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Projetos realizados pelo MPMT são apresentados à Corregedoria Nacional

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Vinte e nove projetos desenvolvidos pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso serão analisados pela Corregedoria Nacional. A correição, que começou nesta segunda-feira (19), se estenderá até quinta-feira (22). Na solenidade de abertura dos trabalhos, o corregedor nacional, Oswaldo D´Albuquerque Lima Neto ressaltou que esta é a 18ª correição ordinária de fomento à resolutividade.

Segundo ele, além das correições de âmbito disciplinar e inspeções, a Corregedoria Nacional tem buscado mensurar a resolutividade nas unidades do Ministério Público brasileiro. “Foi nessa perspectiva que estive aqui no último mês de março, para ter acesso às práticas virtuosas realizadas pelo MPMT e, naquela ocasião, pude realçar e reconfirmar o trabalho de excelência deste Ministério Público. Retorno agora para que possamos correicionar 29 projetos e iniciativas que, em seu conjunto, indicam o profissionalismo e o comprometimento dos integrantes desta instituição”, afirmou.

O corregedor nacional disse que tem atuado com o objetivo de promover a disruptura paradigmática no modelo correicional tradicional, “de modo a avaliar e conhecer os projetos, iniciativas e boas práticas desenvolvidas pelo Ministério Público Brasileiro que mereçam a devida valoração e prestigiamento”.

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O procurador-geral de Justiça em Mato Grosso, Deosdete Cruz Junior, enfatizou que o novo modelo de correição passa a auferir iniciativas que buscam resultados reais que possam impactar na vida do cidadão. “Acreditamos que das práticas que serão auferidas pela Corregedoria Nacional, muitas poderão ser replicadas em outros estados. São projetos que traduzem um Ministério Público mais resolutivo e próximo da sociedade”.

O corregedor-geral do MPMT, procurador de Justiça João Augusto Veras Gadelha destacou que o trabalho desenvolvido pela Corregedoria se pauta em três principais diretrizes: orientação contínua, fiscalização permanente e responsabilização, quando necessária.

 “Ao buscar reconhecer iniciativas que possam ser futuramente aplicadas em outras unidades, a Corregedoria Nacional incentiva a cultura de planejamento, gestão das unidades, engajamento, inovação e compromisso social, potencializando as chances de uma melhor resposta à sociedade que servimos”, acrescentou.

Também compuseram a mesa de honra de abertura dos trabalhos o subprocurador-geral de Justiça Jurídico e Conselheiro do CNMP nos biênios 2013-2015 e 2015 e 2017, Marcelo Ferra de Carvalho; a ouvidora-geral do MPMT, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos; o chefe de Gabinete e coordenador disciplinar da Corregedoria Nacional, Vinícius Menandro Evangelista de Souza; o coordenador de correições e inspeções da Corregedoria Nacional, Marco Antonio Santos Amorim; a coordenadora de Inovações da Corregedoria Nacional, Jacqueline Orofino da Silva Zago de Oliveira; e o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público, Mauro Benedito Pouso Curvo.

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Veja a lista dos projetos do MPMT que serão apresentados à Corregedoria Nacional

Fonte: Ministério Público MT – MT

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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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