Agronegócio
Sistema Hidropônico: entenda o método e as vantagens do cultivo sem solo
Sem a necessidade de solo, no sistema hidropônico um conjunto de técnicas são empregadas no cultivo de forma que os nutrientes minerais necessários para o desenvolvimento da planta sejam fornecidos por meio de um substrato ou solução nutritiva, que contém: nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, boro, manganês, cobre, zinco e molibdênio.
Vinda do Japão para o Brasil, na década de 1980, originalmente a Hidroponia era destinada apenas ao cultivo de hortaliças, porém praticamente qualquer espécie de vegetal pode ser cultivada através do sistema hidropônico. Assim sendo, pelo sistema hidropônico é possível plantar alface, tomate, agrião, almeirão, brócolis, berinjela, coentro, cebolinha, couve, manjericão, menta, rúcula e salsa, além de abobrinha, feijão-vagem, morango, melancia, melão, pimentão, pepino, repolho, brotos, microvegetais, alecrim e boldo. Pode-se também plantar flores e mudas de árvores frutíferas e ornamentais, mudas de arbóreas (eucalipto) e forrageiras para alimentação animal.
Apesar do maior custo tanto para a instalação quanto para a compra de equipamentos, são diversas as vantagens do cultivo hidropônico em relação ao sistema convencional, no solo, e entre elas está a sustentabilidade, visto que este tipo de produção reduz drasticamente a utilização dos recursos naturais. Em alguns casos, a técnica hidropônica pode consumir até 95% menos água do que o cultivo no solo.
Essa redução ocorre devido ao fato da solução nutritiva e a água passarem de forma cíclica pelo sistema, uma vez que, montado em declive, o mesmo permite que a gravidade faça com que a água siga seu próprio curso. Ou seja, com uma estrutura de bancadas e canos, por onde a água passa, o líquido do sistema hidropônico segue para uma caixa de água, onde é bombeado pelos canos e direcionado às raízes das plantas. Com o auxílio da gravidade a água passa pelo sistema e segue novamente pelos canos, formando assim um ciclo, que permite que a solução nutritiva possa ser reaproveitada em várias outras irrigações, evitando o seu descarte na natureza e, consequentemente, a contaminação do solo, de lençóis freáticos e dos próprios alimentos.
Outra vantagem desse sistema está relacionada à qualidade do alimento, uma vez que hortaliças cultivadas no sistema hidropônico sofrem menos estresses do ambiente causados por ventos, chuvas, insolação e organismos indesejados, o que resulta em plantas mais bonitas visualmente, sem danos causados por vento e insetos. Por ser cultivado em local protegido (estufa), o vegetal ainda está menos suscetível a pragas e doenças.
Além disso, o sabor e o cheiro das hortaliças produzidas no sistema hidropônico tendem a ser menos acentuados do que das hortaliças cultivadas no sistema convencional. O que pode ser percebido nas hortaliças mais picantes e nas folhas, como o alface, que podem apresentar folhas menos amargas, se comparadas ao produto cultivado no solo.
No entanto, vale ressaltar, que a má condução da hidroponia pode sim resultar nos mesmos problemas enfrentados em outros sistemas de cultivo, como por exemplo, nutrição desbalanceada, contaminação da água, entre outros. Sendo assim, a hidroponia por si só não é garantia de qualidade.
Fonte: AgroPlus
Agronegócio
Fersul conecta agricultura familiar a novos mercados e tecnologia
Começa nesta quarta-feira (12.08), em Rio do Sul (190 km da capital, Florianópolis), em Santa Catarina, a 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí (Fersul). Embora reúna diferentes setores da economia, a edição deste ano terá pela primeira vez uma área exclusiva para o agronegócio, com 42 expositores da região.
O espaço terá 300 metros quadrados e funcionará como uma vitrine para produtos da agricultura familiar. Entre os participantes estão 32 agroindústrias que trabalham com alimentos processados e produtos de maior valor agregado, além de produtores de plantas ornamentais e empreendimentos de turismo rural.
A proposta é aproximar os produtores diretamente dos consumidores, comerciantes, distribuidores e possíveis parceiros. Para as pequenas agroindústrias, a participação pode abrir canais de venda fora dos municípios de origem e aumentar a visibilidade de marcas ainda pouco conhecidas no mercado regional.
Antes da feira, os produtores passaram por um ciclo de preparação promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os treinamentos abordaram atendimento ao público, técnicas de venda e apresentação dos produtos e das marcas.
A capacitação busca resolver uma dificuldade comum entre pequenos empreendimentos rurais. Mesmo quando possuem alimentos de qualidade e produção regular, muitas agroindústrias encontram obstáculos para definir preços, apresentar seus diferenciais e alcançar compradores além da venda direta na propriedade.
O turismo rural também terá espaço na feira. Os empreendimentos participantes apresentarão experiências ligadas à produção agrícola, à gastronomia e ao modo de vida das comunidades do Alto Vale do Itajaí. A atividade permite que as famílias rurais complementem a renda com hospedagem, alimentação, visitas às propriedades e comercialização de produtos locais.
A estrutura dedicada ao agro conta com a participação da Cresol, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Cooperfavi e do Sebrae.
Além da área rural, a Fersul terá ambientes voltados à inovação, à tecnologia e ao empreendedorismo feminino. Parte das soluções apresentadas nesses espaços poderá ser aproveitada pelas agroindústrias em atividades como gestão, vendas digitais, divulgação das marcas e organização dos processos produtivos.
Realizada pela Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs), a Fersul chega à 15ª edição como a principal feira de negócios do Alto Vale. A programação segue até sexta-feira (14.08), com exposição multissetorial, palestras, atividades técnicas e um congresso empresarial.
Serviço
Evento: 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí
Data: 12 a 14 de agosto de 2026
Abertura: quarta-feira, às 16 horas
Local: Centro de Eventos Hermann Purnhagen
Fonte: Pensar Agro
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