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Agronegócio

Produção de batata cresce com tecnologia e melhora de preços

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A produção de batata em Goiás deve crescer em 2026 puxada por ganhos de produtividade e recuperação dos preços, em um movimento sustentado mais pela eficiência no campo do que pela expansão de área. O cenário indica melhora de margem e reforça o papel do estado como um dos polos da cultura no país.

No Brasil, a bataticultura mantém produção relativamente estável. O país colhe, em média, cerca de 4,5 milhões de toneladas por ano, somando as três safras da cultura, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção é voltada majoritariamente ao mercado interno, com importações concentradas em produtos processados, como batata pré-frita congelada.

No cenário global, a batata figura entre os principais alimentos. A produção mundial supera 370 milhões de toneladas anuais, de acordo com a Food and Agriculture Organization, órgão das Nações Unidas. A liderança está concentrada na Ásia, com destaque para China e Índia, que respondem por parcela significativa da oferta.

Dentro desse contexto, Goiás vem ampliando participação. O estado se destaca especialmente na chamada terceira safra, com produção relevante e elevado nível tecnológico. Municípios como Cristalina concentram parte expressiva do volume colhido, com produtividade acima da média nacional.

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O avanço recente da cultura no estado está diretamente ligado ao uso intensivo de tecnologia. Irrigação, mecanização e adoção de cultivares mais produtivas têm permitido elevar o rendimento por hectare e reduzir riscos climáticos, fator decisivo em uma cultura sensível a variações de temperatura e umidade.

Além da eficiência produtiva, a batata tem ganhado espaço pela versatilidade de mercado. A cultura atende tanto o consumo in natura quanto a indústria de processamento, segmento que cresce no Brasil e amplia a demanda por matéria-prima padronizada. Esse movimento contribui para maior estabilidade de preços e possibilidade de agregação de valor.

Após um período de pressão nas cotações, o mercado dá sinais de recuperação. A melhora nos preços ao longo de 2026 tende a recompor margens e estimular novos investimentos, especialmente em regiões mais tecnificadas.

Mesmo com o cenário mais favorável, o setor ainda enfrenta desafios. A bataticultura é intensiva em insumos, exige alto nível de manejo e sofre impacto direto de custos logísticos. Além disso, a concorrência com produtos importados, principalmente industrializados, segue como fator de pressão.

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Com base em produtividade, tecnologia e maior organização da cadeia, Goiás deve ampliar sua relevância no cenário nacional. Em um mercado global competitivo, o avanço da cultura no estado reforça uma mudança de perfil da produção brasileira, cada vez mais orientada pela eficiência no campo.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

“Não muda nada, só o CEP”, diz Presidente da ALMT ao propor devolver área do Júlio Müller a Cuiabá

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Projeto tenta corrigir mudança que transferiu terreno para Santo Antônio do Leverger; deputado garante que não haverá impacto na obra nem no funcionamento do hospital

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), afirmou que deve apresentar nesta quarta-feira (22) um projeto de lei para devolver a Cuiabá a área onde está sendo construído o Hospital Universitário Júlio Müller.

Atualmente, o terreno pertence ao município de Santo Antônio do Leverger, após uma mudança aprovada pela própria Assembleia no ano passado.

Segundo Russi, o novo projeto busca corrigir o que chamou de “imbróglio jurídico”, com apoio do Instituto de Terras de Mato Grosso, garantindo segurança legal sem alterar a situação do Morro de Santo Antônio, que continuará sob domínio de Leverger.

“Esperamos apresentar esse projeto com apoio das lideranças partidárias para resolver essa situação de forma definitiva”, afirmou.

O parlamentar reforçou que a mudança não trará qualquer impacto negativo.
“Não há prejuízo algum. Zero. Nem para a obra, nem para a manutenção, nem para a eficiência do hospital”, garantiu.

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A proposta surge após críticas do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que acusou deputados de terem “surrupiado” parte do território da capital.

Russi rebateu:
“Talvez ele não esteja passando por lá por conta dos buracos na via, mas o hospital não mudou, só mudou o CEP”.

O Hospital Universitário Júlio Müller é uma das principais obras da saúde no estado, com investimento de R$ 207 milhões em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso, responsável pela gestão.

A unidade deve ser a maior estrutura hospitalar de Mato Grosso, com 58,5 mil m² de área construída.

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