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SEGURANÇA DIGITAL

Polícia Federal abre inquérito sobre vídeos que incentivam violência contra mulheres

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Conteúdos publicados no TikTok mostram homens simulando socos, chutes e facadas após rejeição amorosa; AGU pediu abertura de inquérito

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar uma “trend” de vídeos na plataforma TikTok que fazem apologia à violência contra mulheres. Segundo a corporação, denúncias foram recebidas e a plataforma foi acionada para preservar dados dos responsáveis e retirar os conteúdos do ar.

Nos vídeos, homens simulam agressões como socos, chutes e facadas contra mulheres em situações de rejeição amorosa. As gravações circularam nas redes sociais e geraram preocupação entre autoridades e especialistas em segurança digital.

A investigação foi solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que identificou que o material teria se originado em quatro perfis da rede social. De acordo com o órgão, os responsáveis podem responder por crimes como incitação ao feminicídio, ameaça, lesão corporal e violência psicológica.

Em nota, o TikTok informou que os vídeos violavam as diretrizes da comunidade e já foram removidos da plataforma. A empresa também afirmou que coopera com autoridades quando há investigação envolvendo conteúdos ilegais.

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Especialistas apontam que conteúdos misóginos têm ganhado espaço em comunidades virtuais associadas à chamada machosfera. Dados do Ministério da Justiça indicam que o Brasil registra, em média, quatro casos de feminicídio por dia.

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180 ou em delegacias especializadas.

Fonte/ CM7BR

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“Definição da divisa pode impactar municípios”, diz Dino em audiência sobre área de disputa entre Mato Grosso e Pará

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Dino reúne autoridades, parlamentares e representantes dos estados para buscar solução consensual sobre território de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, vai conduzir na quarta-feira (10), às 9h, uma audiência de conciliação para discutir a disputa territorial entre Mato Grosso e Pará. A iniciativa busca construir um entendimento entre os dois estados sobre uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados cuja delimitação é alvo de divergência judicial.

O debate ocorre após Mato Grosso ingressar, em maio de 2023, com uma nova ação questionando uma decisão unânime do STF proferida em 2020, que manteve a demarcação territorial estabelecida oficialmente em 1922. No processo, o governo mato-grossense reivindica o reconhecimento de parte da área, incluindo a região da Cachoeira das Sete Quedas.

A controvérsia afeta diretamente seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.

Além do impasse jurídico entre os estados, uma eventual alteração dos limites geográficos poderá produzir reflexos econômicos, fundiários e administrativos na região. Entre os principais pontos em discussão estão a arrecadação de tributos, a regularização de propriedades rurais e a segurança jurídica para moradores e produtores instalados nas áreas contestadas.

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Para a audiência, foram convocados representantes da União, das bancadas federais e das assembleias legislativas de Mato Grosso e Pará. Conforme o cronograma estabelecido pelo STF, integrantes dos poderes Executivo e Legislativo de cada estado terão até 30 minutos para apresentar seus argumentos.

Também foram autorizados a participar da sessão representantes do município de São Félix do Xingu, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso e os senadores Jayme Campos, Wellington Fagundes, Carlos Fávaro e Zequinha Marinho.

Os trabalhos serão encerrados após manifestação da Procuradoria-Geral da República, que deverá apresentar seu posicionamento sobre o caso.

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