INDÍCIOS DE CORRUPÇÃO
Abilio vê confissão de culpa do governo Lula após cancelamento do leilão de arroz
O deputado federal Abilio Brunini (PL-MT) avalia que a decisão do governo Lula de suspender o leilão para compra de arroz importado confirma as irregularidades denunciadas pela oposição, aumentando a suspeita de corrupção no Ministério da Agricultura.
“A intenção nunca foi abastecer o mercado interno para reduzir preços e favorecer o consumidor. O plano era constranger o agronegócio e montar um esquema de corrupção conveniente aos interesses do PT e de seus partidos aliados. Mensalão, petrolão e agora arrozão. O governo desistiu do leilão, mas, a oposição não pode abir mão da CPI e deixar de investigar profundamente essas irregularidades”, afirma.
A proposta de CPI é de autoria do deputado federal Luciano Lorenzini Zucco, conhecido como tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS). No total, já foral colhidas 150 das 171 assinaturas necessárias
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O governo federal anunciou na tarde desta quarta-feira (3) a suspensão do leilão do arroz. Em contato com a equipe de reportagem da BandNews FM, o ministro da Agrivultura, Carlos Fávaro, confirmou que o leilão não será realizado neste momento.
A anulação do leilão que havia vendido 263,37 mil toneladas de arroz importado foi anunciada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A resolução incluiu cancelar um novo leilão para 36 mil toneladas restantes do alimento que não tinham sido adquiridas na primeira licitação.
A suspeita de fraude que levou ao cancelamento envolveu a maior arrematante individual do certame realizado, a empresa Wisley A. de Souza, cuja sede é uma pequena loja de queijos em Macapá e que teve seu capital social recentemente alterado: passou de R$ 80 mil para R$ 5 milhões uma semana antes do leilão. O episódio culminou na demissão pelo governo federal do presidente da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento Agrícola), Neri Geller, ex-deputado federal por Mato Grosso.
Política MT
Comissão de Indústria, Comércio e Turismo aprova seis projetos em reunião nesta terça-feira
A Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na tarde desta terça-feira (18), seis projetos de lei que tratam de temas como turismo, inclusão e economia. As matérias foram analisadas durante a 3ª Reunião Ordinária do colegiado.
Entre as propostas aprovadas está o Projeto de Lei (PL) nº 243/2025, que estabelece diretrizes para a promoção da acessibilidade, da segurança e da inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em atividades e infraestruturas de ecoturismo em Mato Grosso. A matéria recebeu parecer pela aprovação nos moldes do Substitutivo Integral nº 1.
Também foi aprovado o Projeto de Lei nº 390/2026, que institui o Programa Estadual “Viva e Trabalhe em Mato Grosso”, pensado para atrair nômades digitais e ao fomento do turismo sustentável e da economia digital no estado.
Outra propositura aprovada foi o PL nº 649/2026. O texto visa instituir uma política estadual para fortalecer o setor metalmecânico e a indústria de transformação em Mato Grosso, com foco na agregação de valor à produção, inovação, aumento da competitividade e diversificação da economia. A proposta prevê ações para estimular a fabricação e manutenção de máquinas e equipamentos, especialmente ligados ao agronegócio e à infraestrutura, além de incentivar investimentos, qualificação profissional, modernização tecnológica, acesso a crédito, sustentabilidade e integração entre empresas, instituições de ensino e pesquisa. A comissão analisou a proposição em conjunto com o PL nº 663/2026, que recebeu parecer pela prejudicialidade.
A valorização de produtos mato-grossenses no mercado é tema de outra matéria aprovada no encontro. O Projeto de Lei nº 747/2026 pretende criar o selo “Produzido em Mato Grosso”. A iniciativa prevê a identificação da origem, valorização e promoção de produtos fabricados no estado, observando a legislação ambiental, sanitária e produtiva vigente.
A pauta incluiu ainda duas propostas voltadas à segurança em atividades de aventura. O PL nº 811/2026 estabelece diretrizes de proteção à vida, segurança dos praticantes e defesa do consumidor em atividades de turismo de aventura e esportes de alto risco, denominadas “aventura segura”. A proposta também cria o selo de “segurança ativa” e prevê outras providências.
Já o PL nº 856/2026 estabelece normas gerais de segurança para a realização de atividades recreativas, esportivas ou turísticas de salto em altura, incluindo bungee jump, rope jump e modalidades similares no âmbito do estado.
Agora as seis matérias aprovadas pela comissão seguem a tramitação no plenário e na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
Fonte: ALMT – MT
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