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Leila é o nome da assistente virtual da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). Ela ganhou “vida” na noite desta terça-feira (30), após ser lançada durante o Show Cultural OAB-MT 2022, realizado no Malcom Pub, em Cuiabá.
O nome da assistente virtual faz alusão à primeira conselheira seccional da OAB-MT, Leila Francisco de Souza. “Estou sempre pronta para atender à OAB-MT”, disse a advogada Leila, no momento em que recebeu o convite e o aceitou. “Se posso ser útil com o meu rosto, minha história, se é uma forma de chegar ao outro, ajudar à advocacia, então fico honrada”, comentou.
A presidente da OAB-MT Gisela Cardoso destaca que “a assistente virtual Leila é um elo entre as gerações, pois ao mesmo tempo em que representa a modernidade, o momento virtual e os avanços tecnológicos que vivemos, traz o respeito à história, o reconhecimento ao trabalho prestado e a segurança refletida na imagem da experiência”.
Quem é a Dra Leila?
Aos 83 anos de idade, a advogada Leila Francisca de Souza se emocionou muito ao receber a notícia de que inspirou a criação da assistente virtual da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). “É muito lisonjeiro para mim, estou feliz e grata em poder atender à nossa instituição, porque a vida da gente é passageira e estes momentos é que valem à pena. Receber este carinho especial, na idade em que estou, é gratificante”.
Dra Leila nasceu em 9 de março de 1939, no bairro do Porto, em Cuiabá. Cresceu em uma família de classe média, sem advogados. Tanto é que nunca tinha pensado em trilhar esse caminho. “Sonhava em fazer Agronomia, porém não havia este curso em Cuiabá e meu pai não tinha como me mandar para estudar fora. Sendo assim, optei pelo Direito. Quando eu entrei na faculdade, não tinha aquele gosto, mas, com o passar do tempo, estudei, me formei e fui me apaixonando pela advocacia, enfrentando desafios, indo para o interior e atuando no governo. Fui por 28 anos assessora jurídica da Secretaria de Segurança”, relata.
Conversar com Dra Leila é o mesmo que ir tomando contato com a história de Cuiabá e de Mato Grosso. Ela conta que, ainda na faculdade de Direito, tinha aulas em Latim com declinações e, junto com Centro Acadêmico 8 de Abril, ajudou a conquistar o reconhecimento do curso da então Faculdade Federal de Mato Grosso, atual UFMT.
Ela é memória viva. Recorda-se de quando, já formada, mas ainda inexperiente, redigiu o decreto que criou o Distrito Industrial de Cuiabá, no Governo Pedro Pedrossian (1967). “Pediram para eu elaborar o documento rapidamente, porque o governador tinha pressa. Eu ainda não sabia bem como fazer isso, fiquei apreensiva e busquei ajuda. Em seguida, comecei a teclar na máquina de escrever. Pensei: Meu Deus! Onde vim parar? A partir daí percebi a grande responsabilidade que tinha como advogada, que temos. Comprei vários livros, fiz cursos de qualificação e segui praticando nossa profissão”, detalha. Com olhos marejados, Leila se lembrou de quando, junto com colegas, ajudou a garantir o terreno em que hoje está sediada a Seccional da OAB de Mato Grosso. “Debaixo do sol quente de Cuiabá, cercamos o lote de mãos dadas para garantir a propriedade. Isso aconteceu bem aqui onde hoje está este prédio. Então, se ele existe, não se deve só a mim, mas a essas pessoas corajosas”, recorda-se a advogada.
Dedicou-se tanto à advocacia que afirma não ter tido tempo para se casar e ter filhos.
“Esta é a vida de uma mulher que lutou pela sociedade e pela Justiça, a qual resumo citando uma frase do jurista romano Ulpiano: ‘É a vontade constante e perpétua de dar a cada um o seu direito’ E, por trabalhar por isso, a advocacia é uma profissão de alto valor”.

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Keka Werneck
Instagram @oabmatogrosso
Fonte: OAB – MT
Jurídico
Congresso consolida Mato Grosso no debate nacional sobre reestruturação empresarial
Com auditório lotado, participação de cerca de 500 pessoas em dois dias e a presença de alguns dos principais nomes do Direito da Insolvência no país, o VIII Congresso de Reestruturação e Recuperação Empresarial de Mato Grosso encerrou nesta sexta-feira (19.06) mais uma edição consolidado como um dos mais relevantes fóruns de discussão sobre recuperação judicial, falência e reestruturação empresarial do Brasil. A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso OAB-MT, Gisela Cardoso, destacou que Mato Grosso tem assumido protagonismo nacional nos debates sobre recuperação judicial e reestruturação empresarial, especialmente em razão da força do agronegócio e da complexidade das cadeias produtivas instaladas no Estado.
