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Mato Grosso

Polícia Civil deflagra operação para desarticular esquema de estelionato em Lucas do Rio Verde

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A Polícia Civil deflagrou, nessa sexta-feira (8.5), a Operação Hipnose Financeira, dando cumprimento a sete ordens judiciais, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Sinop, em desfavor de investigadas por envolvimento em um esquema de estelionato praticado contra um idoso de 71 anos, em Lucas do Rio Verde.

Conforme apurado, as investigações, conduzidas Delegacia de Polícia de Lucas do Rio Verde, apontaram que a vítima sofreu prejuízo financeiro superior a R$ 300 mil ao longo de meses, mediante manipulação emocional e promessas relacionadas a supostos rituais espirituais.

A investigação teve início após familiares perceberem comportamento incomum da vítima, que passou a realizar sucessivas transferências bancárias via pix para contas de terceiros desconhecidos. A situação chamou a atenção após o idoso tentar obter empréstimos bancários e passar a solicitar dinheiro emprestado a familiares, vizinhos e amigos.

Segundo as investigações, a vítima teria conhecido uma das suspeitas em um supermercado da cidade, ocasião em que a mulher afirmou que ele estaria acometido por uma doença grave. Após esse contato, iniciou-se uma relação de influência psicológica e emocional, na qual eram exigidos pagamentos sob a justificativa de realização de “trabalhos espirituais” e rituais religiosos destinados à suposta cura da enfermidade.

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Conforme depoimentos colhidos durante a investigação, a vítima apresentava sinais de forte abalo emocional e isolamento familiar.

Familiares relataram receio de que o idoso estivesse sofrendo ameaças psicológicas ou pressão emocional constante. Há, ainda, registros de cobranças insistentes por novos valores, incluindo solicitação recente de R$ 15 mil para continuidade dos supostos “trabalhos espirituais”.

As investigações também apontaram indícios de atuação interestadual das investigadas, com registros de ocorrências semelhantes em outras cidades de Mato Grosso, envolvendo vítimas vulneráveis e prejuízos expressivos.

Segundo a representação policial, o grupo possui elevada mobilidade geográfica, estando em constante deslocamento por diversos estados da federação, circunstância que dificultava sua localização e a aplicação da lei penal.

Diante dos elementos reunidos no inquérito policial, foram representadas judicialmente e deferidas medidas cautelares, dentre elas mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e telemático, além da indisponibilidade de bens e valores das investigadas.

A operação teve como objetivo aprofundar as investigações, preservar elementos probatórios, identificar possíveis novas vítimas e assegurar eventual reparação dos prejuízos causados.

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Fonte: Governo MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Presidente do TJMT manifesta solidariedade à família de juíza do Rio Grande do Sul

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“O respeito à dignidade humana deve prevalecer em qualquer debate público, inclusive quando se trata de instituições. A crítica é legítima e necessária em uma sociedade democrática, mas ela não pode ultrapassar os limites da sensibilidade e do respeito à memória de uma jovem magistrada que teve sua trajetória interrompida de forma tão precoce. Transformar um momento de dor em instrumento de provocação causa indignação e aprofunda o sofrimento de familiares, amigos e colegas de profissão. É preciso preservar a humanidade acima de qualquer divergência”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, ao endossar o posicionamento do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE).
O Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE) vem a público para manifestar irrestrita solidariedade à família da Juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, falecida na última quarta-feira, aos 34 anos, após coleta de óvulos para realização de reprodução assistida.
Lamenta, profundamente, que a indizível dor da família de Mariana tenha sido agravada em razão da falta de empatia, cuidado e respeito por parte do Jornal Folha de S. Paulo, representada por charge assinada, na edição deste sábado (09/05/2026), por Marília Marz.
O CONSEPRE louva o debate público, o controle social sobre as instituições e as liberdades de expressão e de imprensa, por reputá-las imprescindíveis aos regimes democrático e republicano: nenhuma democracia subsiste sem imprensa livre e sem espaço legítimo para crítica institucional.
Tais pilares, entretanto, não podem ser dissociados dos deveres mínimos de civilidade e respeito à dignidade humana. A crítica institucional jamais pode servir de instrumento para banalizar a morte, ridicularizar a dor humana ou desconsiderar o sofrimento de familiares, amigos e colegas profundamente abalados pela perda de uma vida.
A publicação da Folha de S. Paulo ultrapassa os limites do debate público legítimo ao recorrer a uma representação que, além de desrespeitosa, contribui para a crescente desumanização da magistratura brasileira, tratando com insensibilidade um momento de luto e consternação.
Torna-se, ainda, mais grave ao atingir a imagem de uma mulher magistrada recém-falecida, reproduzindo simbolicamente práticas de violência de gênero, incompatíveis com os avanços institucionais e sociais voltados à proteção da dignidade da mulher e ao enfrentamento de toda forma de violência ou discriminação.
Diante disso, o CONSEPRE reafirma sua solidariedade à família de Mariana e a toda a magistratura gaúcha, e espera que a degradação do debate público não persista em romper limites éticos de humanidade e respeito.

Autor: Flávia Borges

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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