TRÂNSITO FATAL
Motorista bate em carro parado na faixa e mata idosa atropelada na calçada; VEJA VÍDEO
Populares se uniram para erguer veículo e tentar salvar a vítima de 64 anos; outras quatro pessoas ficaram feridas em Várzea Grande
Um grave acidente na Avenida da FEB, em Várzea Grande, resultou na morte de Alice da Silva Barros, de 64 anos, e deixou outras quatro pessoas feridas na tarde desta terça-feira. A idosa foi atropelada quando já estava em cima da calçada, logo após atravessar a via pela faixa de pedestres. Vídeos gravados por testemunhas logo após o impacto mostram o desespero no local e a mobilização de populares, que se uniram para erguer o automóvel e retirar o corpo da vítima.
Segundo informações da Guarda Municipal, o trânsito havia parado para dar passagem aos pedestres. O motorista de um Ford Ka reduziu a velocidade e parou na pista central para respeitar a sinalização, mas o condutor de um VW Gol, que vinha logo atrás após uma tentativa frustrada de ultrapassagem pela esquerda, não conseguiu frear a tempo e atingiu violentamente a traseira do Ka.
Com a força do impacto, o Ford Ka foi arremessado para a frente, invadiu o canteiro e subiu na calçada onde Alice estava parada. A idosa foi prensada e faleceu antes da chegada do socorro médico. A colisão em cadeia também atingiu Paulina Neres de Barros, de 70 anos, que foi atropelada e socorrida pelo Samu.
Além das duas mulheres, a batida prensou uma motocicleta com dois ocupantes e atingiu um terceiro pedestre que passava pelo local. Todos os sobreviventes foram levados conscientes para o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande por equipes dos Bombeiros e do Samu. A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito assumiu o caso para investigar a responsabilidade do condutor que provocou o engavetamento.
Veja vídeo
Agronegócio
Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare
Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.
O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.
A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.
A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.
Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.
A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.
Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.
Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.
Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.
Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.
O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.
Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.
Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.
Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.
Fonte: Pensar Agro
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