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Ministério Público MT

Secretarias apresentam estratégias para minimizar impactos da pandemia

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Deficiência de aprendizagem, evasão escolar e aumento da ansiedade entre os estudantes são alguns dos reflexos da pandemia da Covid-19 na Educação. Atento a esse cenário e em busca de alternativas para minimizar o deficit educacional, o Ministério Público de Mato Grosso promoveu uma nova reunião do Fórum Intersetorial de Acompanhamento dos Planos de Educação (Fiape), nesta quinta-feira (25), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. Na pauta, assuntos como avaliação diagnóstica nas redes de ensino, acolhimento e retomada das atividades, recuperação da aprendizagem e busca ativa escolar. 

“Este ano foi bastante desafiador para a Educação e, nesse monitoramento, estamos acompanhando como as redes públicas estão se comportando, como estão avaliando os alunos, como está sendo o acolhimento nas escolas e como está o planejamento para 2023. Tudo isso vai impactar no aprendizado, na melhoria da qualidade do ensino, e o Ministério Público está atento a essa questão”, explicou o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania (Educação). 

Representantes das secretarias de Estado de Educação (Seduc-MT) e municipais de Cuiabá e Várzea Grande apresentaram diagnósticos, ações implementadas, como é feita a busca ativa aos alunos faltosos, resultados das avaliações e o trabalho realizado para atendimento da Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece a universalização da educação infantil na pré-escola para as crianças de quatro a cinco anos de idade e ampliação da oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até três anos, até 2024. 

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“Nós estamos monitorando permanentemente o PNE e isso implica em constantemente nos reunirmos com os poderes públicos, as secretarias, conselhos de educação e entidades que representam a sociedade civil, para que esse controle seja cada vez mais amplo e popular”, acrescentou o promotor de Justiça. Sobre o acesso à creche, Miguel Slhessarenko Junior disse que o percentual previsto no PNE está longe de ser atingido, pois a média do índice de atendimento em Mato Grosso é de 27% a 29%, e que os esforços devem estar voltados para o cumprimento progressivo e ampliado da meta. 

Também participaram da reunião integrantes do Conselho Estadual de Educação (CEE), Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CMAE), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme-MT), da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT), do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), do  Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep -MT) e da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), 

Busca ativa – De acordo com a Seduc-MT, 39.517 estudantes mato-grossenses (de todas as idades) que estavam matriculados em 2021 não se matricularam em 2022. O dado é de agosto deste ano e representa a dificuldade de crianças, adolescentes e jovens retornarem à rotina de aulas após quase dois anos. Embora ainda seja um número alto, esse índice vem caindo mês a mês em razão do acompanhamento dos alunos faltosos e da busca ativa. 

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A Busca Ativa Escolar é uma plataforma tecnológica disponibilizada gratuitamente para estados e municípios de todo o país com objetivo de auxiliar o poder público na identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão. Ela foi desenvolvida pelo Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). 

Por meio da Busca Ativa Escolar, municípios e estados têm dados concretos que possibilitarão planejar, desenvolver e implementar políticas públicas que contribuam para a garantia de direitos de crianças e adolescentes. Em Mato Grosso, os 141 municípios (100%) aderiram à iniciativa, contudo, 27 (19%) ainda estão inativos na plataforma. 

Fonte: MP MT

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MPMT garante acolhimento de adolescente e apura abandono intelectual

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A 2ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá) garantiu o cumprimento de medida de acolhimento institucional de um adolescente em situação de evasão escolar, nesta quarta-feira (16). O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) agiu com o objetivo de assegurar o direito fundamental à educação e a proteção integral do adolescente, conforme decisão judicial proferida no âmbito de medida de proteção.O caso teve início após o encaminhamento ao MPMT de informações sobre a ausência de frequência escolar do adolescente. Durante a apuração, diversos órgãos da rede de proteção realizaram tentativas de acompanhamento da família, mas as medidas não obtiveram êxito. Relatórios apontaram que o adolescente acumulava elevado número de faltas escolares e que a responsável não colaborava com as ações de acompanhamento promovidas pelos órgãos competentes.Diante da situação, a Justiça determinou o acolhimento institucional do adolescente, além da expedição de mandado de busca e apreensão para viabilizar o cumprimento da medida protetiva. A decisão considerou que os direitos da criança e do adolescente estavam em situação de risco e que o acolhimento era necessário para garantir proteção e acesso a direitos fundamentais.Durante o cumprimento da ordem judicial, que contou com a participação de integrantes da rede de proteção, agentes da Infância e Juventude, Conselho Tutelar e apoio da Polícia Militar, o adolescente não foi localizado. No entanto, foram identificadas outras duas crianças da família que também estavam fora da escola.Em nova diligência realizada pelo Ministério Público, a responsável pela família foi questionada sobre o paradeiro dos filhos, mas se recusou a fornecer informações. Diante dos fatos constatados e da situação envolvendo a ausência de matrícula e frequência escolar dos três filhos, ela foi conduzida à autoridade policial para as providências cabíveis relacionadas à apuração de abandono intelectual.

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Foto: Reprodução YouTube.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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