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CONFEDERAÇÃO NACIONAL

15 prefeitos de Mato Grosso participaram da mobilização em Brasília

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Em busca de soluções para enfrentar a crise, os prefeitos se reuniram novamente no Centro de Convenções Ulisses Guimarães. Convocados pela Confederação Nacional de Municípios. Os gestores municipais alinharam a agenda e definiram as estratégias a fim de garantir os resultados positivos da Mobilização Municipalista.

Prefeitos e prefeitas de todas as regiões participaram da mobilização. Uma comitiva de Mato Grosso esteve nos dois dias do evento. O prefeito de Vila Bela da Santíssima Trindade, André Bringsken, representando a atual diretoria da AMM na mobilização em Brasília, ressaltou que ela foi muito proveitosa para os municípios.

“Nós viemos em uma comitiva de 15 gestores e participamos ativamente da programação. Estivemos na Câmara, no Senado, na CGU e TCU, onde fomos recebidos pelos dirigentes dos órgãos de controle. Na ocasião, a Confederação entregou um dossiê solicitando um estudo pelo TCU sobre as verbas retidas dos municípios brasileiros”, disse ele, destacando que o órgão vai encaminhar para sorteio para verificar qual relator ficará responsável. Será feito um estudo técnico de avaliação das perdas dos municípios.

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O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, esclareceu pontos que já avançaram durante a mobilização, como o Projeto de Lei Complementar (PLP) 136/2023, que recompõe as perdas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e antecipa o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), previsto para 2024. Sobre o pagamento do ICMS, o líder do movimento municipalista explicou. “Isso representa algo em torno de R$ 6,8 bi, até o final de 2025, só que será distribuído de forma parcelada, e os governadores terão cerca de 30 dias para pagar, o que é nosso por direito”, disse ele, lembrando também que o pagamento de emendas especiais, cerca de R$ 3 milhões, ocorreu durante a mobilização dos prefeitos em Brasília.

O movimento que faz com que os parlamentares junto com o Executivo faça a liberação das emendas. Na ocasião, ele  reforçou a importância de cada gestor ativamente no movimento. “A nossa pressão aqui faz com que as coisas aconteçam, a gente tem que continuar participando, temos que continuar lutando”, salientou.

Após decisão em acordo com os prefeitos, que optaram pela vinda de um representante do governo no evento municipalista, o secretário especial de Assuntos Federativos, André Ceciliano, foi recebido pelos prefeitos.Ziulkoski entregou, em mãos,  estudo mais recente que mostram as diversas preocupações do movimento municipalista e os dados que evidenciam a crise que assola as prefeituras.  “Nosso movimento é sério, não é partidário, nós queremos políticas de estados, independente do governo, a nossa luta vai continuar. A CNM está aberta para ser ouvida e para encontrar soluções juntos”, concluiu.

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Ceciliano destacou que o governo está aberto ao diálogo. “Eu trago aqui um abraço do presidente Lula, mas eu venho aqui trazer algumas informações e trazer uma pauta mais parlamentar. Estamos atentos desde a primeira queda do FPM e estamos trabalhando juntos para buscar uma forma de compensar as perdas.

O presidente Lula mandou dizer que é parceiro das prefeitas e dos prefeitos. Estamos trabalhando para aprovar o mais tardar na próxima semana essa pauta no Senado”, disse o secretário. Se aprovado ainda na próxima semana, a expectativa é que o pagamento seja realizado ainda no final de outubro, no último decêndio.

O presidente da CNM encerrou a mobilização agradecendo a participação de todos os gestores municipais. “Muito obrigado pela vinda dos senhores em mais um evento e nossa luta não pode parar. Peço que pressionem seus senadores para que o PLP 136 seja votado logo”, finalizou o líder do movimento.

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Política MT

CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro

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Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.

A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.

O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.

Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.

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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.

A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.

Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.

Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.

Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.

Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.

A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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