ALCANÇAR METAS
Corregedor do TRE-MT recebe apoio de municípios para ampliar cadastramento biométrico
“O apoio dos municípios é essencial, pois o contato com os prefeitos faz parte de um diálogo permanente com os gestores, para que a Justiça Eleitoral consiga atingir a meta de 98% de cadastramento biométrico no Estado. Estamos atuando na instalação de novos pontos de coleta biométrica, por meio de parcerias com os municípios, como parte de um planejamento estratégico que contempla regiões com grande concentração de eleitores ainda sem biometria”, destacou o magistrado.
Situada a 250 km de Cuiabá, Nova Marilândia integra a 17ª Zona Eleitoral, junto com os municípios de Arenápolis (sede), Santo Afonso e Nortelândia. O município possui um eleitorado de 2.865 pessoas, das quais 2.121 (74,03%) já realizaram o cadastramento biométrico, enquanto 744 (25,97%) ainda não o fizeram. Para ampliar esse número, o prefeito Jefferson Nogueira Souto se comprometeu a reinstalar o Posto Eleitoral no município, com estrutura adequada para atender eleitores e eleitoras.
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“Foi importante poder conhecer e analisar os números do município em relação ao cadastramento biométrico. Pretendemos realizar uma força-tarefa para alcançar 100% de cobertura, o que trará mais agilidade durante o período eleitoral. Nossa estratégia é sensibilizar e conscientizar os eleitores sobre a importância da biometria. Realizaremos mutirões, campanhas e estaremos ao lado do TRE-MT nesse trabalho”, afirmou o prefeito.
Localizada a 1.198 km de Cuiabá, Aripuanã pertence à 11ª Zona Eleitoral, junto com os municípios de Colniza e Rondolândia. O município conta com 15.617 eleitores, sendo que 11.370 (72,81%) já realizaram o cadastramento biométrico, enquanto 4.247 (27,19%) ainda não. A prefeita de Aripuanã, Seluir Piexer Reghim, garantiu que o município não medirá esforços para mobilizar sua população para atualizar a situação eleitoral.
“Durante um mutirão na comunidade de Conselvan, no Vale do Amanhecer, conseguimos promover o cadastro biométrico de 130 pessoas. Vamos intensificar as ações nas comunidades e escolas, levando conscientização e combatendo a resistência com informação e esclarecimento. A biometria é um recurso seguro que traz mais agilidade no momento da votação”, destacou a prefeita.
Ministério Público MT
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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