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OPERAÇÃO HERITAGE

Mauro Mendes cita pareceres de órgãos de controle e diz ser alvo de “armação eleitoral”

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Ex-governador afirma que documentos apontaram regularidade e vantagem econômica no acordo com a Oi; Operação Heritage investiga possível desvio de R$ 308 milhões

O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) divulgou documentos de órgãos de controle para sustentar que o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi passou por análises técnicas e não apresentava, segundo esses pareceres, indícios de irregularidades. Ao comentar a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, Mauro afirmou que está sendo alvo de uma “armação eleitoral”.

Entre os documentos apresentados pelo ex-governador estão manifestações do Ministério Público de Contas (MPC), do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e do Ministério Público de Mato Grosso (MPE). Segundo Mauro, os órgãos apontaram a regularidade dos procedimentos e a vantagem econômica da negociação para os cofres públicos.

Uma das manifestações foi emitida em 27 de junho de 2025 pelo procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, após representação apresentada pela deputada estadual Janaina Riva (MDB).

Na análise, o MPC concluiu pela improcedência da denúncia por não identificar, naquele momento, indícios de irregularidades na condução do acordo. O órgão também avaliou a destinação dos recursos aos fundos Royal Capital e Lotte Word e afirmou não ter encontrado indícios de fraude, irregularidade ou beneficiamento pessoal relacionados às operações.

“Os documentos apresentados demonstram que o pagamento foi realizado de forma legítima, seguindo os trâmites legais de cessão de créditos, homologação judicial e execução conforme o Termo de Autocomposição. Não há, assim, indícios de irregularidades nos procedimentos descritos e nem indícios de fraude ou beneficiamento pessoal referentes aos fundos citados”, consta no documento.

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Outro parecer foi emitido pelo conselheiro Guilherme Maluf, do TCE-MT, em 6 de março de 2026, após questionamentos apresentados pelo MPE. Na manifestação, Maluf registrou que o acordo havia passado pela Procuradoria-Geral do Estado e sido homologado pelo desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O conselheiro também destacou a diferença entre o valor cobrado pela Oi e seus cessionários e o montante efetivamente pago pelo Estado. Segundo o documento, a cobrança chegava a R$ 583,4 milhões, enquanto o acordo foi fechado por R$ 308,1 milhões, representando uma redução superior a R$ 275 milhões.

Na conclusão, Maluf afirmou que os elementos analisados apontavam para a regularidade do termo de autocomposição e para a vantagem econômica da negociação para o Estado.

“A conclusão deste Relator no Tribunal de Contas inclina-se pelo reconhecimento da regularidade do termo de autocomposição firmado”, afirmou o conselheiro, acrescentando que a análise técnica e o Ministério Público de Contas não haviam identificado “indícios de irregularidades ou desvios de finalidade”.

Já em 21 de março de 2026, o próprio Ministério Público Estadual se manifestou sobre uma ação apresentada pelo ex-governador Pedro Taques. O subprocurador-geral de Justiça Marcelo Ferra de Carvalho considerou demonstradas a legalidade do acordo e a ausência de prejuízo ao patrimônio público.

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O MPE também defendeu a manutenção do Termo de Autocomposição nº 026/CONSENSO-MT/2023, citando análises técnicas anteriores que não haviam identificado dano aos cofres públicos.

“Esta Subprocuradoria Geral de Justiça Jurídica e Institucional se manifesta pelo indeferimento do pedido de tutela de urgência pleiteada na inicial, mantendo-se hígido o Termo de Autocomposição nº 026/CONSENSO-MT/2023”, diz trecho da manifestação.

Operação Heritage

Apesar dos pareceres apresentados por Mauro, a Polícia Federal investiga o acordo dentro da Operação Heritage, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. A apuração aponta suspeitas de que a operação financeira possa ter sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos.

