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ÁUDIOS SOB INVESTIGAÇÃO

Câmara cobra perícia em gravações atribuídas à prefeita e classifica conteúdo como “muito grave”

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Falhas incluem acusações a vereadores, linguagem ofensiva e suspeita de compra de apoio político

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), afirmou que o Legislativo irá solicitar uma perícia técnica nos áudios vazados atribuídos à prefeita Flávia Moretti (PL), após o conteúdo gerar forte repercussão e tensão entre os poderes.

Segundo o parlamentar, a medida busca confirmar a autenticidade das gravações antes da adoção de qualquer institucional.

“Nós vamos pedir uma perícia técnica oficial da Câmara, até para não condenarmos pessoas erradas. Queremos saber a veracidade para, então, tomar uma posição”, declarou durante coletiva nesta quarta-feira (22).

Wanderley classificou o teor dos áudios como “muito grave”, destacando que as gravações contêm críticas diretas a vereadores, acusações e uso de palavras de baixo calão.

“São falas muito graves. Foi uma ofensa ao nosso povo, uma falta de respeito não apenas com a Câmara, mas com a população de Várzea Grande”, afirmou.

Em um dos trechos citados pelo presidente, a voz atribuída à prefeita faz uma declaração considerada ofensiva, que ele optou por não repetir publicamente.

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Outro ponto que chamou atenção foi a menção, em um dos áudios, a uma suposta compra de apoio parlamentar, ao sugerir que a CPI dos uniformes escolares teria sido “cara”. Sobre esse trecho, Wanderley evitou aprofundar comentários.

“Acredito que a prefeita foi infeliz na fala, se for ela mesma. Eu respondo pelo meu CPF. Sobre os demais, cabe a eles se manifestarem”, disse.

A prefeita Flávia Moretti, por sua vez, já havia se manifestado anteriormente, afirmando que os áudios são resultado de manipulação e de “inconformismo eleitoral”. Ela também revelou que um dispositivo eletrônico suspeito foi encontrado em sua mesa durante uma varredura no gabinete, levantando a hipótese de espionagem.

Apesar do clima de tensão, Wanderley destacou que a relação institucional entre Executivo e Legislativo tem sido, em números, majoritariamente produtiva. Segundo ele, 42 dos 50 projetos enviados pela prefeitura foram aprovados pela Câmara desde o início da legislatura.

O caso segue em apuração e deve avançar após a conclusão da perícia técnica, que será determinante para eventuais medidas judiciais ou administrativas.

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Política MT

Comissão de Saúde cobra do Governo que reveja demissões e desativação de unidades do Samu em Mato Grosso

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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pediu ao Governo do Estado que revise as demissões de servidores e a desativação de unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que impactaram os atendimentos especialmente na região da Baixada Cuiabana.

Realizada nesta quarta-feira (22), a discussão foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado Dr. Eugênio (Republicanos), com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), profissionais do Samu, do Corpo de Bombeiros e demais envolvidos no tema. O objetivo foi debater os impactos resultantes da implantação do novo Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar e ouvir as demandas da categoria.

De acordo com os servidores do Samu, as alterações na gestão dos atendimentos pré-hospitalares vêm impactando diretamente a operação do serviço. Entre outubro de 2025 e março de 2026, cinco unidades do Samu foram desativadas na Baixada Cuiabana, além do desligamento de 56 profissionais do quadro operacional, medidas que, segundo a categoria, comprometem a capacidade de resposta do atendimento.

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A enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, relatou dificuldades no funcionamento das equipes diante do cenário atual.

“Em razão dos desligamentos, não conseguimos manter o funcionamento ininterrupto de todas as ambulâncias, sejam de suporte básico, avançado ou motolâncias”, afirmou.

Segundo os profissionais, o enfraquecimento do Samu ocorre paralelamente ao fortalecimento da atuação do Corpo de Bombeiros Militar nos atendimentos de urgência. Para a categoria, no entanto, as instituições devem atuar de forma complementar.

“Nós queremos mais ambulâncias do Bombeiro, mas também queremos garantir 100% do funcionamento das equipes do Samu”, completou a enfermeira.

Durante a reunião, o Governo do Estado apresentou o novo modelo de atendimento pré-hospitalar, que propõe a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros. O secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, destacou que a iniciativa está ampliando a cobertura e otimizando os serviços, com aumento de 64 equipes ativas, em 2025, para 89, em 2026, além da redução no tempo de resposta.

“A gente quer ampliar a cobertura, integrar o atendimento, conectando o Samu e o Corpo de Bombeiro em um sistema único de regulação médica da SES, reduzir o tempo de resposta, qualificar a assistência, otimizar recursos e salvar vidas”, afirmou.

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O secretário também negou qualquer possibilidade de encerramento das atividades do Samu no estado.

Ao longo da reunião, o presidente da Comissão de Saúde, Dr. Eugênio, ressaltou a importância de que eventuais mudanças sejam conduzidas com diálogo e garantia de qualidade no atendimento à população.

“A Comissão está atenta a esse processo. Defendemos a integração dos serviços, mas é fundamental assegurar que não haja prejuízo ao funcionamento do Samu e ao atendimento prestado à população”, destacou.

Como encaminhamento, a Comissão de Saúde solicitou formalmente ao Governo do Estado a revisão do desligamento dos 56 servidores e da desativação das cinco unidades. O colegiado também deliberou pela realização de uma nova reunião na próxima semana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, ampliando o debate sobre o tema.

Fonte: ALMT – MT

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