“A recuperação judicial passou a ocupar uma posição estratégica para o desenvolvimento econômico brasileiro. Mato Grosso tem lugar de destaque nesse cenário e, por isso, a OAB-MT assumiu o compromisso de promover discussões qualificadas e contribuir para o fortalecimento das boas práticas que garantam mais eficiência, transparência e segurança jurídica aos processos de recuperação”, afirmou. O evento reuniu advogados, magistrados, desembargadores, ministros, administradores judiciais, representantes do sistema financeiro, empresários, acadêmicos e operadores do Direito de diversas regiões do país para debater sobre os desafios atuais da recuperação empresarial, em um momento marcado pelo aumento dos pedidos de recuperação judicial, especialmente no agronegócio.

“Mato Grosso está hoje no centro de importantes discussões sobre recuperação judicial, especialmente por conta da relevância do agronegócio para a economia nacional. O congresso mostrou que o Estado não apenas acompanha esse debate, mas também contribui para a construção das soluções que serão aplicadas nos próximos anos”, avaliou a presidente da Comissão Estadual de Falência e Recuperação de Empresa (CELFRE), Aline Barini Néspoli.
Os painéis abordaram temas que estão no centro das discussões jurídicas e econômicas do país, como crédito rural, recuperação de produtores rurais, papel das cooperativas, garantias fiduciárias, financiamento de empresas em crise, transações tributárias, mediação, arbitragem, passivos ambientais, governança, segurança jurídica e os impactos das recentes mudanças legislativas e jurisprudenciais sobre o ambiente de negócios.
A programação contou com nomes de destaque nacional, entre eles o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, Manoel Justino Bezerra Filho; o professor da PUC-SP, Ivo Waisberg; a professora da USP, Sheila Cerezetti; o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Marcelo Sacramone; o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda; além do professor da Universidade de Florença, Alessandro Luciano, que trouxe ao congresso a experiência europeia na condução de processos de insolvência e reestruturação empresarial. Os debates também evidenciaram a crescente relevância do agronegócio dentro do sistema recuperacional brasileiro. Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, tem ocupado posição de destaque nas discussões nacionais sobre recuperação judicial de produtores rurais, crédito agrícola e segurança jurídica nas operações do setor.
Entre os temas que mais mobilizaram os participantes estiveram os limites da recuperação judicial no campo, a essencialidade de ativos e grãos, a preservação das garantias dos credores, a atuação das cooperativas, o financiamento da atividade rural e a necessidade de construção de soluções específicas para a realidade do agronegócio brasileiro.
Outro eixo que permeou praticamente todos os painéis foi a busca por mecanismos capazes de evitar que empresas cheguem à recuperação judicial em situação irreversível. Mediação, recuperação extrajudicial, negociação prévia, aporte de capital, financiamentos estruturados e métodos consensuais de resolução de conflitos foram apontados como ferramentas cada vez mais importantes para a preservação de empresas e empregos. A segurança jurídica foi a base de diversos debates. Magistrados, advogados e representantes do mercado financeiro defenderam maior uniformidade na interpretação das normas de insolvência e destacaram a importância da previsibilidade para garantir investimentos, acesso ao crédito e estabilidade das relações econômicas.
Além do conteúdo técnico, um dos aspectos mais elogiados pelos participantes foi justamente a qualidade dos debates e do corpo de palestrantes. A presença de profissionais com atuação nos principais casos de recuperação judicial do país transformou o congresso em um ambiente de troca de experiências práticas, discussão de jurisprudência recente e análise de tendências que devem influenciar o futuro da insolvência empresarial no Brasil.
“Mais do que discutir crises, o congresso se consolidou como um ambiente para construção de soluções. Esse sempre foi o propósito do evento: aproximar diferentes visões, fomentar o diálogo e contribuir para o aperfeiçoamento do sistema de reestruturação e recuperação empresarial brasileiro”, finalizou a presidente da CELFRE, Aline Barini Néspoli.
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Assessoria de Imprensa OAB-MT
Assessoria de Imprensa CELFRE
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Fonte: OAB – MT
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