CONTROLE SOB SUSPEITA
STF impõe fiscalização rígida sobre emendas de deputados em MT e cria força-tarefa com MPE e TCE
STF impõe fiscalização rígida sobre emendas de deputados em MT e cria força-tarefa com MPE e TCE
Uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) levou à criação de uma força-tarefa em Mato Grosso para apertar o cerco sobre o uso das emendas parlamentares da Assembleia Legislativa. A partir deste ano, os recursos destinados pelos deputados estaduais passarão por um “pente fino” conduzido conjuntamente pelo Ministério Público do Estado (MPE), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público de Contas (MPC).
A comissão foi instalada após o STF identificar falhas de transparência, rastreabilidade e controle na aplicação de emendas parlamentares em todo o país. Em Mato Grosso, cada deputado pode indicar até R$ 27,5 milhões, valor que agora será acompanhado desde a autoria até a execução final.
Segundo o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, os órgãos já trabalham na elaboração de uma norma específica que vai regulamentar como as emendas deverão ser fiscalizadas.
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A nova estrutura de controle irá verificar quem indicou o recurso, para onde foi destinado, qual entidade recebeu e qual serviço foi efetivamente prestado, com atenção especial às organizações do terceiro setor.
A área da Saúde será tratada como prioridade absoluta, uma vez que concentra 50% das emendas impositivas, conforme prevê a legislação estadual.
Em 2025, os deputados destinaram R$ 25,784 milhões cada em emendas obrigatórias, montante calculado a partir de 2% da receita corrente líquida do Estado. A expectativa dos órgãos de controle é reduzir brechas para irregularidades e acelerar a responsabilização em caso de desvios.
O modelo segue o entendimento do ministro Flávio Dino, relator no STF de ações que questionam a falta de transparência nas chamadas “emendas PIX” em nível federal, e que agora passam a influenciar diretamente a fiscalização nos estados.
Brasil
“Definição da divisa pode impactar municípios”, diz Dino em audiência sobre área de disputa entre Mato Grosso e Pará
Dino reúne autoridades, parlamentares e representantes dos estados para buscar solução consensual sobre território de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, vai conduzir na quarta-feira (10), às 9h, uma audiência de conciliação para discutir a disputa territorial entre Mato Grosso e Pará. A iniciativa busca construir um entendimento entre os dois estados sobre uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados cuja delimitação é alvo de divergência judicial.
O debate ocorre após Mato Grosso ingressar, em maio de 2023, com uma nova ação questionando uma decisão unânime do STF proferida em 2020, que manteve a demarcação territorial estabelecida oficialmente em 1922. No processo, o governo mato-grossense reivindica o reconhecimento de parte da área, incluindo a região da Cachoeira das Sete Quedas.
A controvérsia afeta diretamente seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.
Além do impasse jurídico entre os estados, uma eventual alteração dos limites geográficos poderá produzir reflexos econômicos, fundiários e administrativos na região. Entre os principais pontos em discussão estão a arrecadação de tributos, a regularização de propriedades rurais e a segurança jurídica para moradores e produtores instalados nas áreas contestadas.
Para a audiência, foram convocados representantes da União, das bancadas federais e das assembleias legislativas de Mato Grosso e Pará. Conforme o cronograma estabelecido pelo STF, integrantes dos poderes Executivo e Legislativo de cada estado terão até 30 minutos para apresentar seus argumentos.
Também foram autorizados a participar da sessão representantes do município de São Félix do Xingu, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso e os senadores Jayme Campos, Wellington Fagundes, Carlos Fávaro e Zequinha Marinho.
Os trabalhos serão encerrados após manifestação da Procuradoria-Geral da República, que deverá apresentar seu posicionamento sobre o caso.
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