposição, o deputado federal José Medeiros (PL-MT) pediu a prisão do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), general Marco Gonçalves Dias.
Além da prisão, os deputados de oposição também solicitaram a quebra do sigilo telefônico e telemático (mensagens) do general. Gonçalves Dias é próximo de Lula e atuou nas gestões anteriores do PT.
Assinada por mais de 30 deputados federais, a notícia-crime contra o general Dias foi enviada à Procuradoria Geral da República (PGR) nesta quinta-feira (20). Nela, os parlamentares acusam o ex-ministro de omissão imprópria, por não ter tentado impedir a invasão ao Palácio do Planalto no ato de 8 de janeiro deste ano.
“As imagens envolvendo o general, que é homem de confiança de Lula, são gravíssimas e precisam ser investigadas. Muitas pessoas inocentes foram presas enquanto os possíveis culpados pelo vandalismo em Brasília estão soltos. A Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI), que vai investigar os atos de 8 de janeiro, e a Justiça vão mostrar quem eram os infiltrados e a mando de quem eles agiram. Tentaram macular a direita ao criminalizar manifestações democráticas de brasileiros que estavam defendendo a liberdade e seu país. Agora, a verdade está vindo à tona”, disse Medeiros, que é um dos principais nomes da oposição ao PT no Congresso Nacional.
O ex-ministro pediu demissão depois da divulgação de imagens do ex-ministro dentro do Palácio do Planalto durante as invasões do dia 8 de janeiro.
Além de Medeiros, assinaram o documento pedindo a prisão do general os deputados do PL, PSD, Novo, PP, MDB e PSDB. São eles Nikolas Ferreira, Carla Zambelli, Marcelo Henrique Teixeira Dias, Álvaro Antonio, Coronel Meira, Carlos Jordy, Caroline de Toni, Gilberto Gomes da Silva , Gilvan da Federal, Evair Vieira de Melo , Rodolfo Nogueira, Delegado Caveira, Eder Mauro, Zé Trovão, Lucas Redecker, Capitão Alden, Paulo Bilynskyj, Daniel Costa de Freitas, Marcel Van Hatten, Jaziel Pereira de Sousa, Bibo Nunes, Mario Frias, André Fernandes de Moura, Gustavo Gayer, Geraldo Junio do Amaral, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Mario Palumbo Junior, Leandro de Jesus, Fabio Costa, Bia Kicis, Magno Malta, Sargento Fahur, Maurício Bedin Marcon e Daniela Reinehr.
Veja o pedido
Política MT
CCJR aprova LDO de 2027 e analisa mais de 30 matérias
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou parecer favorável à proposta que trata das diretrizes orçamentárias para o orçamento de 2027, o Projeto de Lei nº 692/2026 (PLDO 2027). O colegiado realizou reunião ordinária na tarde desta terça-feira (14).
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece metas e prioridades da administração pública e orienta a elaboração do orçamento estadual. A proposta deve ser submetida à primeira votação em plenário nesta quarta-feira (15). Depois disso, receberá emendas parlamentares.
A comissão analisou ainda outras 33 matérias. Nove proposições receberam parecer favorável e cinco tiveram parecer contrário. No encontro, foi aprovada a redação final do PL nº 743/2026, que altera a Lei nº 12.431/2024 para ampliar o Fundo Estadual de Apoio à Melhoria das Condições de Oferta da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. A mudança permite financiar reformas, ampliações, adequações estruturais e melhorias em escolas estaduais de ensino médio.
Entre as matérias examinadas também estavam dez vetos do Poder Executivo. A CCJR recomendou a derrubada de oito e a manutenção de dois. Os pareceres ainda serão submetidos ao plenário. Um dos pareceres pela derrubada foi dado ao Veto Total nº 64/2026, referente ao Projeto de Lei nº 1.033/2025, que inclui pessoas com deficiência entre os beneficiários do Programa CNH Social em Mato Grosso.
Também foi recomendada a derrubada do Veto Total nº 61/2026 ao Projeto de Lei nº 1.871/2024, que acrescenta dispositivo à legislação sobre uso, produção, comércio, armazenamento, transporte, aplicação e fiscalização de agrotóxicos no estado. A proposta pretende ampliar de dez para 30 dias o prazo para que empresas prestadoras de serviços com agrotóxicos comuniquem as atividades realizadas ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).
Muitos dos projetos analisados na reunião tratavam de declarações de utilidade pública. Segundo a Consultoria da CCJR, nessas matérias o parecer da comissão tem caráter terminativo e seguem para publicação. As demais proposições continuam tramitando na Assembleia Legislativa.
A expectativa é que as reuniões ordinárias da CCJR sejam retomadas em agosto, com previsão de quatro encontros ao longo do mês e análise média de 20 a 30 matérias por reunião. Segundo a Consultoria da comissão, até o dia 4 de agosto ainda poderão ocorrer reuniões extraordinárias para a apreciação de proposições urgentes.
Fonte: ALMT – MT
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