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Política MT

Mato Grosso aplica R$ 5,6 bilhões na saúde e supera mínimo constitucional

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O balancete financeiro e orçamentário do 3º quadrimestre de 2025 da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que Mato Grosso destinou R$ 5,669 bilhões à área, com 16% do orçamento aplicado acima do mínimo constitucional de 12%. Apresentado nesta quinta-feira (30), em audiência pública, à Comissão de Saúde, Previdência, Assistência Social da Assembleia Legislativa, o relatório destaca investimentos de R$ 891,4 milhões em obras e infraestrutura, mas também expõe desafios na qualidade do atendimento, como a falta de leitos de UTI neonatal e pediátrica em regiões como o Araguaia.

A apresentação do relatório foi feita pela chefe do Núcleo de Gestão da Secretaria de Estado de Saúde, Claudete de Souza Maria. De acordo com ela, o documento evidencia um esforço acima do mínimo constitucional na aplicação de recursos. Apesar de não representar um crescimento expressivo em relação aos últimos anos, Claudete afirmou que os investimentos já vinham sendo elevados desde 2023, consolidando uma tendência de priorização da área.

“O desempenho coloca Mato Grosso em posição de destaque na região Centro-Oeste em termos proporcionais de investimento em saúde. Nosso orçamento para a saúde foi de 16%, o que é relevante para o estado”, pontuou. Ela ressaltou ainda que a maior parte dos recursos é destinada às despesas correntes, como manutenção da estrutura e pagamento de pessoal, consideradas essenciais para o funcionamento da rede pública.

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O relatório também aponta que a aplicação de R$ 891 milhões foi destinada à conclusão de unidades hospitalares e melhorias na infraestrutura da secretaria. Entre as ações, estão obras em hospitais estratégicos, como o Hospital Central, além da inauguração da nova sede da pasta no fim do ano. Para Claudete, os aportes reforçam o compromisso com a ampliação e qualificação da rede de atendimento.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Eugênio (Republicamos), destacou que a exposição teve caráter técnico, centrado em números, sem espaço para debate mais aprofundado sobre a evolução da saúde pública em Mato Grosso. Segundo ele, apesar dos avanços significativos na infraestrutura com a entrega e conclusão de hospitais em diversas regiões, como o Hospital Central, ainda persistem problemas no atendimento à população.

O parlamentar afirmou que reconhece o esforço do governo em estruturar a rede física de saúde, mas ponderou que o próximo desafio é garantir que esses investimentos se traduzam em melhorias efetivas na assistência, levando serviços de qualidade à população.

Durante a audiência pública, ele questionou três pontos que foram poucos explorados pelo governo, como o baixo investimento em UTIs, que segundo ele, nos 34 municípios que compõem a região do Araguaia não há nenhum leito de UTI neonatal e de UTI pediátrica. Além do baixo investimento no combate a hanseníase e a saúde bucal indígena em Mato Grosso.

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Segundo o parlamentar, muitas UTIs foram criadas, mas não foram regulamentadas. “Então essa é uma briga nossa para que nós possamos preencher esses vazios, principalmente da UTI neonatal e pediátrica. Outro número que chamou bastante atenção foi o investimento. Temos um vazio de 100% da questão envolvendo UTI pediátrico e neonatal no Araguaia”, disse Dr. Eugênio.

Outro ponto questionado pelo parlamentar foi a pouca atenção que o governo dá à saúde bucal às 46 etnias dos povos originários mato-grossenses. “O atendimento primário à saúde indígena é feito pelos municípios e acaba atingindo de uma certa forma, mas o secundário e o terciário não é feito nada, absolutamente nada “, disse o parlamentar.

Na avaliação do deputado Dr. Eugênio, Mato Grosso enfrenta um paradoxo: embora lidere a produção de commodities, também apresenta altos índices de hanseníase, problema que, segundo ele, ainda é negligenciado. O parlamentar destacou que, enquanto países como o Chile conseguiram erradicar a doença, o estado permanece entre os que mais registram casos no país.

Para ele, o enfrentamento da hanseníase precisa ser tratado como prioridade de saúde pública, com atuação conjunta entre municípios e governo estadual. Embora a execução das ações seja municipalizada, Dr. Eugênio defende que o Estado assuma protagonismo na coordenação e ampliação de políticas, especialmente por meio de educação continuada, como estratégia essencial para reduzir e, eventualmente, eliminar a doença.

Fonte: ALMT – MT

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Assembleia vai votar medidas para segurar diesel e evitar disparada no preço dos alimentos em MT

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Medidas incluem subsídio ao combustível e congelamento do Fethab; votação deve ocorrer na próxima semana

O presidente da ALMT, deputado Max Russi, afirmou que o pacote de medidas econômicas apresentado pelo vice-governador Otaviano Pivetta é essencial para evitar o aumento do óleo diesel e reduzir os impactos no preço dos alimentos em Mato Grosso.

A proposta deve ser votada na próxima quarta-feira (6) e prevê um impacto de aproximadamente R$ 500 milhões na economia estadual ainda em 2026. O conjunto de ações foi entregue pessoalmente ao Legislativo e passou a tramitar após leitura em plenário.

O plano é dividido em duas frentes. A primeira estabelece um subsídio ao diesel, com investimento estimado em R$ 122,4 milhões, por meio da adesão a um regime emergencial federal. A medida busca reduzir o custo do combustível, que influencia diretamente o valor do frete e o preço final dos produtos.

A segunda iniciativa prevê o congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) até dezembro de 2026. A ação pretende evitar reajustes automáticos nas taxas aplicadas às cadeias produtivas, com economia estimada em R$ 350 milhões.

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Segundo Russi, a estratégia funciona como barreira contra a inflação. Ele destacou que o aumento do diesel impacta toda a cadeia econômica, elevando custos e pressionando o orçamento da população.

O parlamentar também avaliou que uma redução imediata nos preços é improvável, devido à influência do mercado internacional. De acordo com ele, a prioridade é impedir novos aumentos, já que fatores como a alta do petróleo continuam afetando diretamente os valores no país.

A tramitação ocorre em regime de dispensa de pauta, mecanismo que reduz prazos e permite levar a proposta diretamente ao plenário. A expectativa é de votação prioritária, com possibilidade de realização de mais de uma sessão até a conclusão da análise.

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