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Várzea Grande

Jovens do Caderno 2 recebem orientações sobre trabalho infantil e acesso ao primeiro emprego

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Apesar de ser proibido pela Constituição Federal em seu artigo 7º, o trabalho infantil ainda é uma realidade que afronta a vida de diversas crianças e adolescentes no Brasil. O trabalho na infância prejudica o desenvolvimento, atrapalha a frequência e o rendimento escolar, e submete as crianças ao risco, à exploração sexual e às diversas outras formas de violação de direitos.

A principal arma contra o trabalho infantil é a intensa sensibilização civil contra a exploração das crianças e adolescentes, tanto que o município de Várzea Grande está envolvido nessa questão, e todos os anos elabora uma vasta programação para informar, debater e dar destaque a esse problema mundial.

“O dia 12 de junho é o dia internacional de combate ao trabalho infantil. Durante esse mês estaremos reforçando a campanha, com palestras nas unidades escolares, panfletagem em pontos estratégicos da cidade, visita as cooperativas de catadores de materiais de reciclagem, dentre outras atividades”, informou a coordenadora do PETI (Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil), Geni Corello dos Santos, assegurando que o intuito da campanha é alertar a população de modo em geral sobre os prejuízos sociais do trabalho infantil, assim como discutir alternativas legais para o trabalho dos adolescentes.

A coordenadora explica que não é permitido o trabalho de crianças e adolescentes, porém maiores de 14 anos podem ser inseridos em programas que auxiliam jovens que pretendem ingressar no primeiro emprego.

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Para esclarecer alguns pontos e critérios, nesta quarta-feira (7), os integrantes do Caderno 2 participaram de uma roda de conversa, onde foram debatidas as formas de trabalho que podem ser executadas por meninos e meninas a partir de 14 anos, a exemplo do programa Menor Aprendiz, que auxilia todos os jovens que querem se inserir no mercado de trabalho. “Neste caso específico os jovens não precisarão ter experiência na vaga em questão, basta a empresa estar com uma vaga aberta na categoria desejada para jovens se candidatarem”, explicou Geni Corello.

A Assistente Social, Gislene das Neves Ricardo, que também participou como palestrante, disse que o menor de idade não pode trabalhar em empresas, indústria, bares ou serviços que exigem esforço físico, porém as crianças devem desempenhar atividades na organização familiar. “Juntar brinquedos e arrumar a casa devem ser tarefas realizadas pelas crianças, uma vez que essas tarefas incentivam o convívio e o fortalecimento de vínculos”.

INTERESSE – AbderRah Man Khan, integrante do Caderno 2, participou da roda de conversa e ficou interessado em participar da inscrição para o programa Jovem Aprendiz. Haitiano, ele está morando em Várzea Grande desde 1999 e há dois anos participa das atividades no órgão social. “Vou me inscrever neste programa porque necessito trabalhar. Já tenho idade para buscar o primeiro emprego e essa palestra me orientou em como fazer e de que forma fazer. Falo português, inglês e francês e esse domínio pode me ajudar a conquistar uma colocação como menor aprendiz, e quem sabe essa oportunidade apareça no Aeroporto da cidade”, projetou.

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A Secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, disse que é importante abraçar a campanha de erradicação do trabalho infantil, principalmente, quando é praticada contra criança e adolescentes, porém é importante também ajudar na informação de jovens que buscam o primeiro emprego, as formas legais para se inserir no mercado de trabalho.

“Uma das oportunidades é buscar capacitação em determinada área, por isso a Secretaria de Assistência Social, por meio do programa Qualifica + VG está oferecendo diversas oficinas e muitas delas a idade inicial é a partir de 14 anos. É importante que os jovens saibam que temos várias oficinas com inscrições abertas, por isso é importante que eles busquem informações junto aos Centros de Referência em Assistência Social e se inscrevam em uma das oficinas. Essa pode ser a primeira de muitas oportunidades que eles ainda terão na vida, e nós estamos aqui para orientar o caminho a seguir”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Setembro Amarelo: rede de Saúde Mental do SUS oferece acolhimento e cuidado em Várzea Grande

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Falar sobre saúde mental também é falar sobre cuidado. Durante o Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio e valorização da vida, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande reforça uma mensagem importante: quem está passando por um momento de sofrimento emocional não precisa enfrentar essa situação sozinho.

A rede de saúde do município está disponível para acolher, ouvir e orientar a população. Quando a situação exige cuidado especializado, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são uma das referências da rede. Várzea Grande conta com o CAPS Transtorno Mental (CAPS TM III), o CAPS Álcool e Drogas (CAPS AD) e o CAPS Infantojuvenil (CAPSi), que oferecem atendimento por livre demanda, além do acompanhamento de pacientes encaminhados para tratamento e seguimento contínuo.