A investigação apura possíveis crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares contra investigados. Mauro Mendes foi um dos alvos da operação e teve medidas judiciais cumpridas em seu endereço.

Os documentos apresentados pelo ex-governador representam a versão de sua defesa e não encerram a investigação. A Polícia Federal continua analisando os fatos para esclarecer se houve irregularidades na negociação, na circulação dos recursos e na destinação dos valores envolvidos no acordo.

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Política MT

Chapa do Podemos à ALMT declara R$ 68,2 milhões em patrimônio

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Lista reúne 25 candidatos, entre deputados em busca de reeleição, empresários, produtores rurais e lideranças regionais; três candidatos declararam patrimônio zerado

A chapa do Podemos para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) reúne R$ 68.214.228,84 em patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. O grupo é formado por 25 candidatos e inclui deputados em busca de reeleição, empresários, produtores rurais e lideranças políticas de diferentes regiões do Estado.

O maior patrimônio declarado é do produtor rural Carlos Kan, que informou possuir R$ 15,94 milhões em bens. Entre os principais itens estão maquinários agrícolas, veículos e um terreno urbano avaliado em R$ 12,25 milhões.

Na sequência aparece a advogada Karen Rocha, com R$ 8,24 milhões declarados. O patrimônio inclui uma residência avaliada em R$ 5,6 milhões, em Tangará da Serra.

O empresário Ubiratan Ferreira da Silva, conhecido como Bira, ocupa a terceira posição, com R$ 6,13 milhões declarados, principalmente em imóveis urbanos e prédios comerciais.

Presidente estadual do Podemos e candidato à reeleição, Max Russi declarou R$ 5,77 milhões em patrimônio, distribuídos entre quotas empresariais, investimentos e imóveis rurais.

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Entre os demais candidatos com patrimônio acima de R$ 1 milhão estão Geovane Gamba, com R$ 3,77 milhões; Adelcino Lopo, com R$ 3,36 milhões; Janailza Taveira, com R$ 2,77 milhões; Professor Allan Kardec, com R$ 2,04 milhões; Fabinho Tardin, com R$ 1,92 milhão; Scheila Pedroso, também com R$ 1,92 milhão; e Ulysses Moraes, com R$ 1,91 milhão.

Na outra ponta, três candidatos informaram patrimônio zerado à Justiça Eleitoral: Joize Marques, Marcos Paulista e o ex-deputado Mauro Savi.

Patrimônio declarado

  • Carlos Kan: R$ 15.949.807,26
  • Karen Rocha: R$ 8.245.000,00
  • Bira: R$ 6.139.274,80
  • Max Russi: R$ 5.772.757,00
  • Geovane Gamba: R$ 3.779.743,97
  • Adelcino Lopo: R$ 3.366.523,60
  • Janailza Taveira: R$ 2.772.900,00
  • Professor Allan Kardec: R$ 2.047.749,84
  • Fabinho Tardin: R$ 1.924.923,96
  • Scheila Pedroso: R$ 1.923.653,37
  • Ulysses Moraes: R$ 1.911.673,12
  • Rafael Machado: R$ 1.607.346,70
  • Gustavo Bang: R$ 1.090.000,00
  • Celso Banazeski: R$ 929.643,51
  • Meraldo Sá: R$ 905.000,00
  • Salete Bergamin: R$ 644.964,55
  • Beto Dois a Um: R$ 569.000,00
  • Alex Rodrigues: R$ 358.882,42
  • Valdeniria Dutra: R$ 350.000,00
  • Sargento Casarin: R$ 179.754,73
  • Alessandra Ferreira: R$ 128.131,00
  • Priscila Dourado: R$ 60.000,00
  • Joize Marques: R$ 0,00
  • Marcos Paulista: R$ 0,00
  • Mauro Savi: R$ 0,00
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Os valores correspondem aos patrimônios declarados pelos candidatos à Justiça Eleitoral e podem ser atualizados ou retificados durante o processo eleitoral.

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