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DECISÃO LIMINAR

Justiça barra Cade e reacende guerra entre ruralistas e ambientalistas sobre Moratória da Soja

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A Justiça Federal suspendeu, por meio de decisão liminar, a polêmica manifestação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que colocava em xeque a Moratória da Soja, um dos principais acordos ambientais do país.

A decisão da magistrada destacou que a posição do Cade não foi submetida ao colegiado do conselho e desconsiderou pareceres técnicos essenciais do Ministério Público Federal (MPF), da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

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A ofensiva contra a moratória partiu de setores ruralistas, que acusam o acordo de impor restrições comerciais e ferir a livre concorrência. Já para ambientalistas, a tentativa de enfraquecer o pacto representa um retrocesso perigoso, abrindo brechas para novos ciclos de devastação na floresta amazônica.

Com a liminar, os efeitos da decisão do Cade ficam suspensos até análise definitiva. No entanto, o episódio expõe a crescente tensão entre interesses do agronegócio exportador e as pressões ambientais globais que exigem maior responsabilidade do Brasil na proteção da Amazônia.

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A Moratória da Soja é considerada uma das principais iniciativas de proteção ambiental do país, sendo responsável por reduzir o avanço do desmatamento ligado à expansão agrícola na Amazônia. O pacto, firmado em 2006, conta com a adesão de grandes tradings e empresas do setor, que se comprometem a não comprar soja oriunda de áreas desmatadas após a criação do acordo.

A decisão do Cade, publicada recentemente, havia gerado forte repercussão no setor ambiental e entre especialistas em sustentabilidade, que viram na medida um risco de retrocesso às políticas de preservação florestal. Com a liminar, os efeitos da manifestação do órgão ficam suspensos até o julgamento definitivo do caso.

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Agronegócio

Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

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A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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