O atendimento começa pelo acolhimento. A equipe escuta o usuário e avalia qual é a melhor forma de cuidado para aquele momento. Nos casos que precisam de acompanhamento contínuo, o paciente passa a ser acompanhado pelos profissionais, com um plano de cuidado individualizado, de acordo com suas necessidades.

A proposta é que a pessoa seja cuidada de forma integral, com a atuação de profissionais como psicólogos, médicos, psiquiatras, enfermeiros e assistentes sociais, além de grupos, oficinas terapêuticas e outras estratégias de cuidado. O atendimento também pode envolver a família, fortalecendo a rede de apoio ao usuário.

Para o superintendente da Atenção Secundária da rede municipal de saúde, Renato Giroli, a preocupação é garantir que a pessoa que procura os CAPS seja recebida com respeito e acolhimento e, principalmente, encontre um caminho para o cuidado.

“Saúde mental não se resume a um atendimento pontual. Em muitos casos, é necessário acompanhar, entender a realidade daquele usuário e construir, junto com ele e com a família, estratégias para melhorar sua qualidade de vida. Por isso, estamos trabalhando para fortalecer cada vez mais os nossos serviços e integrar os CAPS com toda a rede de saúde do município”, reforça Renato.

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Uma rede que começa perto de casa

A Unidade de Saúde da Família (USF) tem papel fundamental nesse processo. É onde a população encontra a atenção básica do SUS e pode buscar acolhimento diante de situações de sofrimento emocional, além de prevenção, tratamento e acompanhamento.

A equipe da USF também pode coordenar o cuidado e trabalhar em conjunto com os demais serviços da rede, garantindo que o usuário seja acompanhado de acordo com a necessidade apresentada.

Por isso, diante de uma dificuldade emocional, o primeiro passo pode ser simplesmente procurar a unidade de saúde mais próxima e conversar com um profissional.

CAPS TM III: cuidado para adultos

O CAPS TM III de Várzea Grande atende adultos em sofrimento psíquico grave e persistente. O serviço funciona 24 horas, com atendimento ao público das 7h às 17h, e oferece acolhimento e acompanhamento especializado.

???? Endereço: Rua Vinte e Quatro de Maio, 291, Centro Sul
???? WhatsApp: (65) 98464-2319
???? Atendimento ao público: 7h às 17h
???? Funcionamento: 24 horas

CAPS AD: cuidado para quem enfrenta problemas com álcool e outras drogas

O CAPS Álcool e outras Drogas (CAPS AD) atende adultos que apresentam necessidades relacionadas ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

O serviço trabalha com estratégias terapêuticas, redução de danos e reabilitação psicossocial, buscando oferecer cuidado sem julgamento e respeitando a história e o momento de cada pessoa.

???? Endereço: Travessa Professor Joaquim Viana, 61, Centro Sul
???? WhatsApp: (65) 98174-0801
???? Atendimento: 7h às 17h

CAPSi: atenção para crianças e adolescentes

O CAPS Infantojuvenil (CAPSi) é voltado para crianças e adolescentes de 3 anos a menores de 18 anos que apresentam transtornos mentais graves e persistentes ou necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.

O serviço oferece cuidado especializado, interdisciplinar e comunitário, considerando também a participação da família no processo de cuidado.

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???? Endereço: Rua Presidente Prudente de Moraes, 1.130, Ipase
???? WhatsApp: (65) 98468-2562
???? Atendimento: 7h às 17h

Cuidar sem julgamento

Para o coordenador de Saúde Mental de Várzea Grande, Weverton Lucas, o trabalho desenvolvido nos CAPS tem como principal objetivo oferecer um cuidado humanizado e próximo da população.

“Os CAPS oferecem serviços de acolhimento e acompanhamento para pessoas que precisam de cuidados em saúde mental, com atendimento psicológico e médico, enfermagem, assistência social, grupos, oficinas terapêuticas e também apoio às famílias”, explica.

Segundo ele, cada pessoa precisa ser compreendida dentro da sua própria realidade.

“O nosso principal objetivo é cuidar das pessoas de forma humanizada, respeitando a história e a necessidade de cada usuário. A gente busca fortalecer cada vez mais a nossa rede e garantir que a população de Várzea Grande tenha acesso a um atendimento de qualidade, com respeito, acolhimento e, principalmente, cuidado”, reforça.

Pedir ajuda também é cuidado

O Setembro Amarelo reforça uma mensagem simples: pedir ajuda não é sinal de fraqueza.

Quem estiver passando por um momento difícil pode procurar uma Unidade de Saúde da Família ou um dos CAPS do município. Não é preciso esperar que o sofrimento fique insuportável para buscar ajuda.

Em situações de emergência ou quando houver risco imediato de suicídio, a orientação é procurar uma unidade de urgência e emergência ou acionar o SAMU pelo 192.

A rede está aí para acolher, escutar e acompanhar. Às vezes, o primeiro passo para cuidar da vida é simplesmente dizer: “Eu preciso de ajuda.”

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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