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Tribunal de Justiça de MT

Campanha ‘Leitura que Transforma’ deve arrecadar mais de 2 mil livros para o Sistema Socioeducativo

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O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/MT) realizará no período de 12 de maio a 05 de agosto, a campanha de arrecadação de livros do Projeto ‘Leitura que Transforma’. A iniciativa é liderada pelo supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri.
 
Com a estratégia de fomento à leitura, o ‘Eixo Socioeducativo’ do GMF coloca em prática a missão de implementar espaços inclusivos de leitura e convivência para a socioeducação de jovens em cumprimento de medidas socioeducativas.
 
A meta inicial é arrecadar 2 mil livros para a implantação de espaços de leitura nas unidades socioeducativas do Estado, localizadas nos municípios de Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Lucas do Rio Verde e Sinop. Após a triagem dos livros arrecadados, o GMF dará início a segunda fase de implementação do projeto.
 
A ideia é garantir espaços de reflexão dirigida com a participação de profissionais com expertise em diferentes áreas de conhecimento, como psicólogos, assistentes sociais, educadores, entre outros. Na estratégia, os profissionais irão atuar como facilitadores, estimulando a leitura entre os jovens, o desenvolvimento do raciocínio lógico, emocional e de valores sociais.
 
Com a ação, o Poder Judiciário oportuniza aos jovens a convivência em um ambiente saudável de aprendizado, com a possibilidade de reflexão sobre os atos que o levaram ao cumprimento da medida. A leitura também possui o poder de despertar o interesse pelos estudos, a descoberta de competências profissionais e, principalmente, o papel catalisador de ressignificar o modelo social vivenciado por eles até aquele momento.
 
A compreensão de novos valores a partir da leitura também traz uma nova percepção emocional para os conflitos vividos.
 
Para o supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, o projeto é resultado da determinação do Poder Judiciário de Mato Grosso em atuar na garantia de condições efetivas de socioeducação aos jovens em cumprimento de medida.
 
“Com o projeto, o Judiciário tem a oportunidade de colocar em prática uma ação essencial de resgate dos nossos jovens, que precisam ser estimulados a ressignificar sua conduta, rever seus valores e o modelo social em que estiveram inseridos. E o impacto disso é amplo. Não é somente o jovem que se beneficia, mas sua família, as pessoas em seu entorno e toda a sociedade, que recebe os impactos dessa transformação. Sem dúvida, é um projeto com grande potencial de tocar e transformar vidas”, defendeu Orlando Perri.
  
O projeto ‘Leitura que Transforma’ assegura aos jovens, mesmo em cumprimento de medida socioeducativa restritiva de liberdade, o acesso ao direito social à educação e a cultura, previsto na Constituição Federal, e ratificado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990). A ação também está alinhada ao Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Socioeducativo, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para superação de desafios estruturais no campo da privação de liberdade.
 
Para a juíza titular da Segunda Vara da Infância e Juventude de Cuiabá e coordenadora do eixo socioeducativo do GMF, Leilamar Rodrigues, o hábito da leitura transforma vidas e resgata no ser humano a autoestima e a autoconfiança necessários para a manutenção de relações sociais saudáveis.
 
“Preciso começar citando um dos maiores educadores brasileiros, Paulo Freire, que costumava dizer: “Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Em outras palavras, o Judiciário mato-grossense está criando a oportunidade perfeita de tocar vidas, de mostrar aos nossos jovens que eles podem reconduzir seus caminhos, e serem, sim, peças importantes no desenvolvimento da sociedade. A fase atual que eles estão atravessando pode ser apenas um momento na vida deles, e não uma condição definitiva de vida”, defendeu a juíza Leilamar.
 
Campanha – Pontos de coleta identificados com a marca da campanha serão instalados na sede do Tribunal de Justiça e nos Fóruns de Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Sinop e Várzea Grande, considerados municípios-polos no atendimento socioeducativo.
 
Além de estimular a contribuição dos servidores para a doação dos livros, as comarcas também poderão mobilizar a participação de outros parceiros, como escolas, faculdades, shoppings e instituições interessadas em contribuir com a iniciativa.
 
Para fins da campanha, são considerados municípios-polos aqueles que possuem unidade socioeducativa instalada nas comarcas. A campanha é estendida a todas as comarcas, que poderão participar com o envio dos exemplares para o município-polo mais próximo de sua comarca. As comarcas interessadas em contribuir com a doação de livros poderão entrar em contato pelo telefone: (65) 3617-3548.
 
Serviço:
 
Período de arrecadação: de 12 de maio a 05 de agosto de 2023.
 
Pontos de coleta:
 
Barra do Garças – Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) Masculino
Rua Germano Bezerra, s/n.º – Bairro Santo Antônio
Telefone: (66) 3401-5906
 
Cáceres – Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) Masculino
Rua das Margaridas, s/n, Bairro Jardim Padre Paulo
Telefone: (65) 3222-2907
 
Cuiabá – CASE de Internação Masculino – Complexo Pomeri
Av. Dante Martins de Oliveira, s/nº, bairro Planalto
Telefone: (65) 3648-3221/ 3648-3201
 
Cuiabá – CASE de Internação Provisória Masculino – Complexo Pomeri
Av. Dante Martins de Oliveira, s/nº
Telefone: (65) 3648-3200/ 3648-3230
 
Cuiabá – CASE de Internação Provisória e Internação Feminina
Av. Dante Martins de Oliveira, s/nº
Telefone: (65) 3644-3947
 
Lucas do Rio Verde – CASE Masculino
Avenida da Fé, quadra 37 – Tessele
Telefone: (65) 3549-0210
 
Rondonópolis – CASE Masculino
Rua Leopoldina Pinho de Carvalho, s/n, Vila Aurora
Telefone: (66) 3422-6786
 
Sinop – Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) Masculino
Avenida das Figueiras, n.º 1.398 – Centro Norte
Telefone: (66) 3531-7024
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri fala sobre o projeto de incentivo à leitura no Sistema Socioeducativo. Ele veste blazer azul escuro com camisa lilás clara, e usa óculos de grau. Segunda imagem: Juíza da Segunda Vara da Infância e Juventude de Cuiabá e coordenadora do eixo socioeducativo do GMF, Leilamar Rodrigues em entrevista à TV.Jus, Ela veste blusa preta com cabelo loiro na altura dos ombros.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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