Lucas do Rio Verde - MT
10ª Turma de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade inicia curso
Começou nesta segunda-feira (02), as aulas da 10ª turma do Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, ofertado pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Saúde.
Cinco médicos, vindos de várias regiões de Mato Grosso e de outros estados, iniciaram a especialização. O processo seletivo foi realizado em dezembro de 2025, com número recorde de inscritos, 123.
Segundo a supervisora do programa, Dra. Jéssika Canabarro, em dez anos de história, a Residência Médica, ofertada pelo município, se tornou referência no estado, pela estrutura e qualidade do ensino.
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O curso tem duração de dois anos, com experiências nas unidades básicas de saúde, aulas teóricas e práticas, oficinas e estágios supervisionados em diversos campos de atuação.
“É um orgulho muito grande vivenciar a evolução do curso. Hoje, somos reconhecidos e autorizados definitivamente pelo MEC, realizamos concurso para médicos especialistas e preceptores”, explicou a supervisora.
Além da oportunidade de aprendizado e troca de experiências com outros profissionais, os médicos recebem um auxílio financeiro mensal de pouco mais de R$ 13 mil.
Na última sexta-feira (27), a Secretaria de Saúde realizou a cerimônia de formatura da oitava turma, três médicas concluíram a residência. O evento reuniu autoridades, médicos e familiares.
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A secretária de Saúde, Dra. Fernanda Heldt Ventura, ressaltou a importância da especialização na qualidade do atendimento ofertado nas unidades básicas.
Com oito turmas concluídas, já foram formados 32 médicos especialistas, com 15 atuando na Rede Municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde e nove na rede particular.
“É muito gratificante pra mim, especialmente, porque faço parte da 1ª turma, titulada em 2016. Tenho certeza de que elas estão prontas para oferecer um atendimento diferenciado, acolher, ouvir e tratar os pacientes, desde o ventre da mãe a terceira idade, e não só na parte curativa, mas também na prevenção”, finalizou a secretária.
Lucas do Rio Verde - MT
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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